O taekwondo praticado no Brasil reconhece dez graduações coloridas, os GUBs, antes de o atleta chegar à faixa preta. A ordem oficial das faixas do taekwondo segue a tabela da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), reproduzida por Taekwondo Brasil, e vai da branca à vermelha-escura antes do primeiro grau de faixa preta.
A ordem oficial das cores
A sequência começa no 10º GUB e termina no 1º GUB, imediatamente antes do 1º Dan, quando a faixa se torna preta. É essa a tabela usada como referência no país.
- 10º GUB: branca
- 9º GUB: cinza
- 8º GUB: amarela
- 7º GUB: laranja
- 6º GUB: verde
- 5º GUB: verde-escura
- 4º GUB: azul
- 3º GUB: azul-escura
- 2º GUB: vermelha
- 1º GUB: vermelha-escura
- 1º Dan: preta
O que cada cor representa
A faixa branca simboliza pureza e inocência do iniciante, sem conhecimento prévio da luta. A faixa preta é seu oposto simbólico, associada à dignidade e à maturidade do praticante.
A cor amarela remete à terra, o solo fértil de onde brotam as raízes do aprendizado. Já a verde marca o crescimento, um estágio de desenvolvimento físico, mental e espiritual.
A faixa azul representa o céu, um lembrete de que o aluno deve buscar patamares cada vez mais altos. A vermelha simboliza alerta e perigo, sinalizando que o praticante já carrega responsabilidade sobre colegas menos experientes na academia.
A variação ITF usada no Brasil
Além do sistema colorido principal da CBTKD, existe uma variação de linha ITF popular no país que insere faixas de “ponta” entre as cores tradicionais. A sequência passa por branca, ponta-amarela, amarela, ponta-verde, verde, ponta-azul, azul, ponta-vermelha, vermelha, ponta-preta e, só então, preta.
É uma forma de fracionar ainda mais a progressão do aluno antes da faixa preta, mantendo o mesmo espírito de evolução gradual das faixas do taekwondo em ordem crescente de exigência.
Da faixa preta ao 10º Dan
Depois do 1º Dan, a graduação segue em graus. Na linha citada por Diomar Taekwondo, a numeração vai do 1º ao 10º Dan.
“A faixa preta é apenas um símbolo de algo muito maior que lutamos dia a dia”, resume o instrutor Pedro Vila Nova, que atua na formação de faixas pretas, em entrevista ao Entreverbos.
Os pilares que sustentam a prática
O treino de taekwondo se apoia em três pilares. O poomsae reúne sequências coreografadas de movimentos contra adversários imaginários, usado para treinar memória muscular, precisão e fluidez; cada faixa tem formas obrigatórias específicas.
O kyorugi é o combate em tempo real. Desde os Jogos de Paris 2024, o formato passou a ser melhor de três, com vitória para quem fechar 2 dos 3 rounds de 2 minutos; um chute giratório na cabeça vale 5 pontos e um chute simples no tronco vale 2.
Já o kyukpa é a quebra de tábuas de madeira, ou tijolos em demonstrações, usada para testar a precisão da técnica e o foco mental do praticante.
Os cinco princípios da faixa branca ao dan
A modalidade também é guiada por cinco princípios ensinados desde a faixa branca: cortesia (Ye Ui), integridade (Yom Chi), perseverança (In Nae), autocontrole (Guk Gi) e espírito indomável (Baekjul Boolgool). Eles acompanham o aluno em paralelo à evolução das cores, do primeiro treino ao dia em que a faixa se torna preta.
Para quem acompanha outras modalidades de combate, vale conferir também nocautes e lutas: os recordistas da história do UFC.
O detalhe do 10º Dan
Na linha citada por Diomar Taekwondo, a graduação de faixa preta vai do 1º ao 10º Dan, sendo o 10º Dan honorário, concedido apenas postumamente ao praticante que alcançou o 9º Dan em vida.



