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Futebol

São Paulo é campeão do Brasileiro Feminino

Um empate por 1 a 1 no Morumbis deu ao São Paulo o título inédito do Brasileiro Feminino, encerrando a sequência de seis taças do Corinthians.

por Rafael Mendes 4 de outubro de 2026 3 min de leitura
Troféu dourado do Campeonato Brasileiro Feminino (Série A1) (Imagem ilustrativa: troféu oficial do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol.)

Imagem ilustrativa: troféu oficial do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. (Foto: LucasmsCOR CC BY-SA 4.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brasileiro_Feminino_A1_Trof%C3%A9u_(2016-).png)

O apito final no Morumbis, na noite de 4 de outubro de 2026, selou um placar que parecia modesto no papel mas que carregava o peso de uma taça inteira: 1 a 1 entre São Paulo e Corinthians, resultado que, somado à derrota por 2 a 1 sofrida na ida, deu ao time tricolor o título do Brasileiro Feminino pelo agregado de 3 a 2. Não foi preciso vencer a partida de volta para ser campeão, bastou não perder por uma diferença maior do que a que o próprio Corinthians havia construído dias antes, e essa conta fechou a favor do São Paulo diante de uma torcida que viveu a tensão até o cronômetro zerar. A decisão também teve seus próprios lances, ainda que o resultado final tenha sido equilibrado: Bia Menezes abriu o placar para as paulistas aos 10 minutos, arrancando a torcida presente no Morumbis de seus assentos e fazendo parecer, por um instante, que o título viria com uma vitória tranquila. A resposta corintiana veio pouco depois, aos 19 minutos, quando Juliete igualou o marcador e devolveu à partida a tensão que só se desfaria com o apito final, já que o empate em si era o que o São Paulo precisava para fechar a conta do confronto em dois jogos.

Essa conta remonta à partida de ida, disputada em 27 de setembro de 2026 na Neo Química Arena, quando o Corinthians havia vencido por 2 a 1 e parecia caminhar para erguer mais um troféu diante de seu próprio público. O resultado daquele jogo, porém, deixou margem suficiente para que o São Paulo buscasse a virada no placar agregado em casa, e foi exatamente essa margem que se converteu em título na noite do Morumbis. A conquista marca o primeiro título do São Paulo no Brasileiro Feminino desde que a CBF passou a contabilizar a competição no formato atual, a partir de 2013, encerrando uma espera de mais de uma década por essa taça específica. O clube já havia sido campeão do primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino organizado pela entidade, em 1997, mas aquela conquista aconteceu sob um formato anterior que a própria CBF não contabiliza na série iniciada em 2013, o que torna o título deste domingo o primeiro reconhecido oficialmente na trajetória recente do clube no torneio.

Para o Corinthians, o resultado representa o fim de um ciclo: o time encerrou a sequência de seis títulos consecutivos do Brasileiro Feminino, uma hegemonia construída justamente nos anos em que o São Paulo buscava, sem sucesso, chegar a esse patamar. O público também entrou para a história da competição: os 49.405 espectadores que lotaram o Morumbis superaram o recorde anterior do torneio, de 44.529 pessoas, marcado justamente na final de 2024 entre os mesmos dois clubes. A premiação também marcou a diferença entre os dois lados da decisão, como informou a Placar: o São Paulo, campeão, recebeu R$ 2 milhões, valor R$ 200 mil superior ao pago ao campeão da edição anterior, enquanto o Corinthians, vice-campeão, ficou com R$ 1 milhão, exatamente a metade do prêmio entregue ao novo campeão. Quem quiser entender como esse tipo de premiação se encaixa no calendário do futebol feminino brasileiro pode acompanhar também a Supercopa do Brasil Feminino 2026. Nas redes sociais, a reação da torcida tricolor misturou surpresa e emoção diante de uma combinação de palavras que, segundo os próprios torcedores, raramente aparecia junta. “São Paulo e campeão na mesma frase. Sequência de palavras que emocionam”, resumiu um torcedor do São Paulo, traduzindo em poucas palavras o que o empate no Morumbis representou para quem acompanhou de perto o fim da espera do clube por essa taça.

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Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

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