O Chelsea confirmou neste sábado (1º) a contratação do atacante inglês Danny Welbeck, de 35 anos, junto ao Brighton. O negócio foi fechado por £5 milhões e prevê contrato de duas temporadas, até 2028, encerrando a passagem de seis anos do jogador pelo clube da costa sul da Inglaterra.
Os termos do negócio
A taxa paga pelo Chelsea, equivalente a cerca de R$ 34 milhões na cotação atual, é relativamente baixa para os padrões do clube, mas carrega um significado maior do que o valor em si. Welbeck se torna o primeiro jogador acima dos 26 anos por quem os Blues desembolsam uma quantia desde a compra de Pierre-Emerick Aubameyang junto ao Barcelona, em 2022, quando o atacante gabonês tinha 33 anos. Depois de temporadas seguidas priorizando reforços jovens no mercado, a diretoria londrina cedeu ao pedido do técnico Xabi Alonso por um atacante de experiência consolidada para o banco de reservas, conforme relatou o Goal.com Brasil. A transferência foi assinada dentro do prazo regular do mercado europeu, que segue com data final para o fechamento da janela ainda neste mês.
Ao anunciar a chegada, o próprio Welbeck comentou o convite recebido do clube londrino. “Quando você ouve sobre o interesse do Chelsea, isso te enche de um orgulho imenso. Conhecendo a história do clube, sei que é uma equipe que quer conquistar títulos em todas as temporadas. É uma honra chegar a um clube dessa grandeza em um momento tão empolgante”, disse o atacante, em declaração reproduzida pelo Lance.
A trajetória de Welbeck
Nascido em 26 de novembro de 1990, Welbeck chega ao novo clube com 35 anos completos, prestes a somar 36 em novembro. Formado nas categorias de base do Manchester United, ele estreou profissionalmente em 2008 e ainda foi emprestado ao Sunderland antes de se firmar no time principal, período em que levantou a Premier League, a Copa da Liga Inglesa e o Mundial de Clubes da Fifa. Em setembro de 2014, trocou os Red Devils pelo Arsenal, onde permaneceu por cinco temporadas e conquistou a FA Cup.
Sem renovar com os Gunners, deixou o clube em 2019 e assinou com o Watford, passagem interrompida por acordo mútuo em outubro de 2020. Foi ali que o Brighton o contratou como agente livre, abrindo o capítulo mais longevo e produtivo da carreira do centroavante: seis temporadas, 51 gols e 18 assistências, números que o tornaram o maior artilheiro da história do clube na elite do futebol inglês. Na última campanha, ele foi decisivo com 13 gols e uma assistência em 37 partidas do Campeonato Inglês.
Esse retrospecto ajuda a dimensionar o tamanho do salto que Welbeck dá agora. Ele nunca vestiu a camisa do Chelsea e, desde que saiu do Arsenal, em 2019, não competia por um clube tradicionalmente enquadrado entre os grandes da Premier League. Passaram-se sete anos entre aquela saída e o desembarque em Stamford Bridge, um intervalo preenchido por Watford e Brighton, equipes de meio de tabela na maior parte desse período.
O que muda para o Chelsea
Para o elenco reunido por Xabi Alonso, Welbeck chega como opção de rodízio e referência de vestiário, um perfil que faltava depois de sucessivas janelas voltadas a jogadores com pouco mais de 20 anos. Sua versatilidade ofensiva, com capacidade de atuar centralizado ou aberto pelos lados, e a familiaridade com o ritmo intenso da Premier League pesaram na decisão do técnico espanhol de reforçar justamente essa posição com um nome de currículo extenso, mesmo em fase avançada da carreira.
A aposta também sinaliza mudança de estratégia no comando do clube, que nos últimos anos evitou investir em atletas acima dos 26 anos por entender que o valor de revenda cairia rápido demais. Com Welbeck, o cálculo é outro: o contrato de dois anos cobre a janela em que o Chelsea projeta disputar competições em múltiplas frentes, e a experiência do inglês em decisões de mata-mata figura entre os motivos citados internamente para a contratação.



