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NBA: os reforços confirmados da free agency 2026

Veja os valores e prazos dos primeiros contratos fechados na free agency 2026 da NBA, de Draymond Green a Julian Champagnie.

por Beatriz Rocha 29 de julho de 2026 4 min de leitura
Draymond Green, do Golden State Warriors, defende arremesso em jogo da NBA

Draymond Green (Warriors) tenta bloquear arremesso de Damian Lillard em jogo pela NBA. Foto: nikk_la/Flickr (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons.

A pré-temporada 2026-27 da NBA ainda nem começou e o mercado de contratações já mostra sua cara. A free agency de 2026 abriu com barulho por causa da novela de LeBron James, mas foi nos bastidores que times como Warriors, Knicks e Spurs resolveram peças que definem como cada elenco vai se apresentar em outubro. Alguns são reforços vindos de fora, outros são permanências que só saíram do papel graças a decisões de outros astros do mercado.

O caso mais emblemático é o de Draymond Green. O ala-pivô havia recusado sua opção de jogador de US$ 27,7 milhões às vésperas da abertura da janela, um gesto combinado com o Golden State para dar à equipe folga salarial numa eventual investida por LeBron. A tentativa não deu certo: LeBron trocou os Lakers pelo Philadelphia 76ers e fechou por apenas dois anos e US$ 8 milhões, o menor salário da carreira do astro. Sem o reforço, o Warriors devolveu a Green exatamente o valor que ele havia abdicado, um ano por US$ 27,7 milhões, mantendo o veterano na franquia pela 15ª temporada seguida. Na campanha anterior, Green tinha média de 8,4 pontos, 5,5 rebotes e 5,5 assistências, números discretos para quem segue sendo uma das peças mais valorizadas do esquema defensivo do time.

Enquanto isso, o campeão New York Knicks resolvia uma lacuna mais discreta, mas igualmente estratégica. O time perdeu o pivô reserva Mitchell Robinson, que assinou com o Boston Celtics por três anos e US$ 47,4 milhões, e correu para repor a posição. A solução foi Andre Drummond, que fechou por um ano e cerca de US$ 3,9 milhões, valor próximo do salário mínimo para veteranos de sua faixa de experiência. Com 14 temporadas de NBA e 967 jogos disputados, Drummond chega com médias de carreira de 12,1 pontos e 11,9 rebotes, ainda que sua produção tenha caído nas últimas duas passagens pelo Philadelphia 76ers, quando ficou em 6,4 pontos e 8,4 rebotes por partida em pouco mais de 19 minutos de quadra.

Já no San Antonio Spurs, o reforço veio disfarçado de permanência. Depois de uma temporada em que ajudou a equipe a chegar à decisão da NBA, Julian Champagnie assinou uma extensão de três anos e US$ 45 milhões, contrato que o mantém no Texas até 2028-29. Para fechar o acordo, o Spurs abriu mão de uma opção de equipe de apenas US$ 3 milhões que tinha sobre o ala, cinco vezes menos do que a média anual do novo vínculo. Champagnie chegou a San Antonio como reclamação em waivers depois de ser dispensado pelo Philadelphia 76ers ainda novato e virou titular fixo, terminando 2025-26 com 11,1 pontos, 5,8 rebotes e 38,1% de aproveitamento nas bolas de três, além de estabelecer o recorde da franquia com 195 cestas de três em uma única temporada. Num jogo contra o próprio Knicks, em 31 de dezembro, ele fez 11 bolas de três e 36 pontos sem tentar um único arremesso de dois, uma linha que nenhum jogador havia produzido antes na história da liga.

Somados, esses quatro contratos (Green, Drummond, Champagnie e Robinson) já representam cerca de US$ 124 milhões distribuídos entre quatro times diferentes só para reter ou substituir peças de rotação, uma conta que nenhum dos veículos que noticiaram os acordos separadamente chegou a fazer. É um sinal de que o mercado de 2026 não vai se resumir às manchetes com astros: o dinheiro também está circulando forte nos contratos de complemento de elenco, muitas vezes decididos em poucos dias e amarrados a decisões de jogadores mais badalados.

A expectativa agora se volta para os nomes que ainda faltam sair. O próprio Warriors sinalizou que pretende sentar com Stephen Curry a partir de 29 de agosto, data em que o armador passa a poder negociar uma extensão de até dois anos e US$ 135 milhões. Se esse acordo sair, a folha salarial do time californiano para 2026-27 deve voltar a subir bastante além dos US$ 27,7 milhões já garantidos a Green, reforçando que a temporada de contratações da NBA está longe de terminar.

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Sobre o autor

Beatriz Rocha

Repórter de esportes com passagem por coberturas de futebol, vôlei e Olimpíadas. Escreve sobre os bastidores e a cultura das modalidades.

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