Antes da largada deste ano no Autódromo Hermanos Rodríguez, Max Verstappen já carrega sozinho o posto de maior vencedor da história do Grande Prêmio do México na Fórmula 1, com cinco triunfos conquistados em 2017, 2018, 2021, 2022 e 2023. O recorde isolou o holandês de um grupo que, até então, dividia a marca mais alta da corrida mexicana, formado por Jim Clark, Alain Prost, Nigel Mansell e Lewis Hamilton, que somavam duas vitórias cada um antes de Verstappen romper o empate. É um retrospecto que atravessa seis décadas de corridas no mesmo traçado, com o holandês na frente de pilotos como Clark, Prost, Mansell e Hamilton no retrospecto de vitórias da prova.
O Grande Prêmio do México estreou no calendário da Fórmula 1 em 1963, numa época em que o Autódromo Hermanos Rodríguez já funcionava havia um ano, batizado em 1962 em homenagem aos irmãos Ricardo e Pedro Rodríguez, pioneiros do automobilismo mexicano na categoria. O circuito, de 4,304 km de extensão, corre a cerca de 2.200 metros de altitude, o que faz dele o traçado mais alto de todo o calendário da F1, um dado detalhado também na reportagem sobre o Circuito das Américas, em Austin. A volta mais rápida já cravada ali pertence a Valtteri Bottas, que girou em 1min17s774 pela Mercedes em 2021. Antes mesmo de Verstappen se tornar o piloto mais vitorioso, era Jim Clark quem detinha outro recorde da prova, o de mais poles conquistadas no México, com quatro largadas na frente do grid. A corrida, porém, não teve vida contínua no calendário: desapareceu por um longo período e só retornou à Fórmula 1 em 2015.
Foi justamente no Autódromo Hermanos Rodríguez, em 30 de outubro de 2022, que Verstappen cravou outro marco que ultrapassa o simples retrospecto mexicano, ao vencer aquela corrida e chegar a 14 vitórias na temporada, superando as 13 que haviam sido o teto histórico até então, estabelecido por Michael Schumacher em 2004 e igualado por Sebastian Vettel em 2013. A vitória veio com folga, 15,186 segundos de vantagem sobre Lewis Hamilton, que terminou em segundo pela Mercedes, e levou o holandês a 416 pontos na temporada, com 136 de vantagem sobre o companheiro de equipe Sergio Pérez. A campanha de 2022 somava 22 corridas, mais etapas do que as 19 de 2013 e as 18 de 2004, quando os recordes anteriores haviam sido estabelecidos, o que dá à marca de Verstappen um contexto de calendário mais longo do que o dos pilotos que ele superou. A Red Bull, aliás, já havia confirmado o título de construtores daquela temporada três corridas antes de chegar ao México.
Depois daquele 2022, o Autódromo Hermanos Rodríguez ainda reservou mais um capítulo à hegemonia de Verstappen, com a vitória de 2023, mas também abriu espaço para outros nomes no lugar mais alto do pódio. Em 2024, Carlos Sainz venceu a corrida, e em 2025 foi a vez de Lando Norris cruzar a linha de chegada em primeiro lugar pela primeira vez na carreira, com 32 segundos de vantagem sobre Charles Leclerc, segundo colocado, e sobre o próprio Verstappen, que chegou em terceiro. Olhando o conjunto das edições disputadas desde o retorno da corrida ao calendário, em 2015, até 2025, foram dez Grandes Prêmios no México, sem corrida em 2020, e Verstappen venceu cinco delas, ou seja, metade de todas as provas realizadas nesse período. É um índice que, somado aos cinco triunfos acumulados, reforça por que o nome do holandês se tornou sinônimo do circuito mexicano na última década, mesmo com a chegada de vencedores inéditos como Sainz e Norris nos anos mais recentes.
Perguntado sobre a sequência de resultados que incluiu aquele México de 2022, Verstappen resumiu o momento da equipe sem rodeios: “Tem sido um ano incrível até agora, definitivamente estamos gostando e vamos tentar fazer mais”.



