Dois anos e cerca de US$ 8 milhões: foi esse o número que resumiu o acordo entre LeBron James e o Philadelphia 76ers, fechado em 24 de julho de 2026 e tornado oficial no domingo seguinte. O valor, modesto para os padrões da carreira do astro, deu o tom de um mês de agosto marcado por contratos bem mais robustos assinados por outros veteranos da NBA. A distância entre os números chama atenção justamente por vir do mesmo mercado e da mesma janela de negociações.
A comparação de contratos milionários com um corte salarial simbólico segue a mesma lógica de outra apuração recente do site, que mapeou a média de gols nas quartas de final da Copa de 2026.
O contrato de LeBron
“Eu acredito que posso ajudar a fazer do Philadelphia 76ers um time campeão e estou muito animado para energizar uma nova torcida e começar essa jornada incrível mais uma vez”, disse LeBron James ao anunciar a nova etapa da carreira.
Na temporada 2026-27, ele receberá US$ 3.876.529, quantia menor do que ganhou como calouro em 2003-04, apesar de ser o maior pontuador da história da NBA. No novo time, optou por vestir novamente a camisa 23, marca registrada de sua carreira.
É a 24ª temporada de LeBron na liga e a quarta equipe diferente, depois de Cleveland Cavaliers, Miami Heat e Los Angeles Lakers. O contrato com o 76ers inclui opção de jogador para decidir, após a primeira temporada, se permanece na equipe ou volta ao mercado.
Pelos Lakers, em oito temporadas, LeBron conquistou um título da NBA, em 2020, e um título da NBA Cup, em 2023, somando 479 jogos e 12.402 pontos pela franquia. Já o 76ers, seu novo destino, terminou em sétimo lugar na Conferência Leste na temporada anterior e foi eliminado nas semifinais de playoff por 4 a 0 para o New York Knicks.
Extensões que pesaram no bolso
Enquanto o acordo de LeBron ficou abaixo da média do mercado, outros nomes da liga assinaram valores bem mais altos em agosto, incluindo casos em que astros da nova geração optaram por não maximizar os próprios ganhos.
- Donovan Mitchell (Cleveland Cavaliers): 4 anos e US$ 272 milhões, abrindo mão de um possível contrato de 5 anos e US$ 353 milhões no verão seguinte;
- Dillon Brooks (Phoenix Suns): 3 anos e US$ 73 milhões, fechado em 8 de agosto;
- Draymond Green (Golden State Warriors): 1 ano e US$ 27,7 milhões;
- Victor Wembanyama: optou por não incluir no contrato uma cláusula de escalador de 30%, que poderia elevá-lo a US$ 302 milhões caso fosse eleito para o All-NBA, MVP ou Melhor Defensor em 2026-27.
Movimentações no mercado de veteranos
Klay Thompson trocou o Dallas Mavericks pelo Miami Heat em 21 de agosto, depois de um buyout com os Mavericks. O acordo com o Heat foi fechado por 2 anos e cerca de US$ 13 milhões, valor próximo ao que LeBron recebeu do 76ers pelo mesmo período de contrato.
Bradley Beal assinou com o LA Clippers em 13 de agosto, por 2 anos e US$ 13,17 milhões, com opção de clube para a temporada 2027-28. Zach LaVine, por sua vez, optou por manter sua opção de jogador de US$ 49 milhões para 2026-27, sem entrar no mercado de free agency.
O teto salarial como referência
Para dimensionar os valores movimentados em agosto, vale lembrar o teto salarial da NBA para a temporada 2025-26: US$ 154,6 milhões, alta de 10% ante o ano anterior. O first apron ficou em US$ 187,9 milhões e o second apron, em US$ 207,8 milhões, limites que hoje condicionam boa parte das negociações de extensão na liga.
James Harden fechou agosto em posição diferente: recusou sua opção de jogador de US$ 42,3 milhões para 2026-27 enquanto negocia um novo contrato plurianual, valor que ainda não foi definido.



