O Internacional entra na reta final do Campeonato Brasileiro sentado na primeira vaga do Z-4, ocupando o 17º lugar com 32 pontos somados em 30 jogos disputados, uma posição que resume bem como a tabela ficou embolada na parte de baixo da competição depois de trinta rodadas de disputa. O número isolado, porém, diz pouco sobre o tamanho do aperto: para entender a degola de 2026 é preciso olhar para os vizinhos imediatos do time gaúcho, que somam contagens de pontos muito próximas mas vivem situações regulamentares bem distintas entre si, a ponto de um único resultado poder mudar a ordem de quem está dentro e de quem está fora da zona de rebaixamento.
Corinthians, Internacional e Gremio estão separados por apenas um ponto na tabela, todos próximos ou dentro do Z-4, numa margem que transforma cada rodada seguinte em decisão direta sobre quem respira e quem se afunda na zona de rebaixamento. O Corinthians soma os mesmos 32 pontos do Internacional, mas fica de fora da degola por conta do saldo de gols, ocupando o 16º lugar e escapando do descenso apenas pelo critério de desempate que hoje separa quem está livre de quem está mergulhado no Z-4.
Gremio aparece logo abaixo, em 18º lugar, com 31 pontos em 30 jogos, um ponto atrás do rival gaúcho e também dentro da zona que nenhum dos três clubes quer habitar faltando oito rodadas para o fim de um Brasileirão que tem 38 rodadas no total. É nesse cenário de margem mínima que o técnico Renato Portaluppi comentou a preparação da equipe para o duelo contra o Remo, adversário direto na luta contra o descenso.
O Remo ocupa o 19º lugar, com 25 pontos em 30 jogos, uma distância que já o separa de forma mais clara da briga ponto a ponto travada acima dele. O clube paraense disputa, junto com a Chapecoense, a primeira temporada na Série A desde que os dois subiram da Série B em 2025.
A lanterna da competição é da Chapecoense, em 20º lugar, com 18 pontos em 29 jogos disputados até aqui, um jogo a menos do que seus concorrentes diretos na tabela. Na 30ª rodada, o time catarinense perdeu de 4 a 1 para o Athletico-PR, resultado que o manteve isolado na última posição e que ajuda a explicar o pior saldo de gols da Série A, de -31, somando 61 gols sofridos contra apenas 30 marcados em 29 partidas.
Fora do Z-4, mas por pouco, o Mirassol ocupa o 15º lugar com 33 pontos, servindo como referência de quanto ainda falta para quem está na degola alcançar um mínimo de tranquilidade na zona de rebaixamento do Brasileirão 2026. No topo da tabela, o contraste chama atenção: o Flamengo lidera com 64 pontos, seguido pelo Palmeiras, com 63, uma distância de mais de trinta pontos em relação ao Internacional que mede o tamanho do abismo entre as duas pontas do campeonato e reforça como a disputa pela parte de cima e a luta pela sobrevivência na Série A seguem caminhos cada vez mais distantes um do outro.
Sobre a preparação da equipe para o confronto direto contra o Remo, Portaluppi resumiu o que mudou na rotina do grupo na semana que antecedeu a partida. “É mais tempo para estar junto com o grupo, eles se alimentarem melhor, descansarem mais, para que eu possa passar alguns vídeos e para preparar ainda melhor a equipe para enfrentar o Remo. Em todos os aspectos foi bom: vídeos, concentração, alimentação, descanso e o grupo todo junto”, disse o treinador do Gremio.



