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Como funciona o playoff da NBA

Entenda o play-in, o mata-mata melhor de sete e por que times da repescagem raramente avançam nos playoffs da NBA.

por Lucas Ferreira 26 de julho de 2026 4 min de leitura
Jogadores da NBA disputam bola durante partida de playoff em quadra

Foto: Erik Drost, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

O playoff da NBA reúne 16 times, oito de cada conferência, num mata-mata de quatro rodadas até a coroação do campeão. Antes disso, porém, quatro equipes de cada lado do país ainda brigam pelas duas últimas vagas num torneio à parte, o play-in. É esse conjunto, play-in somado aos playoffs propriamente ditos, que define, entre abril e junho, quem ergue o troféu Larry O’Brien.

Ele envolve os times que terminam a temporada regular entre a 7ª e a 10ª colocação em cada conferência. Funciona assim: o 7º colocado enfrenta o 8º em jogo único, e quem vencer garante a vaga de 7º seed direto nos playoffs. Ao mesmo tempo, o 9º enfrenta o 10º, também em confronto único, só que eliminatório de verdade: quem perde essa partida está fora da temporada. O time que perdeu o duelo entre 7º e 8º ganha uma segunda chance e encara o vencedor do 9º x 10º numa partida decisiva pela última vaga, a de 8º seed. Quem perde esse terceiro jogo também está eliminado.

Essa briga só existe porque a liga reserva as seis primeiras posições de cada conferência para classificação direta, sem passar pela repescagem. É a temporada regular, com 82 jogos por equipe, que define tanto os seis classificados diretos quanto o grupo que disputa o play-in. Quem quiser saber quando a próxima leva de jogos começa pode conferir o calendário da temporada 2026-27 da NBA, período que antecede o próximo ciclo de play-in e playoffs.

Definidos os 16 classificados, o chaveamento é fixo e não muda conforme os resultados dentro de cada rodada: o 1º enfrenta o 8º, o 2º pega o 7º, o 3º joga contra o 6º e o 4º mede forças com o 5º. Cada confronto, do primeiro round à final de conferência, é decidido em série melhor de sete jogos, com o time de campanha superior mandando quatro das sete partidas possíveis (jogos 1, 2, 5 e 7). Vencer quatro jogos garante a vaga na rodada seguinte; perder quatro tira o time da disputa.

Depois da primeira rodada vêm as semifinais de conferência, ainda no formato melhor de sete. Os times que sobrarem de cada lado do país avançam às finais de conferência, também melhor de sete, para descobrir quem representa o Leste e quem representa o Oeste na decisão. Em 2026, o play-in está previsto para o período de 14 a 17 de abril, com os playoffs abrindo logo na sequência.

A grande final, batizada de Finais da NBA, repete a mesma lógica: melhor de sete, mandante definido pela campanha geral entre os dois finalistas. O time que fechar quatro triunfos primeiro é declarado campeão, sem bônus por sequência de vitórias ou qualquer outro critério. Para quem vem de outras modalidades, vale a comparação feita pela CNN Brasil: a primeira rodada dos playoffs equivale, na prática, às oitavas de final de um torneio eliminatório comum.

Passar pelo play-in custa caro nos anos seguintes. Um levantamento feito a partir do histórico oficial da NBA mostra que, desde a temporada 2020-21, a primeira com o formato atual de quatro times por conferência, apenas 3 das 20 equipes que chegaram aos playoffs pela repescagem venceram sua série de primeira rodada, uma taxa de 15%. Os únicos casos foram Miami Heat e Los Angeles Lakers, ambos em 2023 (o Heat, inclusive, chegou até a final daquela temporada), e Golden State Warriors, que derrubou o Houston Rockets em sete jogos na primeira rodada de 2025. Nos outros 17 casos, o representante do play-in caiu logo na estreia dos playoffs.

Esse número ajuda a explicar por que comissões técnicas enxergam o play-in como obstáculo, raramente como trampolim. Chegar aos playoffs pela porta dos fundos reduz bastante as chances de avançar mais de uma rodada. Ainda assim, os exemplos de Heat, Lakers e Warriors mostram que a régua não é implacável: uma equipe bem armada consegue transformar a repescagem em rampa de lançamento para uma campanha longa.

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Sobre o autor

Lucas Ferreira

Analista esportivo especializado em tática e dados. Cobre futebol, basquete e automobilismo, traduzindo números em leitura de jogo.

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