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Entenda as regras de prorrogação e pênaltis no mata-mata da Copa do Mundo 2026

Guia sobre prorrogação e pênaltis no mata-mata da Copa de 2026: duração dos 30 minutos extras, substituição adicional, regras da disputa e um retrospecto histórico do torneio.

por Rafael Mendes 5 de julho de 2026 4 min de leitura
Goleiro genérico observando através da rede do gol

Foto: Dan Gold, domínio público (CC0), via Wikimedia Commons

As oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 acontecem entre os dias 4 e 7 de julho, e vários jogos já mostraram como a fase eliminatória muda a lógica do futebol: aqui, empate não é resultado possível. Se o torcedor quer entender o que acontece quando o placar segue igual depois dos 90 minutos, este guia explica, passo a passo, como funcionam a prorrogação e a disputa por pênaltis em qualquer confronto do mata-mata, das oitavas à final.

Por que só o mata-mata tem prorrogação

Na fase de grupos, um jogo pode terminar empatado sem problema algum: cada equipe soma um ponto e o torneio segue adiante pela tabela de classificação. A partir das oitavas de final, porém, alguém precisa avançar. É por isso que o regulamento da Copa do Mundo, seguindo as Laws of the Game da International Football Association Board (IFAB), prevê critérios de desempate específicos para o mata-mata: primeiro a prorrogação e, se a igualdade persistir, a disputa por pênaltis.

Como funciona a prorrogação

Se o placar seguir empatado ao fim dos 90 minutos regulamentares, os times têm um breve intervalo e depois disputam mais 30 minutos, divididos em dois tempos de 15 minutos cada, sem pausa entre um período e outro. Diferentemente do que ocorria até os anos 2000, a prorrogação atual é sempre jogada até o fim: já não existe o chamado gol de ouro, que encerrava a partida assim que uma equipe marcasse. A IFAB extinguiu essa regra em 2004, exatamente para evitar que os times jogassem de forma excessivamente cautelosa nos minutos finais.

O que muda no time durante os 30 minutos extras

Cada seleção tem direito a cinco substituições ao longo dos 90 minutos normais. Caso o jogo vá para a prorrogação, uma sexta troca é liberada, exclusiva para esse período extra, mesmo que a equipe já tenha usado todas as cinco anteriores. Se um jogador for expulso durante a prorrogação, ou em qualquer momento da partida, o time simplesmente segue em campo com um a menos: não há reposição possível para cartão vermelho, regra que vale para qualquer fase do torneio.

Como funciona a disputa de pênaltis

Persistindo o empate após os 120 minutos, a decisão vai para os pênaltis, um dos critérios de desempate previstos no capítulo da IFAB sobre a determinação do resultado de uma partida. Cada equipe escala cinco cobradores, que se revezam em cobranças alternadas: primeiro um time, depois o outro, e assim sucessivamente. Vence quem converter mais pênaltis nessa série inicial de cinco cobranças por lado. Se o empate continuar depois das dez cobranças, começa a chamada morte súbita, com uma cobrança por vez para cada equipe até que, num mesmo par de cobranças, um time acerte e o outro erre. Apenas o cobrador e o goleiro adversário participam de cada lance: os demais jogadores em campo ficam dentro do círculo central, junto aos bancos de reserva. Só pode bater o pênalti quem estava em campo ao término da prorrogação, o que exclui jogadores substituídos antes do apito final.

Um retrospecto que mostra o peso da pressão

A disputa por pênaltis é rara, mas nunca está longe de decidir a Copa do Mundo. Segundo o histórico oficial da FIFA, 35 jogos do torneio foram resolvidos dessa forma entre a estreia do formato, em 1982, e a edição de 2022, incluindo três finais: 1994, com o Brasil batendo a Itália; 2006, com a Itália superando a França; e 2022, com a Argentina vencendo a própria França. A seleção argentina, aliás, guarda a melhor média histórica em disputas de pênaltis no torneio.

A prorrogação já apareceu logo na abertura da fase eliminatória desta Copa: a vitória da Argentina por 3 a 2 sobre Cabo Verde, no dia 3 de julho, só saiu depois dos 30 minutos extras, com um gol contra decidindo a classificação. É esse tipo de tensão que volta a rondar cada confronto das oitavas nesta semana, e que vai acompanhar o torneio até quartas de final, semifinal e a grande decisão.

Para não perder nenhum detalhe da fase eliminatória, vale acompanhar a agenda completa da Copa do Mundo e conferir outros conteúdos explicativos no hub de guias do site. Quem quiser entender também o caminho específico da seleção brasileira no mata-mata pode ler a matéria sobre o trajeto do Brasil até a final.

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