O National Bank Open 2026 abre a temporada de saibro… na verdade, de quadra dura rumo ao US Open, e já virou destino certo de quem pesquisa quando é o Masters do Canadá deste ano. A resposta direta: o torneio acontece de 1º a 13 de agosto, dividido entre Toronto e Montreal, com favoritos definidos e pelo menos um brasileiro confirmado na chave principal. Este guia reúne datas, sedes, cabeças de chave e o funcionamento do formato para quem quer entender o evento sem precisar garimpar informação espalhada.
Quando é e onde acontece o National Bank Open 2026
A qualifying começa no sábado, dia 1º de agosto, com 32 tenistas disputando vaga na chave principal. Os jogos do quadro principal seguem até quinta-feira, 13 de agosto, quando saem os campeões em simples nas duas cidades. A cerimônia oficial de sorteio das chaves aconteceu na sexta-feira, 31 de julho, às 11h em Montreal (lado ATP) e ao meio-dia em Toronto (lado WTA).
O torneio feminino, um WTA 1000 obrigatório no calendário, é sediado no Sobeys Stadium, em Toronto. Já a chave masculina, um Masters 1000 obrigatório da ATP, roda no IGA Stadium, dentro do Jarry Park, em Montreal. As duas cidades revezam a sede de simples masculino e feminino a cada ano, formato que existe desde que o evento nasceu como Canadian Open, no fim do século 19. Esta edição marca a 136ª disputa do lado masculino e a 124ª do feminino, prova de que o Canadá é, depois dos quatro Grand Slams, um dos torneios mais antigos do circuito.
Quem joga: cabeças de chave e ausências que mudam o favoritismo
Em Toronto, Aryna Sabalenka entra como primeira cabeça de chave, seguida por Elena Rybakina e Jessica Pegula. Em Montreal, quem lidera a lista de favoritos é Alexander Zverev, à frente de Félix Auger-Aliassime, Alex de Minaur, Daniil Medvedev, Ben Shelton e Taylor Fritz, nessa ordem de seed.
O favoritismo em Montreal ficou mais concentrado depois de uma sequência de desfalques de peso. Jannik Sinner, Carlos Alcaraz, ainda em recuperação de lesão no pulso, e Novak Djokovic não vão para o Canadá, o que deixou Zverev na posição de principal candidato ao título entre os homens. Do lado feminino, nomes como Karolína Muchová, Emma Raducanu e Jasmine Paolini também ficaram fora da lista de inscritas.
O Brasil tem representante confirmado na chave masculina: João Fonseca, de 19 anos, chega como cabeça de chave em Montreal depois de campanhas de quartas de final em Roland Garros e no Masters de Monte Carlo neste ano. Ele é o 22º cabeça de chave do torneio, posição que, pela regra da chave de 96, garante bye direto para a segunda rodada em vez de estrear já na primeira, um detalhe que passa batido nas notas de sorteio mas favorece bastante quem chega para uma disputa de duas semanas. Fonseca aparece como 27º do ranking da ATP, e graças a essa posição garantiu vaga entre os cabeças de chave da competição, que abre a preparação dele para o US Open. No feminino, a paulista Luísa Stefani também está confirmada, na chave de duplas, como primeira cabeça ao lado da canadense Gabriela Dabrowski.
Como funciona o formato: chaveamento e premiação
Neste ano, os quadros de simples masculino e feminino têm 96 jogadores cada, formato ampliado que estica o torneio para 12 dias de disputa. Os 32 primeiros cabeças de chave, tanto entre os homens quanto entre as mulheres, ganham bye e só entram em quadra na segunda rodada, enquanto o restante do grupo já joga a partir da estreia. Depois da rodada de qualifying, o mata-mata segue direto até a decisão, na quinta-feira, 13 de agosto.
Por ser um Masters 1000, o torneio distribui pontuação máxima de ranking para quem for avançando nas fases, o mesmo patamar de pontos oferecido em Madri, Roma ou Xangai. Quem quiser entender como essa pontuação é calculada rodada a rodada pode conferir o guia sobre como funciona o ranking da ATP em cada categoria de evento. A organização ainda não publicou a tabela oficial de premiação em dólares canadenses para 2026, mas o histórico recente do torneio aponta bolsa total na casa dos milhões, característica de todo Masters 1000 e WTA 1000 do calendário.
Para quem só vai acompanhar de longe, vale lembrar que o Canadá funciona como o primeiro grande teste de quadra dura da temporada norte-americana, ponte direta para o US Open, que começa poucos dias depois do fim das finais em Toronto e Montreal.



