sábado, 12 de setembro de 2026 ÚltimasUFC 2026: os eventos que faltam até dezembro
AnúncioAnuncie na Hora do Esporte
Últimas
Basquete

Hall da Fama do Basquete consagra nove nomes em 2026

Nove homenageados entraram para o Hall da Fama Naismith em cerimônia no Symphony Hall, em Springfield, no dia 15 de agosto.

por Lucas Ferreira 16 de agosto de 2026 4 min de leitura
Sede do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame em Springfield, Massachusetts (Foto de arquivo: sede do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame em Springfield, Massachusetts.)

Foto de arquivo: sede do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame em Springfield, Massachusetts. (Foto: Quintin Soloviev CC BY 4.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Naismith_Memorial_Basketball_Hall_of_Fame_(Springfield,_MA).jpg)

Nove nomes. Foi esse o tamanho da classe de 2026 do Hall da Fama Naismith do Basquete, consagrada em cerimônia no Symphony Hall, em Springfield, Massachusetts, no dia 15 de agosto. A noite reuniu jogadores, um técnico, um árbitro e uma equipe inteira sob o mesmo teto, um retrato da diversidade de caminhos que levam à indução na instituição.

Uma classe anunciada meses antes

A lista dos nove homenageados havia sido formalmente revelada em 4 de abril, durante a Final Four masculina da NBA, em Indianápolis. Chegaram até Springfield os nomes de Chamique Holdsclaw, Joey Crawford, Mark Few, Doc Rivers, Amar’e Stoudemire, Elena Delle Donne, Candace Parker, Mike D’Antoni e a seleção feminina dos Estados Unidos que disputou os Jogos Olímpicos de 1996.

O intervalo de quatro meses entre o anúncio e a cerimônia é o padrão da casa, tempo usado para organizar a logística de uma noite que mistura carreiras muito diferentes: da quadra profissional ao apito, passando pelo banco de reservas e por uma conquista coletiva.

O único ex-jogador da NBA

Amar’e Stoudemire foi o único ex-atleta da NBA na turma deste ano. Seis vezes All-Star ao longo da carreira, ele também carrega o título de Novato do Ano da liga em 2003, reconhecimento que marcou sua estreia como um dos nomes mais precoces a se destacar entre os garotos-prodígio daquela geração.

Uma trajetória de títulos no feminino

Candace Parker entra para o hall como tricampeã da WNBA, com taças conquistadas em 2016, 2021 e 2023, além de duas eleições como MVP da liga. Ao discursar na cerimônia, ela resumiu a própria passagem pelo esporte em uma declaração à Yahoo Sports: “Full circle. I came in as a rookie with Lisa Leslie and her greatness… And I got to pass the torch to a GOAT in A’ja Wilson on the way out.”

Elena Delle Donne também entrou como jogadora nesta classe. Mike D’Antoni foi induzido na categoria de contribuinte, e Mark Few, como técnico universitário, completando um trio que representa três frentes distintas da modalidade: a quadra, a gestão de equipe e o comando técnico no basquete universitário.

Mais de mil vitórias no banco

Doc Rivers foi consagrado como técnico depois de 27 temporadas de carreira e um título da NBA erguido pelo Boston Celtics em 2008. O levantamento mais recente de sua trajetória, segundo reportagem da CBS Sports, aponta 1.194 vitórias, a sexta maior marca da história da liga, e 114 triunfos somente em playoffs, quarto melhor número entre todos os treinadores. São números que colocam Rivers em um patamar reservado a poucos nomes que passaram pelos bancos da NBA em qualquer época.

Números que também entraram no hall

A cerimônia também premiou uma carreira construída fora das quadras. Joey Crawford apitou 2.561 jogos de temporada regular, a segunda marca mais alta já registrada por um árbitro, e ainda soma recordes de 374 partidas de playoffs e 50 jogos de Finais apitados, os dois maiores números da história da NBA. É um volume de trabalho que atravessa gerações de jogadores e técnicos, incluindo o próprio Doc Rivers em boa parte de sua carreira como comandante.

  1. 1.194 vitórias de Doc Rivers como técnico, a sexta maior soma da NBA
  2. 114 vitórias de Rivers só em playoffs, a quarta maior marca da liga
  3. 2.561 jogos apitados por Joey Crawford na temporada regular, segundo maior total da história
  4. 374 jogos de playoffs e 50 Finais apitadas por Crawford, recordes absolutos

Uma equipe inteira no hall

Entre os nove nomes, um não é individual. A seleção feminina dos Estados Unidos que faturou o ouro olímpico em Atlanta, em 1996, foi induzida coletivamente ao lado dos demais homenageados, reconhecimento raro reservado a poucas equipes na história da instituição.

A presença do grupo de 1996 reforça um padrão da casa: o hall já havia recebido outras seleções olímpicas ao longo de sua história, sempre tratando conquistas coletivas como parte do mesmo panteão dos nomes individuais, ao lado de jogadores, técnicos e árbitros consagrados isoladamente.

O que ficou fora dos discursos

Nem toda lembrança da noite veio da quadra profissional. Um dos homenageados relembrou, em depoimento à Yahoo Sports, a origem mais simples de sua ligação com o esporte: “The first basketball I got was from my mom as a gift, and that basketball became my best friend, became my therapist.”

Com Chamique Holdsclaw completando a lista dos nove, a classe de 2026 fecha um ciclo iniciado ainda em abril, em Indianápolis, e consagrado, quatro meses depois, no mesmo palco de Springfield onde nasceu o esporte.

L
Sobre o autor

Lucas Ferreira

Analista esportivo especializado em tática e dados. Cobre futebol, basquete e automobilismo, traduzindo números em leitura de jogo.

Ver todos os artigos de Lucas Ferreira →
AnúncioAnuncie na Hora do Esporte