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Relembre o primeiro duelo entre McGregor e Holloway, 13 anos antes do rembate

Antes de UFC 329, veja como foi a vitória de McGregor sobre Holloway em 2013, os números daquela luta e o que mudou nos dois lutadores desde então.

por Lucas Ferreira 2 de julho de 2026 4 min de leitura
Relembre o primeiro duelo entre McGregor e Holloway, 13 anos antes do rembate

Foto: Andrius Petrucenia, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Conor McGregor e Max Holloway voltam a se enfrentar no UFC 329, em 11 de julho, no T-Mobile Arena, em Las Vegas. O evento marca o rembate de uma luta disputada quase treze anos antes, em 17 de agosto de 2013, no UFC Fight Night 26.

Como foi o primeiro confronto

Na época, McGregor ainda não era o astro global em que se tornaria. Ele venceu Holloway por decisão unânime dos três juízes, em uma luta de três rounds marcada por um problema físico sério: o irlandês rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho no meio do combate, mas conseguiu terminar em pé e manter o volume de ataques até o final.

Os números da luta completa, disponível na cobertura de lutas, mostram a diferença de volume: McGregor acertou 71 golpes significativos contra 32 de Holloway, além de converter quatro de cinco quedas tentadas. Foi a única derrota de Holloway antes de ele se firmar como um dos nomes mais duradouros do peso-pena da organização.

Duas trajetórias muito diferentes

De lá para cá, os caminhos dos dois lutadores tomaram rumos opostos dentro do octógono. McGregor se tornou campeão em dois pesos diferentes e um fenômeno comercial, mas voltou a competir raramente na última década por causa de lesões e outros compromissos fora do esporte. Holloway seguiu o caminho inverso: acumulou defesas de cinturão no peso-pena, migrou entre categorias e chegou a ser reconhecido como o melhor lutador dos pesos leves e penas fora do cinturão, o chamado BMF, título que carrega até hoje.

Hoje o retrospecto profissional dos dois reflete essa diferença de regularidade. McGregor chega ao rembate com 22 vitórias e 6 derrotas na carreira, enquanto Holloway soma 27 vitórias e 9 derrotas, com um volume de lutas disputadas muito maior no mesmo período.

Dois cinturões, dois caminhos

Depois daquela vitória em 2013, McGregor subiu rápido: virou campeão dos penas em 2015 ao nocautear Jose Aldo em treze segundos e, um ano depois, também levantou o cinturão dos leves, tornando-se o primeiro lutador da história do UFC a deter títulos em duas categorias ao mesmo tempo. Holloway seguiu outro roteiro. Assumiu o cinturão dos penas em 2017 e o defendeu três vezes seguidas, um dos reinados mais longos do peso na história da organização, antes de perdê-lo e migrar entre os leves e os penas nos anos seguintes. Em 2024, consolidou outro tipo de reconhecimento ao vencer Justin Gaethje e conquistar o cinturão simbólico de melhor lutador libra por libra fora de uma categoria de peso, o BMF, que carrega até hoje.

Por que o rembate importa

Treze anos depois, o UFC 329 reencontra dois lutadores em momentos opostos de carreira: um tentando provar que ainda pertence ao topo depois de anos afastado da rotina de competição, outro tentando fechar, com uma vitória, a lacuna que separa sua longevidade de um resultado direto sobre o rival que o venceu no início de tudo. A luta abre o card principal do evento, que tem ainda Paddy Pimblett contra Benoit Saint Denis como co-principal.

O UFC 329 tem treze combates confirmados no card, entre eles Paddy Pimblett contra Benoit Saint Denis, mas nenhuma outra luta da noite carrega o peso simbólico do reencontro entre McGregor e Holloway. Para os dois lutadores, hoje veteranos de mais de uma década de UFC, o resultado do sábado vale menos pelo cinturão, que não está em disputa, e mais pela resposta a uma pergunta que o esporte adora fazer: o que sobrou daquela luta de 2013 depois de treze anos de carreiras tão distintas.

Para quem acompanha o octógono, o primeiro encontro entre os dois é um capítulo pouco lembrado da ascensão de McGregor e um dos poucos borrões no cartel de Holloway. O segundo capítulo promete reabrir essa história com o peso de mais de uma década de carreira dos dois lados.

Mais sobre lutas e MMA e sobre a ascensão do UFC e do MMA no Brasil no Hora do Esporte.

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Sobre o autor

Lucas Ferreira

Analista esportivo especializado em tática e dados. Cobre futebol, basquete e automobilismo, traduzindo números em leitura de jogo.

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