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Copa do Brasil 2026: veja os valores da premiação

A CBF vai pagar cerca de R$ 500 milhões na Copa do Brasil 2026. Veja quanto rende cada fase, do campeão aos primeiros classificados.

por Lucas Ferreira 6 de agosto de 2026 3 min de leitura
Jogadores disputam a bola em partida da Copa do Brasil entre São Bernardo e Náutico (Foto de arquivo: partida da Copa do Brasil, São Bernardo x Náutico, 2023.)

Foto de arquivo: partida da Copa do Brasil, São Bernardo x Náutico, 2023. (Foto: SOCCER DIGITAL Public domain via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Copa_do_Brasil-_S%C3%A3o_Bernardo_0x1_N%C3%A1utico.jpg)

A Confederação Brasileira de Futebol vai distribuir cerca de R$ 500 milhões em premiação na Copa do Brasil 2026, valor que consolida o torneio mata-mata como uma das competições mais rentáveis do futebol nacional. A CBF chamou a edição de 2026 de a mais democrática da história do torneio, já que o valor distribuído chega a um número recorde de clubes.

Quem levantar a taça leva R$ 78 milhões apenas pelo título. O vice-campeão garante R$ 34 milhões só por chegar à decisão, mesmo sem vencer a final. Juntos, campeão e vice-campeão somam R$ 112 milhões só nas duas últimas cotas do torneio.

Segundo comparação divulgada pela Exame, o prêmio ao campeão subiu de R$ 77,175 milhões em 2025 para R$ 78 milhões em 2026, reajuste modesto se comparado ao salto no número de clubes participantes desta edição. O vice também teve alta proporcional, de R$ 33,075 milhões para R$ 34 milhões.

Quanto vale avançar em cada fase

Antes mesmo da decisão, os semifinalistas já garantem R$ 9 milhões cada, valor assegurado ainda que sejam eliminados na etapa seguinte. Quem cai nas quartas de final leva R$ 4 milhões, e a eliminação nas oitavas ainda rende R$ 3 milhões por clube. São valores que, somados às cotas das fases anteriores, fazem da Copa do Brasil uma fonte de receita relevante mesmo para equipes que não chegam perto do título.

Até a 4ª fase, os valores variam conforme o grupo de origem do clube, dividido pela CBF entre os grupos I, II e III, critério que reflete a divisão em que cada time compete. A partir da 5ª fase, quando restam 32 equipes, a diferenciação por grupo desaparece e todos os classificados passam a receber a mesma cota, de R$ 2 milhões, independentemente da divisão de origem.

Nas fases anteriores, a diferença por grupo é mais evidente. Na 4ª fase, disputada por 24 clubes, a cota varia entre R$ 1,07 milhão para o Grupo III e R$ 1,68 milhão para o Grupo II. Na 3ª fase, com 48 equipes, o intervalo vai de R$ 950 mil a R$ 1,53 milhão. Já na 2ª fase, que reúne 88 clubes, os valores ficam entre R$ 830 mil e R$ 1,38 milhão. Na 1ª fase, disputada por 28 times, os clubes do Grupo III recebem R$ 400 mil, o menor valor de toda a tabela de premiação.

Essa estrutura por grupos, aplicada até a 4ª fase, funciona como um nivelamento: clubes de divisões diferentes recebem valores distintos pela mesma fase disputada, mas todos passam a competir pela cota única assim que alcançam a fase de 32 equipes.

Recorde de participantes e mais jogos

A edição 2026 tem 126 clubes na disputa, o maior número da história da competição. Segundo reportagem do Metrópoles, o torneio passa a ter nove fases e 155 partidas no total nesta edição.

O aumento no número de participantes representa a maior ampliação já registrada pela Copa do Brasil, que passou de 92 para 126 clubes de uma edição para outra. Mais clubes na disputa também significa mais times recebendo pelo menos a cota da 1ª fase, o que reforça o caráter descrito pela CBF como mais democrático em termos de distribuição de receita entre os participantes.

Para comparação com outra competição que também define valores milionários aos clubes brasileiros, veja a premiação da Libertadores 2026.

O tamanho da soma acumulada ao longo de uma campanha vitoriosa também aparece no retrospecto recente da competição. Em 2024, o Flamengo, campeão daquele ano, faturou cerca de R$ 93 milhões somando as cotas de todas as fases disputadas na caminhada rumo ao título, valor que inclui as premiações de cada etapa vencida até a conquista da taça, não apenas a cota final de campeão.

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Sobre o autor

Lucas Ferreira

Analista esportivo especializado em tática e dados. Cobre futebol, basquete e automobilismo, traduzindo números em leitura de jogo.

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