Quantos títulos Alexander Zverev tem, afinal? O alemão soma 1 Grand Slam (Roland Garros de 2026), 7 Masters 1000 e 2 ATP Finals, retrospecto que ganhou peso novo depois que ele ultrapassou Carlos Alcaraz, lesionado, e assumiu a segunda posição do ranking da ATP. Zverev chegou a 8.480 pontos contra 8.160 do espanhol, uma diferença de apenas 320 pontos, atrás só do italiano Jannik Sinner, líder isolado com 13.450.
A troca de posições não nasceu de um resultado isolado. Zverev vinha de uma campanha sólida em Wimbledon, onde caiu na final para Sinner, enquanto Alcaraz não entra em quadra desde a lesão no punho sofrida em casa, em Barcelona, em meados de abril. Como o próprio site já mostrou, o espanhol já soma seis torneios perdidos por causa do problema físico, o que abriu espaço para o alemão somar pontos e escalar posições sem precisar bater Alcaraz em quadra.
Um retorno, não uma estreia
Diferentemente do que a repercussão do momento sugere, essa não é a primeira vez que Zverev respira ar rarefeito no topo do ranking. Ele já havia alcançado o número 2 do mundo em junho de 2022, seu melhor posto histórico antes desta semana, e chegou a ocupar a vaga novamente em maio de 2025. O que muda agora é o contexto: aos 29 anos, o alemão volta ao posto embalado pelo primeiro título de Grand Slam da carreira e por uma consistência que faltava nas temporadas anteriores.
A conta dos títulos grandes
Zverev conquistou Roland Garros em 2026 batendo o italiano Flavio Cobolli em cinco sets, depois de perder as três finais de Grand Slam anteriores, no US Open de 2020, na própria Roland Garros de 2024 e no Australian Open de 2025. “No fim do dia, somos campeões de Grand Slam agora, e é isso que importa”, disse o alemão sobre a equipe, em declaração destacada pela ATP Tour após o troféu em Paris. Some-se a isso os sete títulos de Masters 1000 e as duas conquistas do ATP Finals, em 2018 e 2021, e o retrospecto de Zverev nos torneios que mais pesam no ranking é um dos mais completos do circuito.
O dado que poucos repetem: a marca dos nove Masters 1000
Há ainda uma camada de história pouco explorada. Em março, na vitória sobre Arthur Fils em Indian Wells, Zverev completou semifinais em todos os nove torneios de Masters 1000 do calendário, feito que só outros quatro tenistas haviam cumprido desde que a série passou a existir nesse formato, em 1990: Rafael Nadal (fechou a lista em Xangai, 2009), Novak Djokovic (Paris, 2009), Roger Federer (Paris, 2010) e Andy Murray (Paris, 2015). Em 36 anos de Masters 1000, Zverev é o quinto a chegar a essa marca e o primeiro nascido a partir de 1990 a fazê-lo, segundo o site oficial da ATP. Não foi possível confirmar, com fontes independentes, um número fechado de “15 grandes títulos” que incluiria também Grand Slams, ATP Finals e Olimpíada nessa mesma sequência de semifinais, por isso o dado tratado aqui como verificado é especificamente o dos nove Masters 1000.
Alcaraz por perto, Sinner na frente
A vantagem de Zverev sobre Alcaraz é estreita o bastante para virar de novo na temporada de quadra dura na América do Norte, que começa nas próximas semanas. Sobre o rival que efetivamente distanciou-se na ponta, Sinner, o alemão não escondeu respeito depois da decisão de Wimbledon: “Ele ainda é o melhor jogador do mundo, eu acredito nisso”, afirmou na entrevista coletiva após a derrota em quatro sets que deu ao italiano o bicampeonato em Londres.
Zverev volta às quadras em busca de manter a posição diante de um calendário que só deve ficar mais disputado com o retorno de Alcaraz, ainda sem data confirmada. Por ora, o número 2 do mundo é dele, sustentado por um título de Grand Slam, sete Masters 1000, dois ATP Finals e uma coleção de semifinais que atravessa três décadas e meia de tênis.



