Quem tem mais títulos de Grand Slam no tênis masculino é o sérvio Novak Djokovic, dono de 24 troféus conquistados entre Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open. Esse número vale tanto como recorde histórico quanto como recorde da Era Aberta, o período profissional iniciado em 1968, porque nenhum tenista da era amadora chegou perto dessa marca entre os homens. Já no tênis feminino a resposta muda conforme o recorte escolhido: a australiana Margaret Court segue como a maior campeã de todos os tempos, com 24 títulos somando amadorismo e profissionalismo, enquanto a americana Serena Williams é quem mais venceu Grand Slams dentro da Era Aberta, com 23.
A distinção importa porque nem todo mundo competiu sob as mesmas regras. Até 1968, torneios como Wimbledon e o Aberto da Austrália aceitavam só amadores, e Court construiu boa parte da sua coleção justamente nesse período. A Era Aberta uniu amadores e profissionais numa competição só, e é dentro dela que Serena estabeleceu seu recorde, sem nunca alcançar o total histórico de Court.
Veja como fica o ranking consolidado dos maiores vencedores de Grand Slam em simples, considerando toda a história de cada circuito:
| Pos. | Tenista (masculino) | País | Títulos de Grand Slam |
|---|---|---|---|
| 1º | Novak Djokovic* | Sérvia | 24 |
| 2º | Rafael Nadal | Espanha | 22 |
| 3º | Roger Federer | Suíça | 20 |
| 4º | Pete Sampras | Estados Unidos | 14 |
| 5º | Roy Emerson | Austrália | 12 |
| 6º | Rod Laver | Austrália | 11 |
| 6º | Björn Borg | Suécia | 11 |
*Djokovic segue em atividade em 2026.
| Pos. | Tenista (feminino) | País | Títulos de Grand Slam |
|---|---|---|---|
| 1º | Margaret Court | Austrália | 24 |
| 2º | Serena Williams | Estados Unidos | 23 |
| 3º | Steffi Graf | Alemanha | 22 |
| 4º | Helen Wills Moody | Estados Unidos | 19 |
| 5º | Chris Evert | Estados Unidos | 18 |
| 5º | Martina Navratilova | Estados Unidos/Tchecoslováquia | 18 |
| 7º | Billie Jean King | Estados Unidos | 12 |
| 8º | Maureen Connolly | Estados Unidos | 9 |
| 8º | Monica Seles | Iugoslávia/Estados Unidos | 9 |
Court também guarda outra marca que reforça sua dominância: são 11 títulos conquistados só no Australian Open, o maior número de troféus de um mesmo tenista em um único Grand Slam, conforme mostra o levantamento de recordes do tênis mundial mantido pelo TenisBrasil. Nenhum outro nome das duas tabelas acima tem tantos títulos concentrados numa única quadra.
No masculino, a disputa segue em aberto em 2026. Djokovic tentou ampliar sua marca no Australian Open e caiu na final para Carlos Alcaraz, que completou o Grand Slam de carreira aos 22 anos. Em Roland Garros, quem levantou o troféu foi Alexander Zverev, também pela primeira vez na carreira. Djokovic segue estacionado nos 24 títulos desde o US Open de 2023, e cada ponto somado nesta temporada ainda conta para a disputa da ATP Race to Turin, a corrida que define os classificados ao torneio dos campeões no fim do ano.
Um dado que raramente aparece pronto nas listas de recordes: o topo histórico feminino não muda há muito tempo. Court venceu seu 24º e último Grand Slam em 1973. Já são 53 anos sem que ninguém, homem ou mulher, supere essa marca; Djokovic apenas a igualou em 2023 e não conseguiu ir além até hoje. Some-se a isso outro detalhe calculado a partir das duas tabelas: dos 16 nomes que aparecem nelas, só um ainda joga profissionalmente, o próprio Djokovic. Todos os demais, de Nadal e Federer a Court e Serena, já encerraram a carreira.
Essa escassez ajuda a explicar por que um título de Grand Slam pesa tanto no currículo de qualquer tenista, mesmo os mais talentosos. Especialistas ouvidos pela imprensa esportiva já apontaram que um prospecto badalado como João Fonseca ainda está muito longe de conquistar seu primeiro grande título, dada a exigência física e mental de vencer sete rodadas seguidas numa única quinzena de Slam.
Enquanto isso não muda, os números de Djokovic, Court e Serena seguem como referência obrigatória sempre que a pergunta voltar a aparecer nas buscas: afinal, quem tem mais títulos de Grand Slam no tênis, no masculino e no feminino, com ou sem a era amadora contabilizada.



