A última vaga de semifinal da Copa do Mundo de 2026 só saiu depois de duas prorrogações, na noite deste sábado (11). Em Miami, a Inglaterra buscou o empate nos acréscimos do primeiro tempo e decidiu contra a Noruega logo no início do tempo extra, batendo os noruegueses por 2 a 1, conforme confirma o registro oficial da Fifa sobre a partida. Horas depois, em Kansas City, a Argentina precisou de gols de Julián Álvarez e Lautaro Martínez já na prorrogação para superar a Suíça por 3 a 1 e chegar, como atual campeã do mundo, à sua segunda semifinal seguida de Copa. Com os dois resultados, o quadro está fechado: a Inglaterra enfrenta a Argentina no dia 15 de julho, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Bellingham decide duas vezes e tira a Inglaterra do sufoco
Contra a Noruega, o time comandado por Thomas Tuchel sofreu para segurar o ímpeto escandinavo. Andreas Schjelderup abriu o placar aos 36 minutos, arriscando de fora da área em jogada iniciada por Martin Ødegaard. A Inglaterra só igualou nos acréscimos da etapa inicial, com Jude Bellingham, que voltou a balançar as redes logo aos três minutos do primeiro tempo da prorrogação: o goleiro Ørjan Nyland espalmou um chute de Morgan Rogers e o meio-campista aproveitou o rebote para empurrar a bola para o gol. Foi a quarta semifinal de Copa do Mundo da história inglesa, depois de 1966, 1990 e 2018, e a primeira desde a eliminação para a Croácia, há oito anos.
Argentina sofre, joga com um a mais e vira sobre a Suíça
Na outra chave, a Argentina abriu o placar cedo: Alexis Mac Allister cabeceou aos 10 minutos, em cobrança de escanteio de Lionel Messi. Os suíços buscaram o empate com Dan Ndoye aos 67 minutos, mas viram o jogo mudar de figura cinco minutos depois, quando o atacante Breel Embolo foi expulso por simulação, no seu segundo cartão amarelo, deixando a equipe com um a menos pelo restante da partida. Já na prorrogação, Julián Álvarez arriscou de fora da área, aos 112 minutos, para recolocar a Argentina em vantagem, e Lautaro Martínez ampliou nos minutos finais, fechando o placar em 3 a 1 e mandando a atual campeã à semifinal.
Com as duas partidas resolvidas, o chaveamento da Copa está completo. A outra semifinal, entre França e Espanha, já havia sido definida na sexta-feira e acontece um dia antes, no AT&T Stadium, em Arlington: os espanhóis chegaram lá após baterem a Bélgica com um gol nos acréscimos, enquanto os franceses vieram de uma campanha que passou pelo desafio diante do Marrocos nas quartas. Mais cobertura da fase eliminatória pode ser acompanhada no hub de Futebol do site.
Um clássico raro nas Copas: 28 anos sem confronto direto valendo vaga
O duelo entre ingleses e argentinos reacende uma rivalidade que carrega alguns dos capítulos mais lembrados da história das Copas, mas que anda rara dentro de campo. As seleções não se cruzam em uma fase eliminatória do Mundial desde 1998, quando a Argentina avançou nos pênaltis pelas oitavas de final, em jogo marcado pelo golaço de Michael Owen e pela expulsão de David Beckham: são 28 anos sem um confronto direto valendo vaga na Copa. O último encontro entre as duas seleções no torneio, de fato, foi um pouco mais recente, na fase de grupos de 2002, também com vitória inglesa, o que fecha 24 anos sem qualquer jogo entre elas em Mundiais. No retrospecto geral, a Inglaterra leva vantagem: venceu três vezes em tempo normal (1962, 1966 e 2002), contra um triunfo argentino em tempo normal (1986, o dia do gol da “mão de Deus” e do “gol do século” de Maradona) e a definição nos pênaltis de 1998.
Bicampeonato inédito em mais de 60 anos
A vitória sobre a Suíça também mantém viva outra artilharia. Se erguer o troféu em 19 de julho, a Argentina se tornará a primeira seleção a defender o título mundial com sucesso desde o bicampeonato do Brasil, em 1958 e 1962, feito que nenhuma outra seleção repetiu nos 64 anos seguintes. Antes de sonhar com Nova York, porém, Messi e companhia terão pela frente o desafio de romper o retrospecto recente diante dos ingleses e buscar a vaga na decisão em Atlanta, num duelo que promete reunir duas das principais forças ofensivas deste Mundial.



