terça-feira, 28 de julho de 2026 ÚltimasDjokovic sobe ao 5º do ranking da ATP sem jogar
AnúncioAnuncie na Hora do Esporte
Últimas
Análise & Dados

Copa de 2026 fecha as quartas com a maior média de gols desde 1970; veja a conta completa

A Copa de 2026 chega às quartas com 292 gols em 100 jogos, média de 2,92 por partida, a maior desde 1970; veja a conta e o recorde de Messi.

por Beatriz Rocha 12 de julho de 2026 3 min de leitura
Copa de 2026 fecha as quartas com a maior média de gols desde 1970; veja a conta completa

Foto: Mtenaespinoza, licença CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

A Copa do Mundo de 2026, disputada com 48 seleções pela primeira vez, chega ao intervalo entre quartas de final e semifinais como a edição mais ofensiva do torneio em mais de cinco décadas. Somando os resultados de todos os jogos disputados até 11 de julho, quando Espanha e Bélgica fecharam a última vaga das quartas, a competição soma 292 gols em 100 partidas: uma média de 2,92 gols por jogo, a maior desde a Copa do México, em 1970.

A conta é simples de reproduzir, e é ela que sustenta esta reportagem. As estatísticas oficiais da FIFA registram 280 gols em 96 jogos disputados até o fim das oitavas de final, em 9 de julho, média de 2,92 gols por partida. Faltava somar as quatro quartas de final, concluídas em 11 de julho: França 2 x 0 Marrocos, Espanha 2 x 1 Bélgica, Inglaterra 2 x 1 Noruega (na prorrogação) e Argentina 3 x 1 Suíça (também na prorrogação). Juntas, essas quatro partidas somaram 12 gols. Basta somar 280 + 12, o que dá 292 gols, e dividir pelo número total de jogos, 96 + 4, ou seja, 100. O resultado de 292 dividido por 100 é 2,92 gols por partida, exatamente a mesma média registrada ao fim das oitavas: o ritmo ofensivo do mata-mata acompanhou o da fase de grupos, sem cair.

O comparativo com as duas edições anteriores mostra a dimensão do salto. Na Copa de 2022, no Catar, foram 172 gols em 64 jogos: 172 dividido por 64 resulta em 2,69 gols por partida. Na Copa de 2018, na Rússia, 169 gols em 64 jogos deram uma média de 2,64. Parte da diferença se explica pelo novo formato: o salto de 32 para 48 seleções ampliou o calendário em 40 jogos, criando mais chances de gol ao longo do torneio. Ainda assim, a média por partida de 2026 é superior à das duas edições de 32 times, o que indica um torneio mais ofensivo jogo a jogo, não apenas mais longo.

Para encontrar uma média maior, é preciso voltar a 1970, no México: foram 95 gols em 32 jogos, o equivalente a 2,97 gols por partida, uma das Copas mais ofensivas já disputadas. Se o ritmo se mantiver nas semifinais e na decisão, a edição de 2026 tem chance real de encostar ou até superar essa marca de 56 anos. Outras peças da nossa cobertura de Análise & Dados têm acompanhado esse tipo de número ao longo do torneio, e o restante dos resultados do mata-mata pode ser conferido no hub de Futebol do Ahora do Esporte.

O outro recorde consolidado nesta reta final é individual. Lionel Messi chegou a 21 gols acumulados em Copas do Mundo, tornando-se o maior artilheiro da história do torneio, à frente do alemão Miroslav Klose, que fechou a carreira com 16 gols (o ranking histórico completo de artilheiros de Copas foi detalhado em outra reportagem do Ahora do Esporte). Só na edição de 2026, Messi soma 8 gols, o mesmo número do francês Kylian Mbappé, seu principal concorrente na artilharia da competição. O argentino não balançou as redes na vitória sobre a Suíça nas quartas de final, decidida por Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Lautaro Martínez na prorrogação.

Nem todo número badalado nesta Copa resistiu à checagem. Uma sequência de minutos sem sofrer gol atribuída ao goleiro espanhol Unai Simón circulou com marcas bem diferentes entre si, sem convergência sobre o total exato até o gol que encerrou a invencibilidade diante da Bélgica. Diante da divergência, esta reportagem optou por não fechar esse número e manter o foco na conta que resiste à checagem: os 292 gols em 100 jogos que, até aqui, fazem de 2026 a Copa mais ofensiva em mais de meio século.

B
Sobre o autor

Beatriz Rocha

Repórter de esportes com passagem por coberturas de futebol, vôlei e Olimpíadas. Escreve sobre os bastidores e a cultura das modalidades.

Ver todos os artigos de Beatriz Rocha →
AnúncioAnuncie na Hora do Esporte