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Palmeiras sofre, bate Fluminense nos pênaltis e vai à final

Derrotado por 1 a 0 no tempo normal, o Palmeiras precisou da loteria para eliminar o Fluminense e garantir sua oitava final de Libertadores.

por Rafael Mendes 22 de outubro de 2026 3 min de leitura
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, discursando ao microfone durante cerimônia oficial (Foto de arquivo: Abel Ferreira em cerimônia do Governo de São Paulo, em 2022.)

Foto de arquivo: Abel Ferreira em cerimônia do Governo de São Paulo, em 2022. (Foto: Governo do Estado de São Paulo CC BY 2.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Abel_Ferreira_-_52519892820.jpg)

O Nubank Parque já tinha visto o placar virar contra o dono da casa quando a disputa de pênaltis começou a definir quem seguiria rumo à decisão continental: derrotado por 1 a 0 no tempo normal, o Palmeiras precisou da loteria da marca branca para eliminar o Fluminense por 5 a 3 nas penalidades, na noite de 21 de outubro de 2026, em São Paulo, e carimbar presença na final da Libertadores. O resultado, isolado, teria soado como um tropeço, mas bastava olhar o placar agregado das duas partidas para entender a real dimensão da classificação alviverde.

É que o Palmeiras havia construído uma vantagem relevante no primeiro confronto, vencendo por 2 a 1 no Maracanã, em 14 de outubro, o que deixou o agregado em 2 a 2 depois do revés na volta e tornou a bola parada o único caminho possível para desempatar a eliminatória. Foi dentro dessa margem apertada, sem qualquer folga, que o time comandado por Abel Ferreira teve de administrar a pressão carioca em seu próprio estádio.

O gol que equilibrou o agregado e quase virou a história da semifinal saiu dos pés de Hércules, aos 36 minutos do segundo tempo, resultado que, isoladamente, bastaria para levar o time carioca à final caso a vantagem construída no Maracanã não existisse. O gol de Hércules chegou a igualar o agregado em 2 a 2 e arriscou um susto real ao Palmeiras dentro do Nubank Parque, antes de tudo se resolver nos pênaltis.

Na decisão por penalidades, o Palmeiras não desperdiçou nenhuma cobrança: Maurício, Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Piquerez e Marlon Freitas converteram as cinco tentativas, sem erro. Do lado do Fluminense, Thiago Silva, Hércules e Guilherme Arana também acertaram suas cobranças, mas Nonato, na quarta cobrança carioca, parou nas mãos do goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, e o confronto terminou ali mesmo, já matematicamente definido, sem necessidade da quinta cobrança do time visitante.

Com a classificação, o Palmeiras garantiu vaga na grande final da Libertadores 2026, marcada para o sábado, 28 de novembro, em jogo único no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O adversário da decisão ainda depende do outro lado da chave: Flamengo e Estudiantes decidem a vaga no jogo de volta, em 22 de outubro, no Maracanã.

Trata-se da oitava final de Copa Libertadores da história do Palmeiras, um número que carrega tanto conquistas quanto frustrações recentes. O clube paulista já venceu a competição três vezes, em 1999, 2020 e 2021, e também disputou decisões em 1961, 1968, 2000 e, mais recentemente, em 2025, quando perdeu justamente para o Flamengo, que agora tenta chegar a outra final diante do Estudiantes.

Do outro lado da semifinal ficou um Fluminense que também havia precisado de sufoco para chegar até ali, embora por outra via: na fase anterior, o time carioca eliminou o Platense num agregado apertado de 3 a 2, com vitória por 2 a 0 em casa seguida de derrota por 2 a 1 em Buenos Aires, em 15 de setembro, sem que fosse necessário recorrer aos pênaltis naquela ocasião. A campanha, no entanto, não resistiu à loteria desta vez, e o retrospecto recente do Palmeiras diante do Fluminense em mata-matas voltou a pesar a favor dos paulistas.

Depois da classificação, Abel Ferreira falou sobre a disputa de pênaltis e o histórico recente do clube em decisões. “Não existe receita mágica. Já perdi tantas vezes… Vou criar um protocolo e pronto”, disse o técnico português, numa fala que resume bem o peso de uma trajetória marcada por derrotas em pênaltis e pela lembrança ainda recente da final perdida para o Flamengo em 2025, agora com a chance de ser reescrita em Montevidéu.

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Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

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