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Rogers, Anderson e Tonali: os três negócios de £100 mi

Três contratações acima de £100 milhões na mesma janela levaram a Premier League a um recorde histórico de gastos em agosto de 2026.

por Lucas Ferreira 15 de agosto de 2026 3 min de leitura
Vincent Kompany ergue o troféu da Premier League em 2012, imagem de arquivo sem relação direta com as negociações de agosto de 2026 (Foto de arquivo: Vincent Kompany ergue o troféu da Premier League em 2012, imagem de contexto não vinculada às negociações de agosto de 2026.)

Foto de arquivo: Vincent Kompany ergue o troféu da Premier League em 2012, imagem de contexto não vinculada às negociações de agosto de 2026. (Foto: Stuart Grout CC BY 2.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vincent_Kompany_holds_up_the_Premier_League_trophy_2012.jpg)

Três negociações somaram mais de £300 milhões e mudaram o teto de gastos da Premier League no mercado de agosto de 2026. Dois jogadores custaram mais de £100 milhões cada, e um terceiro chegou a esse patamar com bônus incluídos, um agrupamento de valores de nove dígitos inédito em uma única janela do futebol inglês.

Três negócios, três recordes

O Chelsea pagou à Aston Villa por Morgan Rogers, em contrato de sete anos, valor que se tornou o novo recorde de transferência do futebol britânico. Antes dele, o recorde havia passado brevemente pelas mãos do Manchester City, que desembolsou o valor recorde anterior ao Nottingham Forest por Elliot Anderson.

O Tottenham completou o trio ao acertar com o Newcastle a contratação de Sandro Tonali, valor que superou o recorde anterior do próprio clube, os €65 milhões pagos por Xavi Simons. Menos de 24 horas depois, o clube londrino quebrou esse novo teto outra vez ao pagar ao West Ham por Mateus Fernandes.

  • Morgan Rogers (Chelsea): £117 milhões, recorde britânico
  • Elliot Anderson (Manchester City): £116 milhões
  • Sandro Tonali (Tottenham): até £100 milhões
  • Mateus Fernandes (Tottenham): £85 milhões

Somados, os dois maiores negócios da janela, Rogers e Anderson, movimentaram £233 milhões, o equivalente a cerca de 7,8% de todo o gasto projetado da Premier League no mercado de 2026, estimado em cerca de £3 bilhões.

A conta geral

Esse total supera o recorde anterior de gastos em uma única janela, os £2,36 bilhões desembolsados pelos clubes ingleses no verão de 2023. No ranking oficial de gastos brutos, o Tottenham lidera com cerca de £229,5 milhões, à frente do Chelsea (£218,92 milhões) e do Manchester City.

Newcastle aparece na sequência da lista oficial com £108,75 milhões investidos, seguido pelo Brighton, com £107,7 milhões, fechando os cinco maiores compradores da janela. Considerando Tonali e Fernandes juntos, o Tottenham investiu mais de £185 milhões só nas duas contratações para o meio-campo.

Recordes em cascata

Rogers e Anderson não foram exceções isoladas. Seis clubes da Premier League bateram seus próprios recordes de transferência nesta janela, incluindo o recém-promovido Sunderland, que gastou £142 milhões no total, e o Nottingham Forest, que superou sua própria marca duas vezes e chegou perto de £150 milhões investidos.

Rogers chega ao Chelsea com 22 convocações pela seleção inglesa, depois de uma temporada em que marcou 14 gols e deu 12 assistências em 55 partidas pelo Aston Villa.

Por que os valores subiram tanto

A explicação passa pela receita. Os clubes da Premier League faturaram £7,25 bilhões na temporada 2024/25, quase o dobro da soma de La Liga e Bundesliga juntas, diferença apontada como o motor por trás do abismo de gastos entre a Inglaterra e o restante da Europa.

O gasto do futebol mundial com transferências chegou a US$ 13,08 bilhões em 2025, salto de 52,3% sobre o ano anterior, e a Premier League respondeu sozinha por 51% desse total somado às outras quatro grandes ligas europeias.

A distância aparece também na comparação direta entre ligas nesta janela europeia: a Serie A italiana ocupa a distante segunda posição em gastos, com £783 milhões, valor inferior ao total investido pela Premier League sozinha, que supera a soma de Itália, Alemanha, França e Espanha.

“Mercado dopado”

A escalada de valores gerou reação fora da Inglaterra. O presidente da La Liga, Javier Tebas, resumiu o momento em duas palavras: “Doped market.” Ele alertou para o risco de as cifras infladas desestabilizarem as finanças do futebol europeu.

A janela de transferências de verão da Premier League é a que vai de 15 de junho a 1º de setembro de 2026, período em que os três negócios acima de £100 milhões foram fechados.

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Sobre o autor

Lucas Ferreira

Analista esportivo especializado em tática e dados. Cobre futebol, basquete e automobilismo, traduzindo números em leitura de jogo.

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