No Circuito das Américas, em Austin, a pista que recebe o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1 desde 2012 volta a receber a caravana da categoria no fim de semana de 23 a 25 de outubro, e antes de a corrida de 2026 começar vale revisitar quem mais venceu ali e na história da prova. Somando todos os circuitos que já hospedaram o Grande Premio dos Estados Unidos, Lewis Hamilton é o piloto com mais vitórias, seis no total, cinco delas conquistadas justamente em Austin, nos anos de 2012, 2014, 2015, 2016 e 2017, além de um triunfo em Indianápolis, em 2007. Max Verstappen aparece na sequência, com quatro vitórias, todas elas obtidas no mesmo traçado texano, em 2021, 2022, 2023 e 2025.
O GP dos Estados Unidos é, de fato, uma das provas mais antigas do calendário, com sua primeira edição disputada ainda em 12 de dezembro de 1959, em Sebring, na Flórida, décadas antes de o circuito se fixar em Austin. Desde que o COTA entrou no calendário, em 2012, a pista já recebeu 13 edições da corrida até 2025, sem disputa apenas em 2020, por causa da pandemia, e Hamilton venceu cinco delas, o que representa uma taxa de aproveitamento de cerca de 38% no traçado onde construiu boa parte do seu recorde geral na prova.
Se o retrospecto de vitórias pertence a Hamilton, o de poles no GP dos Estados Unidos é de outro nome: Michael Schumacher detém a marca de mais largadas na frente na história da corrida, com quatro, contra apenas uma do próprio Hamilton, uma diferença que mostra como o domínio de corrida nem sempre acompanhou o domínio de classificação ao longo das décadas da prova.
Olhando apenas para os anos recentes em Austin, Kimi Räikkönen venceu em 2018 e Valtteri Bottas em 2019, antes de Verstappen iniciar, em 2021, uma sequência de três vitórias consecutivas que se estendeu até 2023 e que foi a mais longa já registrada no circuito até então. Essa sequência só foi interrompida em 2024, quando Charles Leclerc venceu em Austin, com Carlos Sainz Jr. em segundo lugar e o próprio Verstappen em terceiro. Em 2025, porém, o holandês retomou o posto, vencendo a corrida ao liderar todas as 56 voltas, com Lando Norris em segundo e Leclerc em terceiro; aquele triunfo foi a 68ª vitória da carreira de Verstappen na Fórmula 1 e a quinta dele só naquela temporada.
O desenho do COTA ajuda a explicar por que o circuito provoca corridas tão disputadas: as curvas 3 a 6 reproduzem trechos do setor Maggotts/Becketts, de Silverstone, enquanto as curvas 12 a 15 remetem ao traçado de estádio de Hockenheim, um mosaico de referências de outros circuitos clássicos projetado por Hermann Tilke em parceria com o escritório americano HKS. A subida até a curva 1, com seu raio generoso, é um dos pontos de ultrapassagem mais citados do traçado, sobretudo nas primeiras voltas de corrida.
A estreia do circuito, em 2012, já carregava um símbolo: a corrida reuniu mais de 100 mil espectadores e marcou a última vitória de Hamilton pela McLaren antes de sua transferência para a Mercedes, no ano seguinte.
Para 2026, a prova chega como a 18ª etapa de um calendário de 23 corridas e abre uma sequência de três provas americanas seguidas, antes do México e de São Paulo. O circuito, com 5,513 km de extensão, terá 56 voltas na corrida de domingo, marcada para as 17h no horário de Brasília, após treinos livres na sexta-feira e classificação no sábado, sem corrida sprint; no Brasil, a transmissão ficará por conta da Sportv e da F1 TV Pro/Premium, sem sinal aberto. O recorde de volta do traçado segue sendo de Charles Leclerc, com 1min36s169, cravado em 2019. No Mundial de Pilotos, Kimi Antonelli chega a Austin na liderança, com 340 pontos, 102 de vantagem sobre o companheiro de equipe George Russell, que soma 238.
Entre os pilotos que já passaram por ali, Verstappen descreveu o que torna o COTA um dos traçados preferidos do grid: “The COTA track is very special, it’s a new track but with a lot of old school corners in it (but with more run off), which makes it really cool to drive. Turn 1 has such a big radius it gives a lot of overtaking opportunities, and then the whole of the first sector has the Esses, it’s a bit like Silverstone or Suzuka. It is a really fun circuit to race.”



