Zverev vai à quadra central de Wimbledon neste domingo (12/07) com a missão de fazer algo que não consegue desde 2023: vencer Jannik Sinner. O alemão garantiu vaga na decisão ao derrotar o wildcard local Arthur Fery por 7-6(0), 6-2 e 6-4 na semifinal de sexta-feira (10/07), enquanto o italiano, atual campeão, avançou ao bater Novak Djokovic por 6-4, 6-4 e 6-4. Será o 15º confronto entre os dois na carreira, e apenas o segundo em uma final de Grand Slam, depois do Aberto da Austrália de 2025, quando Sinner também levou a melhor.
Dois caminhos até a decisão
Sinner chega embalado por uma sequência de 13 jogos seguidos invicto em Wimbledon, contando o título do ano passado e a campanha atual. Pelo caminho, o italiano precisou escapar de um sufoco logo na estreia, quando ficou dois sets a um atrás diante de Miomir Kecmanovic antes de reagir; desde então, encadeou 17 sets consecutivos vencidos no torneio. A vitória sobre Djokovic na semifinal ainda teve gosto especial de revanche, depois de o sérvio ter eliminado o número 1 do mundo nas semifinais do Aberto da Austrália deste ano. Zverev, por sua vez, vive a melhor fase da carreira: chega embalado pelo título inédito em Roland Garros no mês passado e folga uma marca de 18 vitórias em 19 partidas de Grand Slam somente em 2026. Com a vitória sobre Fery, o alemão se tornou o primeiro tenista de seu país a alcançar uma final de Wimbledon desde Boris Becker, em 1995.
O retrospecto que pesa contra o alemão
Se a temporada favorece Zverev, o histórico direto dos dois é um obstáculo e tanto. Sinner lidera o confronto direto por 10 vitórias a 4 e venceu as últimas nove partidas seguidas entre eles, quatro delas só neste ano, incluindo o próprio Aberto da Austrália de 2025. A última vitória do alemão sobre o italiano remonta ao US Open de 2023, praticamente dois anos atrás. É esse número, mais do que o desempenho recente de cada um na temporada, que projeta Sinner como favorito para a decisão de domingo, segundo o retrospecto divulgado pela ATP Tour.
Duas relações distintas com as finais de Slam
Colocando lado a lado o histórico de cada um em decisões de Grand Slam antes deste domingo, o contraste ajuda a explicar por que Sinner entra em quadra como favorito mesmo diante de um adversário fisicamente mais forte no momento. O italiano soma seis finais de major disputadas, com saldo de quatro vitórias e duas derrotas, todas diante de Carlos Alcaraz. Zverev, até a conquista de Roland Garros, vinha de três finais perdidas seguidas (US Open 2020, Roland Garros 2024 e Aberto da Austrália 2025, justamente para Sinner) antes de finalmente destravar o primeiro troféu em Paris. Este será apenas o quinto major decisivo da carreira do alemão, e o primeiro fora do saibro parisiense ou do rígido nova-iorquino.
O que está em jogo
Para Sinner, o título significaria o segundo troféu seguido em Wimbledon e o quinto Grand Slam da carreira, além de estender ainda mais a sequência invicta na grama londrina. Para Zverev, seria o primeiro título em Wimbledon, o segundo Grand Slam consecutivo (uma marca que nenhum tenista alemão jamais alcançou) e o fim de um jejum de 35 anos sem um campeão do país no torneio, período que remonta a Michael Stich, campeão em 1991. A bola rola a partir das 16h no horário local (12h em Brasília), na quadra central do All England Club.
A cobertura completa da campanha de Wimbledon 2026, incluindo o caminho de Sinner até as semifinais e a arrancada de Zverev sobre Fritz nas quartas de final, pode ser acompanhada no hub de Tênis do A Hora do Esporte.



