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Zebras que pautam a história da Copa do Mundo ganham novo capítulo com Paraguai e Cabo Verde

Relembre as maiores zebras da história das Copas do Mundo, de 1950 a 2002, e veja como Paraguai e Cabo Verde entram para essa lista na edição de 2026.

por Lucas Ferreira 4 de julho de 2026 3 min de leitura

Foto: YantsImages, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Toda Copa do Mundo tem um resultado capaz de virar sinônimo do torneio: o time pequeno que derruba o gigante. A edição de 2026 já garantiu seu lugar nessa história com o Paraguai eliminando a Alemanha nos pênaltis e Cabo Verde se tornando a menor seleção a disputar uma fase eliminatória. Mas para entender o tamanho desses feitos, vale olhar para trás e revisitar as zebras que mudaram o rumo de Copas passadas, alguns dos resultados mais repetidos sempre que o assunto é surpresa no futebol.

1950: o Milagre de Belo Horizonte

Um dos resultados mais lembrados da história do futebol aconteceu na Copa de 1950, no Brasil. Os Estados Unidos, com um elenco formado majoritariamente por jogadores semiprofissionais, venceram a favorita Inglaterra por 1 a 0 em Belo Horizonte. O resultado foi tão improvável que jornais britânicos chegaram a suspeitar de erro de transmissão ao receber o placar.

1966: Coreia do Norte encerra a Itália

Na Copa da Inglaterra, a Coreia do Norte, em sua primeira participação em Mundiais, venceu a bicampeã Itália por 1 a 0 na última rodada da fase de grupos. A derrota é considerada até hoje uma das maiores humilhações da história do futebol italiano e motivou mudanças estruturais no futebol do país nas décadas seguintes.

1990: Camarões derruba a Argentina de Maradona

Na abertura da Copa da Itália, Camarões venceu a Argentina, então bicampeã mundial e liderada por Diego Maradona, por 1 a 0. Os africanos ainda terminaram a partida com dois jogadores expulsos e, mesmo assim, seguraram o resultado, embalando uma campanha que só terminou nas quartas de final.

2002: Senegal derruba a França campeã

Na abertura da Copa do Japão e Coreia do Sul, a estreante Senegal venceu a França, então detentora do título mundial e da Eurocopa, por 1 a 0. O gol de Pape Bouba Diop na estreia dos africanos se tornou um dos símbolos de zebra mais citados do futebol moderno, e a seleção senegalesa surpreendeu ainda mais ao avançar até as quartas de final naquela edição.

O padrão das zebras e o capítulo de 2026

Olhando para essas quatro zebras históricas, chama atenção o espaçamento entre elas: 16 anos separam 1950 de 1966, mais 24 anos separam 1966 de 1990, e outros 12 anos levam até a zebra de Senegal em 2002. Mesmo com intervalos irregulares, nenhum ciclo de quatro Copas seguidas ficou sem um resultado desse tamanho, o que sugere que o formato do Mundial reserva espaço estrutural para o imprevisível, independentemente da diferença técnica ou financeira entre as seleções.

Trinta e seis anos depois de Camarões, a Copa de 2026 já entrega dois capítulos para essa lista. Cabo Verde chegou ao mata-mata como a menor seleção já vista em fase eliminatória de uma Copa, e o Paraguai eliminou a Alemanha nos pênaltis para voltar às oitavas de final pela primeira vez desde 2010. Nenhuma delas tem, por ora, o mesmo peso simbólico do que Estados Unidos, Coreia do Norte ou Camarões fizeram em suas épocas, mas ambas reforçam que o formato do Mundial segue reservando espaço para o imprevisível.

Para acompanhar como o restante do torneio se organiza, o ranking histórico dos maiores campeões de Copas do Mundo ajuda a colocar em perspectiva o tamanho das seleções que costumam chegar longe, e serve de contraponto direto às zebras.

A retrospectiva completa de upsets históricos de Copas do Mundo, com detalhes de cada edição, está disponível no site oficial da FIFA. Mais análises e dados de esporte estão reunidos no hub de Análise & Dados.

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