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Grenal raro: só um confronto mata-mata desde 1992

Grêmio e Internacional se enfrentaram em mata-mata nacional só uma vez, em 1992, antes de decidirem vaga nas quartas da Copa do Brasil 2026.

por Rafael Mendes 23 de agosto de 2026 3 min de leitura
Jogadores de Grêmio e Internacional disputam a bola durante um Gre-Nal no Estádio Olímpico Monumental (Foto de arquivo: lance de um Gre-Nal disputado em 2012, no Estádio Olímpico Monumental.)

Foto de arquivo: lance de um Gre-Nal disputado em 2012, no Estádio Olímpico Monumental. (Foto: Editorial J from Porto Alegre, Brasil CC BY-SA 2.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:GRENAL_(8248127406).jpg)

Antes de qualquer bola rolar no Beira-Rio, marcado para a próxima quinta-feira, dia 27 de agosto, às 20h, vale destacar um dado que resume a raridade do que está por vir: Grêmio e Internacional, que se cruzam há décadas em campeonatos estaduais e no Brasileirão, entraram em campo em mata-mata de competição nacional apenas uma vez antes destas quartas de final da Copa do Brasil de 2026, e foi exatamente nas quartas de final da edição de 1992. Naquele confronto direto, que também decidia vaga na semifinal do torneio, o duelo precisou ir aos pênaltis para produzir um vencedor, algo que não se repetiu em nenhuma outra fase eliminatória nacional entre os dois clubes desde então.

Na ida daquele ano, gremistas e colorados ficaram no empate por 1 a 1, resultado que se repetiu integralmente na partida de volta, também com 1 a 1 no placar, o que levou a disputa direto para as cobranças da marca da cal. Foi ali que o Internacional confirmou a classificação, vencendo a série de pênaltis por 3 a 0 e avançando para a semifinal daquela Copa do Brasil, enquanto o Grêmio ficava pelo caminho justamente diante do maior rival.

Ainda que o confronto direto em mata-mata nacional seja raro, o retrospecto geral do clássico Gre-Nal, somando todas as competições ao longo da história, mostra o Internacional na frente, com 166 vitórias contra 143 do Grêmio, além de 143 empates entre as duas equipes. Somando vitórias e empates desse levantamento, os rivais já se enfrentaram ao menos 452 vezes ao longo da história, segundo o levantamento da CBF, um volume de jogos que contrasta diretamente com a escassez de duelos eliminatórios em torneios nacionais entre os dois clubes.

A partida de volta destas quartas de final está marcada para 3 de setembro, também uma quinta-feira e também às 20h, agora na Arena do Grêmio, em jogo que definirá quem avança à semifinal da Copa do Brasil 2026. Quem sair vencedor da série vai enfrentar, na fase seguinte, o time que passar do confronto entre Atlético-MG e Cruzeiro, outro clássico estadual que também compõe as quartas de final deste ano.

Essas quartas de 2026 reúnem, ao todo, três clássicos estaduais, já que, além do Gre-Nal e do embate mineiro entre Atlético-MG e Cruzeiro, a chave também colocou frente a frente Palmeiras e Santos, em duelo paulista, restando apenas o confronto entre Vasco e Vitória sem rivalidade estadual entre si. É a primeira vez desde 1989 que as quartas de final da Copa do Brasil reúnem três clássicos estaduais na mesma fase. Cruzeiro e Atlético-MG, aliás, já decidiram a Copa do Brasil de 2014, título do Galo, e voltaram a se cruzar nas quartas em 2019 e em 2025, com uma vitória para cada lado nesses dois encontros mais recentes. Palmeiras e Santos, por sua vez, decidiram a edição de 2015 do torneio, com o Palmeiras campeão, enquanto no histórico de mata-matas entre Vasco e Vitória o time baiano levou a melhor em três das quatro oportunidades em que as equipes se cruzaram, perdendo apenas uma vez.

Fora da Copa do Brasil, Grêmio e Internacional já se enfrentaram quatro vezes em 2026, todas pelo Gauchão, com um triunfo para cada lado e dois empates, segundo o vice-presidente do Grêmio. É um retrospecto equilibrado que ajuda a explicar a expectativa em torno da definição das quartas de final e do primeiro mata-mata nacional entre os rivais gaúchos desde 1992. Para o dirigente gremista Rafael Lima, o duelo carrega um peso que vai além do próprio jogo: “O GreNal é um jogo diferente e que movimenta todo o estado, para a cidade, e talvez seja o divisor de águas da temporada”.

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Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

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