O Departamento Médico do Flamengo estabeleceu um prazo de seis a oito semanas para a recuperação de Giorgian De Arrascaeta, cálculo divulgado horas depois de o uruguaio passar por uma cirurgia no punho esquerdo, realizada em 1º de outubro de 2026, no Rio de Janeiro. O procedimento, conduzido pelos médicos Roberto Feres e Edson Roderjan, teve o acompanhamento de Fernando Sassaki, chefe do departamento médico do clube, e consistiu na reposição do osso com fixação por placa e parafusos. O Flamengo informou que a cirurgia foi concluída com sucesso e sem intercorrências, prevendo alta hospitalar ainda na noite do mesmo dia caso o quadro clínico do jogador permanecesse favorável. Enquanto a torcida rubro-negra aguardava a confirmação dessa alta, o estafe médico já trabalhava com a janela de seis a oito semanas como referência para o retorno aos gramados.
A lesão, segundo apurou a CNN Brasil, aconteceu no dia 29 de setembro de 2026, durante um amistoso do Uruguai contra a Coreia do Sul, quando Arrascaeta sofreu uma queda no minuto 32 do segundo tempo da vitória uruguaia por 4 a 1. Antes do tombo que resultou na fratura, o meia, que atua como meia, já havia marcado um gol e dado uma assistência no primeiro tempo, em uma atuação que reforçava o bom momento que vinha vivendo pela camisa celeste. A queda bastou para fraturar o punho esquerdo e encerrar, de imediato, a participação do jogador na data-FIFA, obrigando-o a retornar ao Rio de Janeiro para iniciar os procedimentos que levariam à cirurgia poucos dias depois.
Caso a recuperação se estenda até o limite máximo de oito semanas, calcula o Lance!, o retorno de Arrascaeta só seria possível nas rodadas finais do Brasileirão e, possivelmente, em uma eventual final da Libertadores. Nesse cenário mais pessimista, o meia também ficaria de fora dos duelos contra Athletico-PR e Palmeiras, somando-se às ausências já previstas no prazo mínimo. Se a recuperação for mais rápida, em torno de seis semanas, Arrascaeta ainda assim desfalcaria o Flamengo contra Santos, Fluminense, Bahia, Atlético-MG, Vasco e Grêmio, além dos dois jogos contra o Estudiantes pela semifinal da Libertadores.
Os números ajudam a explicar a tensão em torno desse calendário. Com Arrascaeta em campo em 2026, o Flamengo tem aproveitamento de 70,48%, resultado de 22 vitórias, 8 empates e 5 derrotas em 35 partidas. Sem o uruguaio, esse índice cai para 55,56%, com 9 vitórias, 3 empates e 6 derrotas em 18 jogos, um retrospecto em que o time rubro-negro soma, em números absolutos, mais derrotas do que quando conta com o meia em campo.
Por se tratar de uma fratura no punho, e não em uma estrutura que comprometa as pernas, Arrascaeta poderá manter o condicionamento físico ao lado dos preparadores do Flamengo durante todo o período de afastamento. Ainda assim, a imobilização do braço esquerdo vai da axila até o punho, o que impede qualquer tentativa de jogar protegido antes da alta médica completa, por mais que o jogador mantenha o ritmo de treinos físicos à parte.
Em suas redes sociais, Arrascaeta publicou uma mensagem sobre o momento. “Quando a fé está posta em Deus, não há medo, problema ou tormenta maior que o seu poder”, escreveu o meia uruguaio.



