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Parnasse nocauteia Hooker e vence na estreia no UFC Paris

Salahdine Parnasse venceu Dan Hooker por nocaute técnico no primeiro round do main event do UFC Paris, em sua estreia na organização.

por Rafael Mendes 6 de setembro de 2026 4 min de leitura
Salahdine Parnasse posando com o cinturão peso pena do KSW (Foto de arquivo: Salahdine Parnasse com o cinturão do KSW, 2021.)

Foto de arquivo: Salahdine Parnasse com o cinturão do KSW, 2021. (Foto: Atch Academy CC BY 3.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Salahdine_Parnasse.png)

Salahdine Parnasse encerrou a resistência de Dan Hooker aos 2min25s do primeiro round e venceu por nocaute técnico o main event do UFC Paris, disputado na Accor Arena em 5 de setembro de 2026, um resultado que transformou a estreia do francês na organização em uma das aberturas mais contundentes vistas no octógono neste ano. O golpe que definiu o combate veio na forma de um soco certeiro na região do abdômen de Hooker, que sentiu o impacto de imediato e recuou sem conseguir se recompor, o que abriu espaço para Parnasse levá-lo ao chão e fechar a sequência com uma série de socos que a arbitragem julgou suficiente para interromper o combate, segundo o relato do UFC.com sobre a finalização. A vitória relâmpago rendeu a Parnasse um lugar na conversa sobre os finalizadores mais eficientes que já passaram pela organização, tema que a matéria sobre os recordistas de nocaute na história do UFC já havia explorado antes deste card, e reforçou a ideia de que sua chegada ao maior palco do MMA mundial vinha precedida de expectativa justificada. Nascido em Aubervilliers, na região metropolitana de Paris, Parnasse teve a chance de estrear diante da própria torcida, um fator emocional que, somado ao seu histórico como ex-campeão de duas categorias do KSW antes de assinar com o UFC, ajudava a explicar por que boa parte do público francês presente na Accor Arena depositava tanta confiança em sua primeira aparição pela organização.

O retrospecto que Parnasse trouxe para dentro do octógono já sinalizava a solidez de sua trajetória, construída majoritariamente durante a passagem pelo KSW, onde acumulou 22 vitórias contra apenas duas derrotas antes de aceitar o desafio de competir no UFC, um número que ajuda a dimensionar a confiança com que encarou um adversário de currículo tão extenso quanto o de Hooker. Do outro lado da luta, Dan Hooker chegava a Paris em um momento bem diferente de carreira, já que o neozelandês soma 24 combates pela organização desde 2014 e vinha de duas derrotas seguidas, uma sequência negativa que contrastava com a fase em que chegou a somar três prêmios de “Luta da Noite” ao longo de seus anos como um dos nomes mais combativos do peso leve, reconhecimento que o consolidou como um adversário respeitado mesmo em um momento de oscilação de resultados. Essa combinação de fatores, a ascensão de um estreante badalado contra um veterano em busca de reação, ajuda a explicar por que o duelo havia sido escolhido para encerrar a noite em Paris. A diferença de momento entre os dois lutadores, um estreante com retrospecto quase impecável e um veterano tentando encerrar um mau momento, dava ao público uma ideia clara do que estava em jogo além do simples resultado no cartório, já que uma vitória de Hooker poderia ter reaproximado o neozelandês do topo da divisão, enquanto o triunfo de Parnasse consolidou de imediato seu status como um dos nomes a serem observados na categoria.

O restante do card do UFC Paris também teve desfechos de peso, a começar pelo confronto entre franceses no co-main event, no qual Axel Sola nocauteou Farès Ziam ainda no primeiro round, repetindo o roteiro de finalização rápida que marcou boa parte da noite. Entre os brasileiros escalados para o evento, Felipe Lima levou a melhor sobre Morgan Charriere por decisão unânime, mostrando consistência ao longo dos três rounds, enquanto Luis Felipe Dias amargou a derrota ao ser nocauteado por Matthieu Duclos logo no primeiro round, resultado que equilibrou o saldo da delegação brasileira na Accor Arena. Já no peso médio, Michael Page confirmou o favoritismo diante de Nursulton Ruziboev e venceu por decisão unânime, encerrando uma rodada de resultados que teve nocautes rápidos como um dos traços mais marcantes da noite em Paris e que reforçou o main event de Parnasse como o ponto alto de uma edição pontuada por finalizações antecipadas.

Ao ser questionado sobre os próximos passos de sua carreira recém-iniciada no UFC, Parnasse não escondeu a ambição e mirou diretamente um dos nomes mais respeitados do peso pena da organização, segundo declaração reproduzida pelo Metrópoles sobre a vitória de Parnasse no UFC Paris. “Because Max Holloway’s a legend. You know, I’ve always been watching him and obviously I want to fight the guys who are the strongest”, disse o francês, justificando por que já projeta um confronto de alto nível logo após a estreia vitoriosa diante de sua própria torcida.

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Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

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