Cinco posições do basquete dividem a quadra desde os tempos em que o pivô raramente saía do garrafão. O sistema numera cada função de 1 a 5, do armador que organiza a jogada ao pivô que protege o aro, e segue sendo a forma mais comum de descrever o papel de um jogador em quadra, como mostra o manual de basquete do Terra.
As cinco funções, numeradas
Cada uma delas carrega um número tradicional, de 1 a 5, e um conjunto de responsabilidades que evoluiu ao longo das décadas conforme o jogo ficou mais rápido e mais aberto ao arremesso de três pontos.
- 1 – Armador: organiza as jogadas e distribui passes.
- 2 – Ala-armador: combina organização com arremesso de longa distância.
- 3 – Ala: atua pelos lados da quadra, no ataque e na defesa.
- 4 – Ala-pivô: joga perto da cesta, mas com mais mobilidade que o pivô.
- 5 – Pivô: costuma ser o jogador mais alto, de costas para a cesta.
Quadra e pontuação
A quadra é dividida em zonas como linha central, círculo central, garrafão e linha de três pontos. A pontuação segue uma escala simples: 1 ponto no lance livre, 2 pontos na cesta convertida dentro do arco de três e 3 pontos além dele.
Armador (1)
O armador organiza as jogadas ofensivas e distribui passes, sendo geralmente o melhor passador e manipulador de bola do time. Magic Johnson e Stephen Curry são exemplos históricos da posição, com Johnson vencedor de cinco títulos da NBA pelo Lakers.
Ala-armador (2)
O ala-armador combina a função de organização com a de arremessador de longa distância. É, tradicionalmente, um dos maiores pontuadores dentro dessa estrutura de posições do basquete.
Ala (3)
O ala é o jogador mais versátil das cinco posições, contribuindo tanto no ataque quanto na defesa e atuando mais pelos lados da quadra. O brasileiro Oscar Schmidt é citado ao lado de LeBron James e Larry Bird como referência histórica nessa posição.
Ala-pivô (4)
O ala-pivô atua mais próximo da cesta, protegendo o garrafão, mas com mais mobilidade que o pivô tradicional. Nomes como Dirk Nowitzki e Giannis Antetokounmpo passaram a arremessar de distância, ampliando essa função clássica.
Pivô (5)
O pivô costuma ser o jogador mais alto do time, com a tarefa de proteger o garrafão, pegar rebotes e jogar de costas para a cesta. Bill Russell, Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar e Shaquille O’Neal são os pivôs clássicos citados como referência da posição.
Nikola Jokic, sérvio de 2,11m, exemplifica a evolução moderna da posição: além de proteger o garrafão, ele também organiza jogadas, algo raro entre pivôs clássicos. Jokic afirmou que aprendeu a driblar, controlar a bola e comandar o jogo por ter atuado como armador na juventude, na Sérvia, o que moldou sua capacidade de passe já como pivô. “That’s the spot where you learn to really dribble the ball, control the ball, and control the game. Just to put your teammates in the right spot, and talk and work with them. I think that learning is what built the passing skills that I have”, disse Jokic.
A ascensão de pivôs organizadores como Jokic representa uma quebra do padrão histórico da posição: tradicionalmente, pivôs raramente distribuíam jogadas, função reservada quase sempre aos armadores. Esse tipo de organização vindo do garrafão é hoje um diferencial raro nas posições do basquete.
Ritmos diferentes
Enquanto a NBA usa quartos de 12 minutos, somando 48 minutos de tempo regulamentar, a FIBA, usada em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo, usa quartos de 10 minutos, o que gera um ritmo de jogo mais rápido. A regra de posse de bola, porém, é a mesma nos dois formatos: 24 segundos por posse, reduzidos a 14 segundos após um rebote ofensivo. Essas diferenças de tempo e ritmo se somam às regras de contato e faltas, detalhadas no guia de regras do basquete do A Hora do Esporte.



