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Avancini disputa hoje a prova de estrada do Mundial

Aos 36 anos, o brasileiro estreia na prova de estrada do Mundial de Ciclismo em Montreal, palco do retorno do evento ao Canadá 52 anos depois de 1974.

por Lucas Ferreira 27 de setembro de 2026 3 min de leitura
Henrique Avancini sorridente, segurando medalha de ouro, vestindo camisa arco-íris de campeão mundial diante da bandeira do Brasil (Foto de arquivo: Avancini como campeão mundial de MTB Marathon em 2018, não da prova de estrada de hoje em Montreal.)

Foto de arquivo: Avancini como campeão mundial de MTB Marathon em 2018, não da prova de estrada de hoje em Montreal. (Foto: MicheleMondini.com (upload: Guilherme.Rosindo) CC BY-SA 4.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Henrique_Avancini.jpg)

Neste domingo, 27 de setembro, Henrique Avancini enfrenta 273,7 quilômetros de percurso e 3.803 metros de ganho de elevação na prova de estrada elite masculina do Mundial de Ciclismo, disputada em Montreal, no Canadá. A largada acontece em Brossard, subúrbio ao sul da cidade, e o pelotão soma doze voltas no circuito final de Mont Royal antes de cruzar a linha de chegada.

A etapa de hoje reúne, em um único dia, a estreia de Avancini na prova de estrada e o retorno do Mundial ao Canadá depois de mais de cinco décadas. É a primeira vez do brasileiro nessa distância em um Campeonato Mundial de ciclismo de estrada; aos 36 anos, ele chega ao Canadá depois de construir toda a trajetória internacional em outra modalidade, o mountain bike.

Mont Royal, o desenho da prova

Cada uma das doze voltas do circuito final soma 13,4 quilômetros e 269 metros de subida. As rampas da Voie Camillien-Houde e da Chemin de la Polytechnique passam de 11% de inclinação em alguns trechos, repetidas até a chegada, marcada na Avenue du Parc.

Uma segunda carreira aos 36 anos

Depois de um ano sabático em 2024, Avancini migrou para o ciclismo de estrada em 2025, já aos 36 anos de idade. “Já tenho meus 36 anos e talvez ninguém tenha debutado na modalidade tão velho. É um grande desafio”, afirmou o brasileiro ao Lance!.

“Voltei a me sentir como um júnior, é desafiador, principalmente para a mente, mas tem sido um momento de muito crescimento e aprendizado”, completou o ciclista, sobre a adaptação ao pelotão de estrada.

O que o contrarrelógio já mostrou

No contrarrelógio individual, disputado em 20 de setembro, sete dias antes da prova de estrada, Avancini teve sua primeira participação em um Mundial de estrada e terminou em 39º lugar. Os números mostram a distância que ainda separa o estreante do topo do pelotão nessa modalidade:

  • Henrique Avancini: 39º lugar, com tempo de 49min22s18
  • Remco Evenepoel, campeão: 44min53s13
  • Diferença entre os dois: 4min29s05

Evenepoel confirmou assim o tetracampeonato mundial consecutivo contra o relógio, resultado que a delegação brasileira acompanhou de perto no contrarrelógio que antecedeu a estreia de Avancini na prova de estrada.

Passado o contrarrelógio, a atenção agora se volta para a prova de estrada.

Montreal, palco histórico

A UCI (Union Cycliste Internationale) descreve o Mundial de Montreal 2026 como o maior evento esportivo da cidade desde os Jogos Olímpicos de Verão de 1976, reunindo cerca de 1.000 ciclistas em 13 provas ao longo da semana de competições. A edição marca o retorno do campeonato ao Canadá 52 anos depois de 1974, quando a cidade sediou a primeira edição do Mundial de estrada realizada fora da Europa.

O país só voltou a receber a prova em 2003, na cidade de Hamilton, 29 anos depois da edição de Montreal. Passaram-se 23 anos entre aquela etapa e o retorno do Mundial a solo canadense em 2026. Isso faz de 2026 a terceira vez do Canadá como sede do Mundial de estrada e a segunda de Montreal.

Cinco brasileiros em Montreal

O Brasil leva cinco atletas à cidade canadense, três homens e duas mulheres, distribuídos em quatro categorias do Mundial. Henrique Avancini disputa a elite masculina, Tota Magalhães está na elite feminina, Henrique Bravo compete no sub-23 masculino, Bruno Octávio da Silva integra o júnior masculino e Maitê Coelho da Silva fecha a lista no júnior feminino.

A mesma lógica de números decisivos guiou outro levantamento da editoria Análise & Dados, que mostrou como a Copa de 2026 fechou as quartas com a maior média de gols desde 1970, em outro recorte estatístico do calendário esportivo.

Da trilha para o asfalto

Antes de migrar para o asfalto, Avancini somou 12 temporadas como profissional de mountain bike. Ele encerrou essa fase como bicampeão mundial de MTB Marathon, título conquistado pela segunda vez em 2023.

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Sobre o autor

Lucas Ferreira

Analista esportivo especializado em tática e dados. Cobre futebol, basquete e automobilismo, traduzindo números em leitura de jogo.

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