A seleção brasileira feminina de vôlei chega à reta final da fase preliminar da Liga das Nações (VNL) 2026 com a segunda melhor campanha do torneio, sete vitórias em oito jogos, mas também com duas desfalques de peso para a última rodada, marcada para o Japão. A equipe volta à quadra entre os dias 8 e 12 de julho, em Osaka, contra Japão, Polônia, Tailândia e Estados Unidos.
Campanha quase perfeita
Com 20 pontos somados, o Brasil divide a liderança geral com os Estados Unidos, que levam vantagem apenas no critério de desempate por sets (3,500 contra 2,300 de aproveitamento). A única derrota da equipe até aqui veio diante da Alemanha, em um tie-break na última rodada da segunda semana da competição, disputada em Ankara, na Turquia. Itália, Polônia e Japão completam o pelotão logo atrás, todas com seis vitórias.
Duas baixas antes da reta final
A Confederação Brasileira de Voleibol confirmou dois desfalques para a última semana da fase preliminar. A capitã Gabi Guimarães, ponteira e uma das principais referências técnicas do time, foi preservada por apresentar desconforto na região lombar identificado em exames de imagem após o retorno da Turquia; o departamento médico da seleção descartou relação com a lesão nas costelas sofrida anteriormente pela jogadora na temporada de clubes. Já a oposta Tainara não joga mais na competição neste ano: ela rompeu o tendão quadricipital do joelho direito em treino da seleção, em Barueri, no fim de junho, e teve a gravidade confirmada em exame de imagem no dia seguinte. Tainara vinha entre as principais pontuadoras da equipe na temporada, com 80 pontos anotados, a quarta maior marca do elenco na VNL até aquele momento.
O que está em jogo em Osaka
A semana japonesa fecha a fase preliminar e define parte do caminho até a fase final da VNL, disputada posteriormente entre as melhores equipes do ranking geral. Mesmo com os desfalques, o Brasil chega a Osaka em posição privilegiada na tabela, o que dá à comissão técnica margem para gerenciar minutagem e testar variações no elenco sem colocar em risco a briga por vaga entre os primeiros colocados.
Uma seleção acostumada à pressão
A campanha recente também é reflexo de um ciclo mais longo de resultados consistentes do vôlei feminino brasileiro, tradicionalmente uma das seleções mais fortes do circuito internacional. Lidar com desfalques de titulares em competições longas, como a VNL, é parte do planejamento desde o início da temporada, e o desempenho do banco de reservas nas próximas rodadas deve ajudar a comissão técnica a definir peças para o restante do calendário.
O título que ainda falta
Apesar da tradição, a VNL segue sendo uma pedra no caminho: em sete edições disputadas desde a criação do torneio, o Brasil nunca venceu, somando quatro medalhas de prata (2019, 2021, 2022 e 2025), a mais recente diante da Itália, por 3 sets a 1. O retrospecto contrasta com o domínio brasileiro no Grand Prix, competição que precedeu a VNL entre 1993 e 2017: naquele formato, a seleção foi a maior campeã da história, com 12 títulos. A boa campanha na fase preliminar de 2026 reacende a expectativa de que a equipe finalmente converta a regularidade em taça também no formato atual da competição.
Mais sobre o momento do esporte no país está disponível na análise vôlei: por que o Brasil é uma potência mundial e na editoria de Vôlei. A tabela completa e os próximos confrontos da VNL podem ser conferidos no site oficial da Volleyball World.

