O Autódromo Nacional de Monza recebe a Fórmula 1 de 4 a 6 de setembro de 2026 para o Grande Prêmio da Itália, um traçado de 5,793 quilômetros onde os carros completam 53 voltas e somam 306,72 quilômetros de corrida antes de a bandeirada encerrar o fim de semana. É o ponto em que a temporada, iniciada em 8 de março na Austrália e programada para se encerrar em 6 de dezembro em Abu Dhabi ao longo de 24 etapas, entra na sua reta final. A pergunta que ronda o paddock nesse momento do calendário é direta: quantas provas ainda restam depois que os motores desligarem em Monza.
Depois da Itália, ainda há 11 corridas pela frente, segundo levantamento do Lance!. O trajeto que resta passa por Espanha, Azerbaijão, Cingapura, Estados Unidos, México, Brasil, Las Vegas, Catar e Abu Dhabi, entre outras etapas que fecham o campeonato. No Brasil, a expectativa já está marcada no calendário: o GP de São Paulo acontece entre 6 e 8 de novembro de 2026, um dos compromissos mais aguardados por quem acompanha a temporada por aqui.
Monza carrega um peso histórico que poucos traçados do calendário conseguem igualar. O autódromo foi erguido em apenas 110 dias em 1922, tornando-se o terceiro circuito permanente construído no mundo, atrás apenas de Brooklands e Indianápolis, e recebeu seu primeiro Grande Prêmio em 3 de setembro daquele ano. Desde que a Fórmula 1 estreou seu calendário oficial em 1950, a pista sediou o GP da Itália em todas as temporadas menos uma, um recorde de continuidade que poucos traçados no mundo podem reivindicar. Não à toa, Itália e Grã-Bretanha são os únicos dois países que estiveram presentes em todas as 76 temporadas da categoria, um detalhe que reforça o papel de Monza como um dos pilares originais do esporte.
A lista de vencedores da prova também tem seus nomes de peso. Lewis Hamilton e Michael Schumacher dividem o recorde de vitórias no GP da Itália, com cinco triunfos cada um, uma marca que resume décadas de disputas travadas naquele mesmo asfalto de alta velocidade cercado pelo Parco di Monza.
A temporada 2026 chega à Itália com um enredo que interessa particularmente ao público local. Kimi Antonelli lidera o campeonato de pilotos pela Mercedes e é o primeiro piloto italiano a vencer uma corrida da Fórmula 1 desde 2006, um jejum que só terminou depois de duas décadas. No fim de semana anterior a Monza, a vitória na Holanda ficou com Lando Norris, resultado que manteve a briga pelo título aberta antes da parada em solo italiano.
Antonelli, porém, chega a Monza sabendo que vai largar prejudicado. O piloto confirmou penalização no grid por causa da troca completa da unidade de potência, e escolheu justamente essa etapa para cumprir a punição por considerá-la uma das pistas mais fáceis de se ultrapassar ao longo do calendário. A decisão, segundo ele, pesou mais sobre o campeonato do que sobre o simbolismo de correr em casa.
Quem quiser acompanhar o fim de semana em Monza pela TV tem opções abertas e por assinatura: a corrida vai ao ar pela Globo, além de SporTV, Globoplay e F1 TV, cobrindo praticamente todos os formatos de transmissão disponíveis no Brasil.
Sobre a decisão de encarar a penalização logo na etapa italiana, mesmo sendo a corrida de casa, Antonelli resumiu o cálculo que fez antes de aceitar o prejuízo no grid: “It’s also true that it’s my home race, but right now I’m thinking more about the championship, and since we’ll inevitably have to take a penalty at some point in the season, I need to evaluate where I can give myself the best chance of making up positions and getting a result.”



