Sinner bateu Zverev em quatro sets na decisão de Wimbledon 2026 e revalidou o título pela segunda vez seguida, chegando ao seu quinto Grand Slam de carreira. O troféu reacende uma pergunta recorrente entre torcedores de tênis: afinal, quantos Slams cada um dos dois maiores nomes da nova geração já tem no currículo. A resposta, hoje, ainda favorece o espanhol Carlos Alcaraz.
Alcaraz soma sete títulos de Slam: US Open de 2022, Wimbledon de 2023, Roland Garros de 2024, Wimbledon de 2024, Roland Garros de 2025, US Open de 2025 e Australian Open de 2026. Sinner tem cinco: Australian Open de 2024, US Open de 2024, Australian Open de 2025, Wimbledon de 2025 e agora Wimbledon de 2026. A vantagem espanhola é de dois majors, mesmo com o italiano tendo vencido a última grande decisão direta entre os dois, justamente em Wimbledon do ano passado.
A diferença de idade nos primeiros troféus ajuda a entender o cenário. Alcaraz tinha 19 anos quando levantou o US Open de 2022, feito que também o tornou o número 1 mais jovem da história do ranking ATP naquele momento. Sinner só chegou ao primeiro Slam aos 22 anos, no Australian Open de 2024, quando superou Daniil Medvedev numa virada depois de estar dois sets abaixo. Já em fevereiro deste ano, aos 22 anos e 272 dias, Alcaraz fechou o Grand Slam de carreira ao vencer o Australian Open sobre Novak Djokovic. Superou, assim, a marca de precocidade que pertencia a Rafael Nadal, campeão dos quatro majors aos 24 anos e 101 dias, recorde que havia resistido por 16 temporadas.
Nas quadras, o confronto direto também pende para o espanhol. Ele lidera o retrospecto geral por 10 vitórias a 7 em dezessete partidas disputadas no circuito, incluindo a decisão do Masters 1000 de Monte Carlo deste ano, vencida pelo italiano. Um dado mais fino, porém, está nas finais de Slam especificamente: os dois já se cruzaram três vezes decidindo um major, e o espanhol venceu duas. Ele levou Roland Garros de 2025 numa maratona de mais de cinco horas, a mais longa da história do torneio, depois de o italiano desperdiçar três match points no quarto set. Também faturou o US Open do mesmo ano, cedendo apenas o segundo set no caminho ao título em quatro parciais. A única quebra da sequência aconteceu em Wimbledon de 2025, quando Sinner interrompeu uma série de 24 vitórias seguidas de Alcaraz e conquistou o primeiro título dele na grama londrina, por 4 sets a 6, 6 a 4, 6 a 4 e 6 a 4. Na grama, aliás, é o único piso em que o italiano tem vantagem no retrospecto contra o rival.
Wimbledon 2026 não ganhou um novo capítulo da rivalidade porque Alcaraz ficou de fora do torneio, lesionado no punho direito, desfalque que já soma seis torneios perdidos nesta temporada. Sem o espanhol na chave, Sinner encontrou Zverev na final e resolveu em quatro sets, ampliando para dez o número de vitórias seguidas sobre o alemão, que não vence o italiano desde o US Open de 2023. O próximo capítulo direto entre os dois deve esperar o fim da temporada de grama, com o saibro americano e o US Open no horizonte da segunda metade do calendário, torneio em que Alcaraz defende o título conquistado em 2025 e Sinner tenta reduzir a distância na contagem geral de Slams.
Por ora, o placar de majors favorece o espanhol, mas o italiano segue como o único rival capaz de tirar o sono de Alcaraz nas decisões grandes. A temporada de 2026 ainda reserva pelo menos dois majors para os dois medirem forças outra vez, e cada novo confronto tende a mexer nesses números.



