A Fórmula 1 desembarca em Madri entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026, com a corrida marcada para o domingo, dia 13, no primeiro Grande Prêmio da Espanha disputado fora do Circuit de Barcelona-Catalunya desde que a categoria adotou o traçado catalão como sede oficial da prova, em 1991. O novo palco se chama Madring, um autódromo híbrido de rua erguido ao redor do complexo de exposições IFEMA Madrid, e assume a partir desta temporada o nome e o calendário oficial do GP da Espanha, encerrando um ciclo de 34 anos em que a corrida pertenceu, sem interrupção, a Barcelona.
O traçado madrilenho tem 5,416 km de extensão e 22 curvas, e a prova terá 57 voltas, somando 308,524 km de distância total percorrida pelo pelotão. Os carros devem atingir velocidade máxima de 340 km/h ao longo do circuito, cujo ponto mais espetacular é a curva 12, batizada de “La Monumental”: um trecho semicircular de meio quilômetro, com 24% de inclinação e capacidade para cerca de 45 mil espectadores, o que a torna a maior curva bancada de todo o calendário da F1. Na apresentação oficial do circuito, a organização hasteou entre a curva 3 e a saída dos boxes uma bandeira espanhola de 54 metros de mastro e 16,66 por 25 metros.
Firmado por pelo menos uma década, até 2035, o contrato entre a Fórmula 1 e a capital espanhola garante a permanência da categoria na cidade em meio a um plano de expansão: o Madring hoje tem capacidade para 110 mil espectadores e projeta chegar a 140 mil lugares em cinco anos. O desenho do traçado urbano não escondeu a cidade que o recebe, incorporando referências a pontos turísticos como a Praça de Cibeles, a Porta de Alcalá, o Parque do Retiro e as Quatro Torres.
A chegada da Fórmula 1 a Madri não é inédita na história do automobilismo espanhol, ainda que tenha ocorrido há muito tempo: a categoria já correu na cidade cerca de 40 anos atrás, no extinto circuito de Jarama, situado a 30 km ao norte da capital.
O que muda de fato em 2026 é o status de Barcelona-Catalunya, autódromo que deixa de carregar oficialmente o nome de GP da Espanha mas segue no calendário da temporada sob a marca renomeada de Grande Prêmio de Barcelona-Catalunya, o que faz da Espanha o único país a receber duas etapas da F1 na mesma temporada desde 2012. É nesse traçado catalão que está construído o histórico que Madri agora tenta superar: até a edição de 2025, Michael Schumacher e Lewis Hamilton dividiam o recorde de vitórias na prova ali disputada, com seis triunfos cada, enquanto a Ferrari liderava a lista de construtores mais vitoriosos no circuito, com oito conquistas.
A estreia madrilenha também recebe as categorias de acesso: F2 e F3 correm no Madring no mesmo fim de semana da F1, com a F3 encerrando ali sua temporada e a F2 disputando sua 11ª etapa do calendário. A corrida ocupa a 16ª posição no calendário de 2026, disputada logo após a pausa de verão e a etapa de Ímola.
O interesse local pelo projeto já havia se mostrado antes da inauguração oficial: em 7 de junho de 2025, um evento promocional no traçado urbano, com Carlos Sainz percorrendo o trecho que corta a cidade, reuniu cerca de 80 mil espectadores. Na cerimônia oficial de apresentação do circuito, Sainz voltou a ocupar o centro das atenções ao lado do pai, Carlos Sainz Sr., liderando uma volta simbólica pelo primeiro trecho do traçado, que inclui a chicane das curvas 1 e 2. O piloto, natural de Madri, atua hoje como embaixador do Madring.
O troféu oficial do GP da Espanha em Madri foi desenhado pela Pininfarina, reforçando o tom de celebração em torno da estreia. Ao anunciar a chegada da categoria à capital espanhola, o chefe-executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali, resumiu o significado do momento: “We are excited to welcome Madrid to the calendar, and to see huge automotive brands like Audi, Cadillac and Ford join the Formula 1 grid.”



