Alexandra Eala teve a campanha mais histórica de sua carreira encerrada na quarta rodada de Wimbledon 2026 nesta segunda-feira, dia 6 de julho, na Quadra Central. A italiana Jasmine Paolini, cabeça de chave 13, superou a filipina por 6/4, 4/6 e 6/3, em 2h22 de partida, e avançou às quartas de final, onde encara a ucraniana Marta Kostyuk, 12ª cabeça de chave.
Da glória sobre Świątek ao fim da linha
Eala chegou a esta rodada embalada pelo resultado que a colocou no radar do tênis mundial: três dias antes, havia eliminado a atual campeã Iga Świątek na terceira rodada do mesmo torneio. Diante de Paolini, porém, a realidade foi mais dura. A italiana abriu vencendo o primeiro set por 6/4, viu a adversária reagir e fechar o segundo parcial também por 6/4 a seu favor, mas recuperou o controle do jogo no terceiro set, fechando por 6/3 para confirmar a vaga nas quartas. Segundo o relato oficial da WTA, Paolini converteu 18 de 27 aproximações à rede, venceu 65% dos pontos com o segundo saque e fechou o set decisivo aproveitando 94% dos pontos no primeiro saque, números que traduzem o ajuste tático que fez a diferença no fim.
Primeira das Filipinas na segunda semana de um Grand Slam
Mesmo com a derrota, Eala encerra sua participação em Wimbledon com um capítulo à parte reservado na história do esporte filipino. Aos 21 anos, ela se tornou a primeira tenista das Filipinas a alcançar a quarta rodada de Wimbledon, e também a primeira do país, na Era Aberta, a chegar à segunda semana de qualquer Grand Slam de simples. O feito consolida uma temporada de ascensão que já vinha sendo construída havia meses, com direito a semifinal em Miami e final em Eastbourne, mas que ganhou escala mundial na grama londrina, primeiro batendo uma ex-campeã de Wimbledon e depois levando uma cabeça de chave do top 15 ao limite, em três sets.
Salto inédito no ranking
Um número que passou longe do noticiário do dia ajuda a dimensionar o tamanho da campanha: Eala entrou em Wimbledon como 32ª colocada do ranking mundial e sai do torneio projetada para a 28ª posição nas classificações ao vivo da WTA, seu novo melhor posto na carreira, somando 1.666 pontos após embolsar 240 pontos e cerca de 300 mil libras em premiação só pela campanha até a quarta rodada. É um salto de quatro posições conquistado em pouco mais de uma semana, puxado justamente pelas vitórias sobre nomes de peso como Świątek.
Reviravolta no retrospecto contra Paolini
A eliminação também reequilibra um confronto recente. As duas haviam se enfrentado uma única vez antes, em fevereiro deste ano, no saibro rápido de Dubai, com vitória de Eala por 6/1 e 7/6(5). Em Wimbledon, no entanto, jogaram pela primeira vez na grama, e desta vez foi Paolini quem levou a melhor, equilibrando o retrospecto direto em 1 a 1 e provando que o resultado de Dubai não garantia repetição em outra superfície.
Próximo desafio de Paolini
Nas quartas de final, Paolini mede forças com Kostyuk, que despachou a americana Ashlyn Krueger por 6/4 e 6/4 mais cedo no mesmo dia e chega embalada por 20 vitórias em seus últimos 21 jogos, além de disputar a primeira quarta de final de Wimbledon da carreira. Será o primeiro confronto entre as duas em quadras de grama. Para Paolini, o resultado também tem peso histórico: ela se tornou a primeira tenista italiana a alcançar mais de uma quarta de final de Wimbledon e a quinta do país a somar três ou mais quartas de final de Grand Slam na Era Aberta.
Casos como o de Eala reforçam um movimento maior de renovação no circuito, que também aparece do lado masculino: o levantamento sobre João Fonseca em números mostra como outro jovem talento tem escalado posições no ranking mundial na base de resultados diante de nomes consagrados, o mesmo caminho que a filipina vem trilhando em 2026. Mais coberturas sobre a reta final de Wimbledon e o restante do calendário do tênis mundial estão disponíveis no hub de tênis do A Hora do Esporte.



