Foi no Mineirão, na tarde de 25 de agosto de 2026, que Cruzeiro e Atlético-MG voltaram a medir forças em mais um capítulo da rivalidade mais antiga do estado, desta vez pelas quartas de final da Copa do Brasil, e o resultado ficou empatado em 1 a 1. Arroyo abriu o placar para o Cruzeiro com um chute de fora da área, no segundo tempo, e viu Renan Lodi buscar o empate para o Atlético cerca de dez minutos depois, com uma finalização pelo lado esquerdo. O gol foi o terceiro do atacante em cinco partidas disputadas com a camisa cruzeirense.
A decisão da chave fica marcada para a próxima terça-feira, 1º de setembro, às 21h, na Arena MRV, casa do Atlético-MG, onde os mandantes tentarão reverter a igualdade construída no jogo de ida. Caso o placar agregado permaneça empatado ao fim dos noventa minutos da volta, a vaga nas semifinais será definida diretamente nos pênaltis, já que o regulamento da Copa do Brasil não prevê o critério de gol qualificado como desempate. Quem avançar encara o vencedor do confronto entre Grêmio e Internacional na semifinal da competição.
É esse pano de fundo que devolve relevância ao retrospecto histórico entre os dois clubes ao longo do século 21, um levantamento que, até agosto de 2025, contabilizava 106 jogos entre Cruzeiro e Atlético-MG, com 41 vitórias cruzeirenses, 34 triunfos atleticanos e 31 empates. A vantagem existe, mas é estreita, e o histórico por décadas ajuda a explicar por que nenhum dos dois lados pode alegar domínio absoluto: o Cruzeiro dominou os anos 2000, com 22 vitórias contra 10, o Atlético-MG virou a chave na década de 2010, vencendo 18 vezes contra 15, e o time alvinegro também leva a melhor nos anos 2020 até aqui, com 6 vitórias a 4.
Dentro desse recorte de mais de duas décadas, alguns resultados se destacam pela contundência. A maior goleada do período aconteceu em 4 de dezembro de 2011, quando o Cruzeiro superou o Atlético-MG por 6 a 1, na última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano, um placar que segue como o mais elástico entre os clássicos mineiros do século. Do outro lado, o resultado mais simbólico para o Atlético-MG veio em 2014, quando o clube venceu o jogo de volta por 1 a 0 e conquistou o título da Copa do Brasil daquele ano diante do rival.
Essa final de 2014, aliás, é um dos três confrontos mata-mata que Cruzeiro e Atlético-MG já haviam disputado pela Copa do Brasil antes da atual edição, e o único em que o time alvinegro levou a melhor: nas outras duas ocasiões, em 2019 e em 2025, quem avançou foi o Cruzeiro. A eliminação do ano passado ainda está fresca na memória: o Cruzeiro venceu as duas partidas por 2 a 0, batendo o Atlético-MG por 4 a 0 no placar agregado, com o segundo confronto decidido no Mineirão graças a um duplo de Kaio Jorge.
Antes de chegar a este novo duelo direto, o Atlético-MG precisou passar por Ceará e Juventude nas fases anteriores da Copa do Brasil, com um empate sem gols em casa diante do time gaúcho e uma vitória por 1 a 0 fora de casa que carimbou a classificação. O avanço às quartas também rendeu ao clube um retorno financeiro de R$ 4 milhões em premiação, elevando para R$ 9 milhões o total já arrecadado pelo Atlético-MG na competição nesta temporada.
Depois do empate no Mineirão, o técnico do Cruzeiro, Eduardo Domínguez, destacou a capacidade de reação de seu time diante do gol sofrido. “Sustained the draw after going down, demonstrating their tactical plan worked effectively”, afirmou o treinador argentino, resumindo a leitura da comissão técnica sobre a segunda etapa da partida de ida.



