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Faixas do Jiu Jitsu: a ordem oficial, da branca à preta

Veja a ordem oficial das faixas do jiu jitsu, segundo a CBJJ, os tempos mínimos entre elas e a diferença até a faixa preta.

por Lucas Ferreira 22 de setembro de 2026 4 min de leitura
Cerimônia de passagem de faixa em Jiu-Jitsu ('corredor polonês'), com praticantes de faixas branca, azul e preta reunidos no tatame (Foto de arquivo: cerimônia de graduação de faixas em Jiu-Jitsu.)

Foto de arquivo: cerimônia de graduação de faixas em Jiu-Jitsu. (Foto: Lux.lumen CC BY-SA 4.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Running_the_gauntlet_in_BJJ.jpg)

Cinco faixas coloridas compõem as faixas do jiu jitsu na categoria adulta, da branca à preta, segundo a ordem oficial definida pela CBJJ/IBJJF: branca, azul, roxa, marrom e preta. Acima delas existem ainda as faixas honoríficas de grão-mestre, a coral, concedida no sétimo e no oitavo grau, e a vermelha, reservada ao nono e ao décimo grau.

A ordem oficial das faixas

Veja a seguir a tabela de faixas do jiu jitsu, da primeira à última graduação adulta:

  1. Branca
  2. Azul
  3. Roxa
  4. Marrom
  5. Preta

Cada uma dessas cores pode receber até quatro graus, marcados por listras costuradas na ponta da faixa, antes de o praticante avançar para a cor seguinte. O sistema da IBJJF não permite pular etapas: é preciso passar por todas as faixas, uma a uma, até chegar à faixa preta.

Quanto tempo leva cada faixa

A CBJJ fixa prazos mínimos de permanência a partir da faixa azul. São dois anos na azul antes da passagem à roxa, um ano e seis meses na roxa antes da marrom e mais um ano na marrom antes da preta.

  • Azul para roxa: mínimo de 2 anos
  • Roxa para marrom: mínimo de 1 ano e 6 meses
  • Marrom para preta: mínimo de 1 ano

A passagem de faixa branca para azul é a única que não tem prazo mínimo fixado pela entidade. Fica a critério de cada professor decidir quando o aluno está pronto para a primeira graduação.

Idade mínima em cada graduação

Além do tempo de tatame, a CBJJ e a IBJJF também exigem idades mínimas por graduação. Azul e roxa pedem ao menos 16 anos completos, a marrom exige 18 anos e a preta só pode ser concedida a partir dos 19 anos de idade.

  • Azul e roxa: 16 anos
  • Marrom: 18 anos
  • Preta: 19 anos

Faixas infantis, uma escala à parte

Para crianças de até 15 anos, a CBJJ utiliza uma escala bem mais fragmentada, dividida em treze graduações até a chegada à faixa preta adulta.

  • Branca
  • Cinza-e-branca
  • Cinza
  • Cinza-e-preta
  • Amarela-e-branca
  • Amarela
  • Amarela-e-preta
  • Laranja-e-branca
  • Laranja
  • Laranja-e-preta
  • Verde-e-branca
  • Verde
  • Verde-e-preta

São treze graduações ao todo, mais do que o dobro das cinco cores usadas no sistema adulto de Jiu-Jitsu. Mesmo maior, a escala infantil segue a mesma lógica: cada cor marca uma etapa até a idade em que o praticante pode ingressar no sistema de faixas adultas.

Faixas-pretas famosos

Fora dos campeonatos, a faixa preta também aparece em nomes conhecidos do público brasileiro: o ator Luciano Szafir, o ator Cauã Reymond, o apresentador Maurício Mattar e o cantor Junior Lima.

Junior Lima foi promovido à faixa preta em 2019, depois de onze anos de treino, e contou que apanhou bastante ao longo do caminho até chegar lá.

Um levantamento sobre famosos que viraram faixas do jiu jitsu no Brasil cita ainda o ator Márcio Garcia, que alcançou a faixa marrom antes de um hiato de 15 anos longe do esporte.

Para quem acompanha outras modalidades de luta, vale conferir também a lista dos maiores nocauteadores da história do UFC.

O prêmio que exigia paridade

No Mundial da Sport Jiu-Jitsu International Federation, disputado em Long Beach, a organização anunciou prêmio igual de US$ 15 mil ao campeão das categorias absolutas de faixa-preta masculina e feminina. O valor integral dependia de um mínimo de 12 atletas inscritos por chave.

Essa condição a chave feminina não cumpriu: apenas 5 competidoras se inscreveram, entre 13 faixas-pretas no total do evento. O caso do prêmio do Mundial de Jiu-Jitsu expõe como a busca por igualdade de premiação pode esbarrar na diferença de inscrições entre as chaves.

Do mínimo oficial à realidade do tatame

Mesmo com os mínimos oficiais bem definidos pela CBJJ, mestres de Jiu-Jitsu afirmam que o tempo até a faixa preta varia de aluno para aluno. Na prática, a média observada no Brasil costuma ficar entre 8 e 12 anos, por causa de pausas, lesões e mudanças de vida.

Entre o texto da CBJJ e a vivência relatada pelos professores, fica a diferença entre a regra escrita e a rotina de quem treina Jiu-Jitsu todos os dias.

“Acredito que cada aluno tem seu tempo. Uns vão aprender mais rápido, outros podem demorar um pouco mais a pegar o jeito, mas todos vão chegar lá, se não desistirem”, afirma o Mestre Carlos Rosado.

Somados os mínimos oficiais entre a faixa azul e a faixa preta, o praticante de Jiu-Jitsu precisa de pelo menos quatro anos e meio de graduação formal antes de vestir a faixa preta.

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Sobre o autor

Lucas Ferreira

Analista esportivo especializado em tática e dados. Cobre futebol, basquete e automobilismo, traduzindo números em leitura de jogo.

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