A menos de duas semanas do fim, a VNL 2026 mostra um retrato bem diferente para as duas seleções brasileiras de vôlei. Como está o Brasil na VNL 2026? A resposta muda conforme o naipe: o time masculino, comandado por Bernardinho, foi eliminado da fase final pela primeira vez desde a criação do torneio, em 2018, enquanto a seleção feminina de José Roberto Guimarães garantiu vaga entre as oito melhores do mundo e estreia nas quartas de final nesta quarta-feira (22), diante do Japão, em Macau, na China.
Masculino: fora da fase final pela primeira vez na história da VNL
A fase de grupos terminou com o Brasil na nona colocação, com sete vitórias e cinco derrotas em doze jogos, somando 19 pontos, segundo a tabela oficial da Volleyball World. O corte para a fase final ficou em oito equipes, mais o país-sede, e o time brasileiro ficou de fora com uma rodada de antecedência, algo inédito na competição. Japão fechou a fase preliminar invicto, com doze vitórias em doze jogos, seguido por Polônia e Eslovênia.
O formato da VNL, que distribui pontos por vitória conforme o número de sets, já foi detalhado em outra reportagem deste site. O que muda agora é o resultado prático daquele sistema: pela primeira vez desde que a liga substituiu a antiga Liga Mundial, o Brasil vai acompanhar as quartas de final de fora de quadra. A fase final do masculino será disputada em Ningbo, na China, entre 29 de julho e 2 de agosto, com o time chinês garantido por ser o anfitrião, independentemente da colocação na tabela.
Feminino: rumo às quartas com o Japão nesta quarta
Segundo a tabela oficial da Volleyball World, o Brasil fechou a fase preliminar em terceiro lugar, com nove vitórias e três derrotas em doze partidas e 26 pontos, atrás apenas de Estados Unidos e Itália. A campanha rendeu vaga direta na fase final, disputada em Macau entre os dias 22 e 26 de julho, com as oito melhores equipes da temporada regular mais a seleção chinesa, como país-sede.
A estreia das brasileiras está marcada para as 8h30 (horário de Brasília) desta quarta, contra o Japão, sexto colocado na fase de grupos. Quem avançar enfrenta na semifinal, no sábado (25), o vencedor de Itália x Holanda. A decisão e a disputa pelo terceiro lugar ficam para domingo (26), data em que a competição chega ao fim. Detalhes sobre a lesão de Julia Kudiess e o retrospecto recente entre brasileiras e japonesas foram tratados em matéria publicada após o fim da fase de grupos.
Uma tradição desigual entre os dois naipes
Os números da VNL ajudam a entender por que a eliminação masculina pesa tanto. Desde a criação da liga, em 2018, o Brasil masculino já foi campeão uma vez, em 2021, quando bateu a Polônia na decisão sob comando de Renan Dal Zotto, além de somar nove títulos da extinta Liga Mundial em edições anteriores. O naipe feminino segue em busca do primeiro troféu da VNL: chegou à final quatro vezes, em 2019, 2021, 2022 e 2025, e nas quatro ocasiões ficou com o vice-campeonato.
É um contraste que ajuda a explicar o momento das duas seleções nesta reta final de 2026. O time masculino chega à pior campanha da era VNL justamente depois de ter sido campeão nela, enquanto o time feminino tenta, mais uma vez, transformar a consistência de fechar entre as melhores da fase de grupos em um título que ainda não veio.
O que vem a seguir
Para o masculino, o próximo compromisso oficial da seleção já projeta reconstrução, com a comissão técnica avaliando o ciclo rumo às próximas competições depois de uma campanha que ficou abaixo do histórico recente do time. Para o feminino, a expectativa é imediata: uma vitória sobre o Japão nesta quarta coloca o Brasil a um passo de mais uma semifinal de VNL, com a chance de finalmente destravar o título que escapou por quatro vezes seguidas.



