domingo, 25 de outubro de 2026 ÚltimasVerstappen domina o pódio histórico do GP do México
AnúncioAnuncie na Hora do Esporte
Últimas
Automobilismo

Verstappen domina o pódio histórico do GP do México

Com cinco vitórias, Max Verstappen é o maior vencedor do GP do México, à frente de nomes como Clark, Mansell, Hamilton e Senna.

por Rafael Mendes 25 de outubro de 2026 4 min de leitura
Max Verstappen pilotando o carro Red Bull Racing em pista, visto de perfil durante treino livre (Foto de arquivo: Max Verstappen no GP do Japao de 2025, nao no GP do Mexico.)

Foto de arquivo: Max Verstappen no GP do Japao de 2025, nao no GP do Mexico. (Foto: Liauzh CC BY-SA 4.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:2025_Japan_GP_-_Red_Bull_-_Max_Verstappen_-_FP3.jpg)

Max Verstappen venceu cinco vezes o Grande Prêmio do México desde que a Fórmula 1 retornou ao Autódromo Hermanos Rodríguez, na Cidade do México, em 2017, 2018, 2021, 2022 e 2023, um retrospecto que o torna o piloto mais vitorioso na história da prova antes da disputa de 2026. Nenhum outro nome do grid, do presente ou do passado, chegou perto de reunir tantos triunfos na mesma pista, e as cinco vitórias do holandês são mais que o dobro de qualquer outro piloto na história do GP mexicano, segundo levantamento do Lance!. O domínio se construiu justamente no terreno mais hostil do calendário, porque o autódromo está a 2.285 metros de altitude, o que reduz a pressão do ar em cerca de 20% e faz do México o palco das maiores velocidades de ponta de toda a temporada de Fórmula 1, de acordo com a Band.

A primeira edição do GP do México na Fórmula 1 aconteceu em 1963, e a categoria passou por três períodos distintos no país ao longo de sua história: entre 1963 e 1970, depois entre 1986 e 1992, e agora ininterruptamente desde 2015, quando o Autódromo Hermanos Rodríguez recebeu a prova de volta ao calendário. Foi justamente naquele primeiro ciclo que Jim Clark construiu o primeiro reinado da pista, vencendo em 1963 e 1967 e cravando o recorde de quatro pole positions no circuito, marca que nenhum piloto superou até hoje. No segundo período, já nos anos 1980 e 1990, Nigel Mansell repetiu o feito de vencer duas vezes, em 1987 e 1992, enquanto Lewis Hamilton, já na era moderna da prova, também somou dois triunfos, em 2016 e 2019, antes da sequência avassaladora que Verstappen construiria a partir de 2017. Entre os sul-americanos, Ayrton Senna segue como o único piloto brasileiro a vencer o GP do México, feito conquistado em 1989, numa das edições do segundo ciclo da prova no calendário da Fórmula 1.

Carlos Sainz interrompeu a sequência mais recente de vitórias de Verstappen ao levar a Ferrari à ponta na edição de 2024, mostrando que o domínio do holandês, embora avassalador, não é incontestável mesmo diante de tantos números a seu favor. Ainda assim, no somatório por equipes, é a Red Bull Racing quem lidera isoladamente o ranking de vitórias no GP do México, com cinco triunfos, todos creditados a Verstappen, o que reforça o quanto a hegemonia recente na pista mexicana se concentra num único binômio entre piloto e equipe. O circuito mede 4,304 quilômetros e a prova é disputada em 71 voltas, totalizando 305,584 quilômetros, uma distância percorrida em meio a ultrapassagens frequentes, já que a edição de 2024 teve 91 manobras completadas, uma das marcas mais altas de todo o calendário da Fórmula 1 segundo dados oficiais da categoria. A pista também guarda registros de velocidade que ajudam a explicar sua fama: o recorde de volta mais rápida pertence a Valtteri Bottas, com 1min17s774, cravado em 2021, enquanto o próprio finlandês havia estabelecido ali, em 2016, a maior velocidade de ponta oficial já registrada na história da Fórmula 1, 231,46 mph, o equivalente a 372,39 km/h.

Clark, Mansell, Hamilton e Verstappen não são os únicos nomes a repetir vitória na história do GP do México, porque o francês Alain Prost também está entre os pilotos que venceram mais de uma vez na pista mexicana, segundo o Lance!, que reuniu o retrospecto completo da prova. A imprevisibilidade também é parte da identidade do traçado, já que, nas últimas sete edições, a probabilidade histórica de acionamento do Safety Car na corrida mexicana chega a 43%, e a do Virtual Safety Car sobe para 71%, segundo dados oficiais da Fórmula 1, números que ajudam a explicar por que nem mesmo o favoritismo de Verstappen garante tranquilidade total no domingo de corrida. Para entender como esse domínio recente se encaixa no retrospecto completo da prova antes da disputa deste ano, vale revisitar quem mais venceu no GP do México antes da corrida deste ano, reportagem que detalha vitória por vitória na história do circuito.

Quem já guiou ali resume bem o desafio permanente que a altitude impõe aos carros de Fórmula 1, mesmo para quem domina a pista como poucos na história da categoria. “The car always feels low on grip and on the edge around here”, disse o ex-piloto e hoje comentarista Jolyon Palmer, resumindo por que o Autódromo Hermanos Rodríguez continua sendo um dos traçados mais exigentes do calendário, mesmo para o piloto mais vitorioso em sua história.

R
Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

Ver todos os artigos de Rafael Mendes →
AnúncioAnuncie na Hora do Esporte