O placar de 3 a 0 construído pelo Palmeiras diante do Santos, na noite de 26 de agosto, no Nubank Parque, resumiu bem a diferença que separou as equipes no primeiro confronto das quartas de final da Copa do Brasil, disputada em dois jogos até a definição da vaga na semifinal, com Flaco López marcando duas vezes e Andreas Pereira completando a conta antes do intervalo, aos 44 minutos, diante do goleiro Gabriel Brazão, titular da meta santista naquela noite. O primeiro gol de Flaco López, aos 33, nasceu de um chute rasteiro que escorregou por baixo das pernas de Brazão, driblando a marcação do zagueiro Luan Peres e escancarando a fragilidade santista naquele lance. Foi o tipo de gol que pesa duplamente, porque expõe uma falha individual justamente no momento em que o time visitante ainda tentava se equilibrar na partida.
O segundo gol palmeirense saiu de rebote, quando Marlon Freitas finalizou, com Arias também participando da construção da jogada, e a bola sobrou para Andreas Pereira empurrar para as redes, enquanto o terceiro, já na etapa final, veio de cabeça, em cruzamento de Giay, fechando a conta antes de o Santos conseguir qualquer reação consistente, lances que a CNN Brasil destacou entre os melhores momentos da partida. Ainda assim, segundo o próprio Santos FC, o time visitante criou chances no início do jogo, mas não conseguiu conter a pressão do Palmeiras, sobretudo depois do intervalo.
Vencer por até dois gols de diferença na volta, marcada para 2 de setembro, às 21h30, na Vila Belmiro, garante a vaga do Palmeiras nas semifinais, e apenas um triunfo santista por exatamente três gols de diferença levaria a decisão para os pênaltis. Isso reforça o tamanho da vantagem construída na ida pelo Palmeiras. É um cenário que exige do time comandado por Cuca uma reviravolta diante do retrospecto do clássico entre os dois clubes.
O que diz o retrospecto
Apesar da goleada sofrida na ida, o levantamento feito pela Placar mostra que o Santos ainda lidera o retrospecto histórico entre os dois clubes em mata-matas: são 8 vitórias santistas contra 7 do Palmeiras em 16 confrontos eliminatórios desde 1959, somando duelos por Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Copa Libertadores. A diferença mínima de apenas uma vitória em 16 partidas ao longo de mais de sessenta anos mostra o quanto esse confronto direto tem sido equilibrado historicamente, mesmo com o domínio recente do Palmeiras nas duas últimas decisões diretas entre os clubes. É um número que os resultados mais recentes não confirmam, já que os dois últimos encontros do clássico em fases eliminatórias, a final do Paulista de 2024 e a decisão da Libertadores de 2020, terminaram com vitória do Palmeiras nas duas ocasiões.
Esse contraste entre um retrospecto histórico ainda favorável ao Santos e um passado recente dominado pelo Palmeiras mostra o tamanho do desafio para a virada na Vila Belmiro. Depois da derrota, a comissão técnica de Cuca já voltou as atenções para o compromisso seguinte, contra o Corinthians, em 30 de agosto, antes de mirar de vez a partida decisiva contra o Palmeiras na Vila Belmiro.
Para quem quer entender melhor como novas ferramentas de arbitragem têm sido usadas no futebol brasileiro, vale conferir também a reportagem da Hora do Esporte sobre o desafio de vídeo dos técnicos.
No vestiário palmeirense, o resultado teve um desdobramento fora de campo. Em coletiva após a partida, o técnico Abel Ferreira abriu a fala dedicando a vitória a um torcedor do clube diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob. “Em primeiro lugar eu gostaria de dar os parabéns ao Palmeiras. Em segundo, dedicar essa vitória ao Lito. Que Deus possa lhe dar todas as forças que precisa, que continue até o fim e não desista”, disse o treinador, segundo a CNN Brasil.



