Com o Brasil garantido nas quartas de final contra o Japão, muita gente passou a se perguntar como funciona o sistema de pontos da VNL e por que a fase de classificação da Liga das Nações de Vôlei parece tão diferente de um campeonato de pontos corridos comum. A resposta está numa fórmula da Volleyball World pensada para equilibrar calendário, ranking mundial e emoção ao longo de quase dois meses de disputa, tanto no naipe feminino quanto no masculino.
Quantos times disputam a VNL 2026
A edição 2026 reúne 18 seleções em cada naipe, espalhadas por quatro confederações do vôlei mundial. É um recorte mais enxuto do que o extinto Grand Prix, mas ainda assim o maior número de equipes de elite reunidas numa mesma competição da modalidade ao longo de uma única temporada.
Quantos pontos vale cada vitória na fase de classificação
O sistema de pontuação da fase preliminar segue uma lógica que prioriza o placar do jogo, não só o resultado final. Uma vitória por 3 sets a 0 ou 3 a 1 vale 3 pontos para quem venceu e deixa zero para quem perdeu. Já um triunfo mais apertado, fechado em 3 sets a 2, garante 2 pontos ao vencedor, mas ainda rende 1 ponto a quem perdeu de virada no tie-break. O ponto extra existe justamente para recompensar a equipe que resistiu até o quinto set, mesmo saindo derrotada da quadra.
Como funciona o formato de semanas da fase preliminar
Diferente de um pontos corridos tradicional, a fase de classificação da VNL é dividida em três semanas de competição, cada uma sediada em cidades diferentes espalhadas por cinco continentes. Foi assim, por exemplo, que o Brasil enfrentou a Polônia em Osaka numa das rodadas mais recentes. Ao todo, cada seleção disputa 12 jogos ao longo dessas três semanas antes de a classificação para a fase final ser fechada, conforme detalha a fórmula oficial publicada pela Volleyball World.
Quantos times avançam e como funciona o mata-mata
Ao fim da fase preliminar, oito seleções avançam para a fase final, disputada em eliminação direta: quartas de final, semifinais, disputa de terceiro lugar e a decisão do título. O cruzamento das quartas segue o modelo clássico entre líder e zebra, primeiro colocado contra o oitavo, segundo contra o sétimo, terceiro contra o sexto e quarto contra o quinto. Foi por esse caminho que o Brasil, mesmo depois de perder Kudiess por lesão e cair para o Japão no cruzamento, garantiu a vaga nas quartas, marcada para os dias 22 e 23 de julho, em Macau, na China.
Brasil ainda busca o primeiro título da VNL feminina
Um dado reforça o peso do duelo contra os japoneses: o Brasil nunca venceu a VNL no naipe feminino. A seleção comandada por José Roberto Guimarães chegou à final quatro vezes, em 2019, 2021, 2022 e 2025, e perdeu todas elas, duas para os Estados Unidos e duas para a Itália, hoje donas de três taças cada uma. A Turquia é a única outra campeã da história recente da competição, com um título conquistado em 2023. Ou seja, o caminho brasileiro rumo à primeira taça passa primeiro pelo Japão nas quartas e, se a campanha avançar, provavelmente esbarra num desses três nomes que já dominaram as finais da liga.
O contraste chama atenção porque, na era anterior à VNL, o Brasil era simplesmente a maior força do vôlei feminino mundial. Foram 12 títulos do extinto World Grand Prix entre 1994 e 2017, incluindo sequências de conquistas seguidas na década de 2000. Desde que a competição mudou de nome e de formato em 2018, porém, a seleção não converteu nenhuma daquelas quatro finais disputadas em taça, o que torna a campanha de 2026 mais uma tentativa de encerrar esse jejum específico da Liga das Nações.
A fase final feminina acontece no Macau East Asian Games Dome, enquanto o masculino decide o título dias depois, em Ningbo, também na China, reforçando a aposta da entidade no crescimento do vôlei asiático dentro do calendário internacional.



