terça-feira, 28 de julho de 2026 ÚltimasDjokovic sobe ao 5º do ranking da ATP sem jogar
AnúncioAnuncie na Hora do Esporte
Últimas
Futebol

Supercopa do Brasil Feminino 2026: guia completo

O que é a Supercopa do Brasil Feminino, quando e onde foi disputada a edição 2026, quem venceu e quanto rendeu o título.

por Lucas Ferreira 24 de julho de 2026 4 min de leitura
Duas jogadoras de futebol disputam a bola em campo durante partida do futebol feminino brasileiro

Foto: SOCCER DIGITAL (domínio público, via Flickr/Wikimedia Commons). Imagem ilustrativa de ação do futebol feminino brasileiro (Brasileirão Feminino 2023), não é da final da Supercopa 2026.

A Supercopa do Brasil Feminino 2026 colocou frente a frente os dois maiores nomes do futebol feminino paulista numa tarde de fevereiro na Grande São Paulo. Quem chega agora à discussão sobre o duelo entre Palmeiras e Corinthians costuma esbarrar nas mesmas dúvidas: o que é a competição, quando e onde ela aconteceu, quem tinha direito de disputar a taça e quanto rendeu ao vencedor. Este guia reúne essas respostas com base nos dados oficiais divulgados pela Confederação Brasileira de Futebol.

O que é a Supercopa do Brasil Feminino

A Supercopa reúne, em jogo único, o campeão do Campeonato Brasileiro Feminino A1 e o campeão da Copa do Brasil Feminina da temporada anterior. A lógica é a mesma que rege a versão masculina do troféu: abrir o calendário do ano seguinte com uma disputa entre os dois principais vencedores da temporada que passou. Criada para dar mais visibilidade e premiação ao futebol feminino, a competição chegou à quinta edição em 2026.

Quando e onde foi a edição 2026

A decisão aconteceu em 7 de fevereiro de 2026, um sábado, às 16h, na Arena Barueri, na Grande São Paulo. O local não foi escolhido por acaso. O mando de campo da partida saiu de sorteio realizado semanas antes, em 16 de janeiro, na sede da CBF no Rio de Janeiro, e coube ao Palmeiras.

Quem disputou e como funciona o formato

Corinthians e Palmeiras chegaram à decisão por caminhos diferentes. O Corinthians entrou como campeão do Campeonato Brasileiro Feminino A1 de 2025. Já o Palmeiras carimbou vaga como dono da Copa do Brasil Feminina do mesmo ano. As edições anteriores da Supercopa Feminina eram disputadas em mata-mata com oito equipes; a de 2026 passou a adotar o jogo único, aproximando o formato do modelo já usado pela Supercopa masculina.

Como foi a decisão: empate e pênaltis

O tempo normal terminou empatado em 1 a 1. Jaqueline abriu o placar para o Corinthians logo aos cinco minutos, ao aproveitar lançamento e finalizar no alto. O Palmeiras buscou o empate aos 39, quando Bia Zaneratto aproveitou cruzamento e cabeceou para o fundo das redes. Sem gols na etapa final, o título foi resolvido nos pênaltis, com vitória do Palmeiras por 5 a 4. A goleira Kathe Tapia defendeu três cobranças corinthianas e foi peça central da conquista. Foi o primeiro título da Supercopa Feminina para o clube alviverde.

Premiação: quanto ganhou o campeão

A CBF definiu premiação recorde para a edição de 2026. O Palmeiras, campeão, recebeu R$ 1 milhão, enquanto o Corinthians, vice, ficou com R$ 600 mil. Juntos, os R$ 1,6 milhão distribuídos aos dois finalistas formam o maior valor já pago pela entidade na história da Supercopa Feminina.

A comparação com a versão masculina ajuda a dimensionar essa cifra. Dias antes, na decisão entre Flamengo e Corinthians, a CBF pagou R$ 6,35 milhões a cada um dos dois finalistas homens. Isolado, esse valor pago a um único clube masculino supera em quatro vezes o total dividido entre Palmeiras e Corinthians na decisão feminina, uma diferença que mostra a distância que o investimento no futebol feminino brasileiro ainda precisa cobrir.

Retrospecto: Corinthians tinha mais experiência na decisão

Até 2026, o Corinthians era o time com mais finais disputadas na história da Supercopa Feminina, presente nas decisões de 2022, 2023, 2024 e 2025, quatro aparições seguidas. Já o Palmeiras nunca tinha chegado a uma final da competição antes disso: 2026 foi a estreia do time na decisão da Supercopa Feminina. Essa primeira aparição também tirou o Corinthians da hegemonia que mantinha nas finais do torneio desde a primeira edição.

O que vem depois

O calendário nacional de futebol segue lógicas parecidas nas duas modalidades. Enquanto a Supercopa Feminina fecha o ciclo de premiações da temporada anterior e abre o ano seguinte, o Brasileirão masculino segue seu próprio caminho de disputa direta na tabela, como mostra a briga pelo acesso e pela permanência que o rebaixamento do Brasileirão 2026 segue definindo rodada após rodada. Para quem acompanha o futebol feminino, a atenção agora se volta ao Campeonato Brasileiro Feminino A1 e à Copa do Brasil Feminina de 2026, competições que vão gerar os próximos finalistas da Supercopa.

L
Sobre o autor

Lucas Ferreira

Analista esportivo especializado em tática e dados. Cobre futebol, basquete e automobilismo, traduzindo números em leitura de jogo.

Ver todos os artigos de Lucas Ferreira →
AnúncioAnuncie na Hora do Esporte