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Turquia bate o Brasil de virada e é bicampeã da VNL

Turquia vira o jogo, vence o Brasil por 3 sets a 1 em Macau e conquista o bicampeonato da Liga das Nações de vôlei feminino.

por Beatriz Rocha 27 de julho de 2026 4 min de leitura
Jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei comemoram conquista de medalha olímpica, em foto de arquivo sem relação com a partida contra a Turquia

Foto: Christopher Johnson, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons (seleção brasileira comemora ouro olímpico em Londres 2012; imagem de arquivo, não é do jogo da final contra a Turquia)

A seleção brasileira feminina de vôlei esbarrou de novo na Turquia numa decisão da Liga das Nações. Neste domingo (26), em Macau, na China, o time comandado por José Roberto Guimarães perdeu por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 23/25, 24/26 e 21/25, e ficou outra vez com a prata da competição.

O primeiro set indicava um caminho diferente. O Brasil abriu vantagem de cinco pontos na reta final do período, chegou a 23 a 18 e fechou em 25 a 23, com Ana Cristina anotando 8 pontos só naquela parcial. A resposta turca veio no set seguinte: depois de um trecho de equilíbrio, as europeias buscaram a virada e venceram por 25 a 23. No terceiro set, disputado ponto a ponto desde o início, Melissa Vargas assumiu o comando e converteu dez de seus pontos ali, fechando o 26 a 24 que colocou a Turquia à frente pela primeira vez na partida. O quarto set começou com abertura de sete pontos das turcas. O Brasil ainda buscou o empate em 19 a 18, com Rosamaria Montibeller e Ana Cristina no comando daquele trecho, mas viu a opositora cubana naturalizada turca fechar o placar em 25 a 21.

Com o resultado, a Turquia chegou ao seu segundo título da VNL feminina, repetindo o ouro conquistado em 2023, quando bateu a China na decisão. Melissa Vargas, eleita MVP das duas campanhas vitoriosas, converteu 33 pontos na final deste domingo, a maior pontuação individual já registrada numa decisão da competição, superando os 26 pontos que ela mesma havia feito na final de três anos atrás. Foi também a terceira vez que as turcas chegam a uma decisão de VNL, considerando o ouro de 2023 e este segundo título.

Para o Brasil, o resultado carrega outro peso. Essa foi a quinta vez que a seleção termina a competição com a prata, repetindo o que já havia acontecido em 2019, 2021, 2022 e 2025. O ouro segue inédito para as brasileiras.

Ainda emocionada, a líbero e capitã da Turquia, Gizem Orge, resumiu o momento à VBTV logo depois da partida: “Foi um jogo muito difícil e quero parabenizar o Brasil, a luta deles foi incrível. Joguei com uma dor muito grande no joelho, mas estou muito orgulhosa de todo mundo que se dedicou por essa equipe”, disse a jogadora, em tradução livre da fala original em inglês.

Do lado brasileiro, a oposta Rosamaria Montibeller falou à SporTV e evitou o tom de lamento. “Somos uma grande equipe e demonstramos isso hoje também. Não é fácil estar aqui nessa final. Poderíamos ter jogado melhor, mas tenho orgulho da nossa entrega e de como o grupo jogou hoje”, disse. Sobre o ouro que ainda não veio, completou: “Eu tenho fé que esse ouro ele vai chegar num grande momento, sabe? O mais importante é a nossa postura dentro de quadra e é dessa maneira que vamos conseguir conquistar grandes coisas”.

Antes de esbarrar de novo na Turquia, o Brasil precisou superar duas provações na chave. Nas quartas de final, a seleção buscou a virada contra o Japão e avançou para pegar a Itália, atual tricampeã da VNL, que caiu diante das brasileiras no tie-break da semifinal. Do outro lado da chave, a Turquia passou pelo Canadá nas quartas e depois atropelou a China por 3 sets a 0, alcançando sua terceira final na história do torneio.

A partida deste domingo teve outro detalhe curioso. Ana Cristina, ponteira de 22 anos, foi a maior pontuadora do Brasil com 25 pontos, incluindo três bloqueios e dois aces, seguida por Rosamaria Montibeller com 19 e Julia Bergmann com 15. Do lado turco, além de Vargas, se destacaram Hande Baladin, com 19 pontos, e Ilkin Aydin, com 15. Nos números gerais de ataque e saque, as duas seleções terminaram praticamente empatadas, com 61 acertos ofensivos e sete aces cada uma, um reflexo do equilíbrio que os quatro sets mostraram em quadra.

Cobertura detalhada dos lances da decisão pode ser conferida no relato completo do jogo, com a análise do desempenho de cada seleção, assim como no retrospecto histórico das cinco finais perdidas pelo Brasil na competição.

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Sobre o autor

Beatriz Rocha

Repórter de esportes com passagem por coberturas de futebol, vôlei e Olimpíadas. Escreve sobre os bastidores e a cultura das modalidades.

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