Conor McGregor e Max Holloway voltam a se enfrentar no UFC 329, em 11 de julho, no T-Mobile Arena, em Las Vegas. O evento marca o rembate de uma luta disputada quase treze anos antes, em 17 de agosto de 2013, no UFC Fight Night 26.
Como foi o primeiro confronto
Na época, McGregor ainda não era o astro global em que se tornaria. Ele venceu Holloway por decisão unânime dos três juízes, em uma luta de três rounds marcada por um problema físico sério: o irlandês rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho no meio do combate, mas conseguiu terminar em pé e manter o volume de ataques até o final.
Os números da luta completa, disponível no site oficial do UFC, mostram a diferença de volume: McGregor acertou 71 golpes significativos contra 32 de Holloway, além de converter quatro de cinco quedas tentadas. Foi a única derrota de Holloway antes de ele se firmar como um dos nomes mais duradouros do peso-pena da organização.
Duas trajetórias muito diferentes
De lá para cá, os caminhos dos dois lutadores tomaram rumos opostos dentro do octógono. McGregor se tornou campeão em dois pesos diferentes e um fenômeno comercial, mas voltou a competir raramente na última década por causa de lesões e outros compromissos fora do esporte. Holloway seguiu o caminho inverso: acumulou defesas de cinturão no peso-pena, migrou entre categorias e chegou a ser reconhecido como o melhor lutador dos pesos leves e penas fora do cinturão, o chamado BMF, título que carrega até hoje.
Hoje o retrospecto profissional dos dois reflete essa diferença de regularidade. McGregor chega ao rembate com 22 vitórias e 6 derrotas na carreira, enquanto Holloway soma 27 vitórias e 9 derrotas, com um volume de lutas disputadas muito maior no mesmo período.
Dois cinturões, dois caminhos
Depois daquela vitória em 2013, McGregor subiu rápido: virou campeão dos penas em 2015 ao nocautear Jose Aldo em treze segundos e, um ano depois, também levantou o cinturão dos leves, tornando-se o primeiro lutador da história do UFC a deter títulos em duas categorias ao mesmo tempo. Holloway seguiu outro roteiro. Assumiu o cinturão dos penas em 2017 e o defendeu três vezes seguidas, um dos reinados mais longos do peso na história da organização, antes de perdê-lo e migrar entre os leves e os penas nos anos seguintes. Em 2024, consolidou outro tipo de reconhecimento ao vencer Justin Gaethje e conquistar o cinturão simbólico de melhor lutador libra por libra fora de uma categoria de peso, o BMF, que carrega até hoje.
Por que o rembate importa
Treze anos depois, o UFC 329 reencontra dois lutadores em momentos opostos de carreira: um tentando provar que ainda pertence ao topo depois de anos afastado da rotina de competição, outro tentando fechar, com uma vitória, a lacuna que separa sua longevidade de um resultado direto sobre o rival que o venceu no início de tudo. A luta abre o card principal do evento, que tem ainda Paddy Pimblett contra Benoit Saint Denis como co-principal.
O UFC 329 tem treze combates confirmados no card, entre eles Paddy Pimblett contra Benoit Saint Denis, mas nenhuma outra luta da noite carrega o peso simbólico do reencontro entre McGregor e Holloway. Para os dois lutadores, hoje veteranos de mais de uma década de UFC, o resultado do sábado vale menos pelo cinturão, que não está em disputa, e mais pela resposta a uma pergunta que o esporte adora fazer: o que sobrou daquela luta de 2013 depois de treze anos de carreiras tão distintas.
Para quem acompanha o octógono, o primeiro encontro entre os dois é um capítulo pouco lembrado da ascensão de McGregor e um dos poucos borrões no cartel de Holloway. O segundo capítulo promete reabrir essa história com o peso de mais de uma década de carreira dos dois lados.
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