Kimi Antonelli venceu o GP da Bélgica neste domingo, em Spa-Francorchamps, e fez o que a etapa anterior já sinalizava: esticou ainda mais a vantagem na liderança do Mundial de Fórmula 1. Depois da corrida, décima do calendário de 22 provas da temporada 2026, o italiano da Mercedes abriu 45 pontos sobre o segundo colocado do campeonato, Lewis Hamilton, com 12 rodadas ainda por disputar.
A vitória não veio fácil. Antonelli caiu para a segunda posição após um pit stop feito pouco antes de um Virtual Safety Car no meio da prova, cedendo a ponta a Charles Leclerc. A resposta veio na volta 34: usando a velocidade em reta da Mercedes e o modo de ultrapassagem liberado pela proximidade de menos de um segundo, o piloto colou no rastro do Ferrari ao longo da reta Kemmel e completou a manobra limpa pouco antes da curva de Les Combes, retomando a liderança que não largaria mais até a bandeirada.
Leclerc cruzou a linha de chegada em segundo, a 1s952 do vencedor, enquanto Max Verstappen fechou o pódio em terceiro, já a mais de 11 segundos. Hamilton foi o quarto colocado, à frente de Oscar Piastri em quinto. Mais atrás, Gabriel Bortoleto terminou em oitavo pela Audi, um resultado sólido para o brasileiro na pista belga. Foi a sexta vitória de Antonelli na temporada, em seu segundo ano na F1, um número que por si só já mostra o tamanho do domínio construído desde março.
Do outro lado do garagem da Mercedes, o dia foi de frustração. George Russell abandonou logo na primeira volta, após um toque com Hamilton em Les Combes que o tirou de pista direto para a zona de brita. “É uma coisa atrás da outra, atrás da outra, atrás da outra. Não é bom o suficiente, em nenhum aspecto”, desabafou o britânico, que já vinha de um fim de semana ruim de classificação.
Antonelli, em contraste, comemorou o retorno ao topo do pódio. “É ótimo estar de volta ao degrau mais alto depois de algumas rodadas difíceis. Foi uma corrida disputada”, disse o piloto da Mercedes, em declaração à Fórmula 1 logo após a prova.
Com o resultado, a tabela do Mundial de pilotos ficou assim na ponta: Antonelli soma 204 pontos, Hamilton aparece em segundo com 159, Russell é o terceiro com 154 e Leclerc, apesar do pódio em Spa, só ocupa a quarta posição, com 126. A distância entre o líder e quem fez a segunda posição na pista neste domingo é ainda maior do que o recorte do campeonato sugere à primeira vista, já que Leclerc está 78 pontos atrás de Antonelli na tabela geral, conforme detalha o sistema de pontuação da categoria.
Fazendo as contas com a tabela de pontos em mãos, a vantagem de 45 pontos de Antonelli equivale a mais de seis corridas de cobertura mesmo no pior cenário possível para o italiano: se Hamilton vencesse e Antonelli ficasse em segundo em todas as etapas restantes, cada corrida reduziria a diferença em apenas 7 pontos, os que separam o 1º e o 2º lugar no grid de pontuação. A vantagem é tão ampla que o campeonato segue praticamente sob controle da Mercedes número 12, como já se desenhava na prévia publicada antes do fim de semana em Spa e reforçava a sequência de poles que credenciaram o italiano à ponta da tabela.
A Fórmula 1 não dá trégua. A próxima parada é o GP da Hungria, no Hungaroring, com pista liberada entre 24 e 26 de julho, apenas cinco dias após a bandeirada em Spa. Para Hamilton e Ferrari, o tempo de reação está cada vez mais curto.



