O teto salarial da NBA para a temporada 2026-27 foi fixado em US$ 164,961 milhões por equipe. O número foi divulgado oficialmente pela liga e passou a valer no início da janela de free agency.
Os números oficiais
Além do teto, a NBA definiu o nível de luxury tax em US$ 200,428 milhões e o piso salarial mínimo, obrigatório para todas as equipes, em US$ 148,465 milhões. Os dois apronds também foram atualizados: o primeiro ficou em US$ 209,015 milhões e o segundo em US$ 221,686 milhões.
Todos esses valores entraram em vigor em 1º de julho de 2026, à meia-noite no horário do leste dos Estados Unidos, momento em que a janela de contratações da liga foi aberta.
Como o teto é calculado
O teto salarial não é um número fixo de temporada para temporada. Ele é recalculado todos os anos com base na Basketball Related Income, a receita da liga que reúne bilheteria, contratos de mídia e merchandising. Quanto maior a arrecadação da NBA em um ciclo, maior tende a ser o reajuste do teto no ciclo seguinte.
Na prática, isso significa que o teto de 2026-27 representa um aumento de cerca de 6,7% sobre o valor da temporada anterior, quando o número estava em US$ 154,647 milhões. Para entender melhor a lógica por trás desses reajustes, veja também como funciona o teto salarial da NBA.
Piso mais alto que teto de poucos anos atrás
A escalada dos valores fica evidente em outro detalhe: o piso salarial obrigatório de 2026-27 já é superior ao teto salarial vigente em temporadas recentes da liga. A comparação mostra como o crescimento das receitas da NBA tem acelerado o valor mínimo que cada franquia é obrigada a gastar com seu elenco, reduzindo a distância entre os times que gastam pouco e os que ultrapassam a linha de luxury tax.
Exceções de contrato para 2026-27
Times que não pagam luxury tax podem usar a exceção do meio-termo (mid-level exception) de até US$ 15,044 milhões, enquanto a versão reservada a equipes pagadoras de imposto foi fixada em US$ 6,064 milhões. A liga também estabeleceu a exceção bi-anual em US$ 5,477 milhões e a exceção de sala salarial, destinada a times abaixo do teto, em US$ 9,366 milhões.
Uma equipe cuja folha ultrapassa o segundo apron, de US$ 221,686 milhões, fica proibida de usar qualquer versão da exceção de meio-termo naquela temporada.
Gui Santos ganha mais que LeBron James
Os novos números do mercado também produziram uma curiosidade envolvendo o brasileiro Gui Santos. Pelo contrato assinado com o Golden State Warriors, ele vai receber um salário em 2026-27 superior ao que LeBron James vai ganhar no primeiro ano de seu contrato com o Philadelphia 76ers, como mostra a lista abaixo.
A diferença existe porque LeBron aceitou uma redução salarial significativa para assinar com os 76ers, o que resultou no menor salário anual de sua carreira ao longo de 24 temporadas na NBA. Sobre a nova fase, o astro afirmou: “Ainda quero me sacrificar. Ainda quero trabalhar. Ainda quero competir, vencer e ter a chance de sentir novamente a emoção de conquistar outro campeonato.”
Gui Santos não é o único a superar LeBron na tabela salarial de 2026-27. Outros nomes também vão receber mais do que o astro do Philadelphia 76ers na próxima temporada:
- Al Horford (Golden State Warriors): US$ 6,8 milhões
- Jaime Jaquez Jr. (Miami Heat): US$ 5,9 milhões
- Matas Buzelis (Chicago Bulls): US$ 5,7 milhões
- Gui Santos (Golden State Warriors): US$ 4,7 milhões
- LeBron James (Philadelphia 76ers): US$ 3,8 milhões
Segundo levantamento do Terra, LeBron James ficou fora da lista dos dez maiores salários da NBA na temporada 2026-27, um cenário raro para um jogador com sua trajetória na liga. Ao menos oito outros atletas vão receber mais do que ele nesta temporada, de acordo com dados compilados pelo Lance!.



