A tcheca Karolina Muchova derrotou a americana Coco Gauff por 6-2, 1-6, 7-6(12-10) nesta quinta-feira (9/7), em uma semifinal de quase três horas que só se decidiu depois de Muchova salvar um match point no tie-break final. O resultado garante a Muchova sua primeira final de Wimbledon (a segunda de Grand Slam na carreira, depois de Roland Garros 2023) e monta uma decisão histórica: pela primeira vez a Grã-Bretanha vai receber uma final 100% tcheca no tênis feminino de Wimbledon, já que a compatriota Linda Noskova avançou horas antes ao bater a ucraniana Marta Kostyuk por 6-4, 6-4.
A virada e o match point salvo no tie-break
Muchova dominou o primeiro set com variação de bolas e trocas curtas na rede, fechando em 6-2. Gauff respondeu à altura no segundo set, impondo seu ritmo de fundo de quadra e devolvendo o placar com um contundente 6-1. O terceiro set foi equilibrado do primeiro ao último game, sem quebras de serviço decisivas, até desembocar em um tie-break tenso. Gauff chegou a construir um match point quando servia em vantagem no tie-break, mas viu Muchova responder com uma devolução agressiva de linha de fundo para salvar o ponto. A tcheca engatou uma sequência de pontos consecutivos e fechou a parcial em 12 a 10, completando a virada psicológica depois de quase três horas de partida em Centre Court.
É a primeira vez que Muchova chega a uma final em Wimbledon, torneio em que seu melhor resultado anterior era a semifinal. A vitória também reforça a temporada consistente da tcheca em grama, área do jogo em que seu repertório de voleios e slices costuma render dividendos, mesmo diante de uma adversária com o alcance físico e a potência de fundo de Gauff.
Noskova avança com o saque em alta voltagem
Na outra semifinal, disputada mais cedo no mesmo dia, Linda Noskova bateu Marta Kostyuk por 6-4, 6-4 apoiada sobretudo no saque, que funcionou como arma decisiva para evitar longas trocas de bola contra uma adversária conhecida pela consistência. Com o resultado, Noskova carimba sua primeira final de Grand Slam na carreira e chega a Wimbledon embalada por uma campanha que a colocou entre as tenistas em maior ascensão do circuito em 2026.
O confronto direto entre as duas finalistas é ainda recente: Muchova e Noskova se enfrentaram uma única vez no circuito, na terceira rodada do US Open de 2025, quando Muchova levou a melhor por 6-7(5), 6-4, 6-2 em uma partida disputada em quadra dura. Será, portanto, o primeiro duelo das duas em uma quadra de grama, o que deixa a decisão de sábado ainda mais imprevisível.
Uma dobradinha tcheca rara na história do torneio
Duas tenistas tchecas chegarem juntas à semifinal de Wimbledon é um feito que não se via desde 2014, quando Petra Kvitova e Lucie Safarova protagonizaram um confronto direto pela vaga na decisão, vencido por Kvitova a caminho do título daquele ano. Doze anos depois, Muchova e Noskova não apenas repetiram a proeza de emplacar duas representantes do país entre as quatro melhores, como avançaram juntas até a final, algo inédito na história do evento. A campanha reforça a tradição do tênis tcheco na grama londrina, que já teve nomes como a própria Kvitova, bicampeã do torneio, e mais atrás Jana Novotna e Martina Navratilova.
Com os dois resultados de quinta-feira, a chave feminina está definida: Muchova e Noskova decidem o título neste sábado (11/7), um dia antes da final masculina, que tem Jannik Sinner e Novak Djokovic entre os favoritos após a rodada de semifinais que A Hora do Esporte já cobriu por aqui. A trajetória de Muchova e Noskova até a decisão pode ser revista na cobertura das quartas de final, quando o quadro de semifinalistas foi definido. Mais detalhes oficiais da partida entre Muchova e Gauff estão disponíveis no site da WTA.



