Quem é AJ Dybantsa? A pergunta virou uma das mais buscadas do basquete americano depois que o ala de 19 anos, formado em apenas uma temporada pela BYU, foi anunciado pelo Washington Wizards como a 1ª escolha geral do Draft da NBA de 2026, realizado no Barclays Center, em Nova York.
Nascido em Boston e criado em Brockton, Massachusetts, Dybantsa tem 2,06 metros e atua como ala, podendo também jogar de ala-armador. Chegou à BYU (Brigham Young University) como o recruta mais bem avaliado da história do programa e permaneceu apenas um ano na faculdade antes de se declarar para o draft.
Os números que o levaram ao topo
Na temporada 2025-26, Dybantsa liderou toda a NCAA em pontos por jogo, com média de 25,5, além de 6,8 rebotes e 3,7 assistências em 35 partidas como titular, acertando 51% dos arremessos de quadra. No total, somou 894 pontos na temporada, a terceira maior marca da história da Divisão I entre jogadores calouros. Em 24 de janeiro, contra Utah, anotou 43 pontos e quebrou o recorde de pontuação de um calouro da BYU que pertencia a Danny Ainge desde 1978, havia 48 anos.
A campanha também rendeu a Dybantsa os títulos de Calouro do Ano e Novato do Ano da Big 12, além do Prêmio Julius Erving, dado ao melhor ala do país. Antes de pisar em uma quadra universitária, ele já era MVP do Mundial sub-19 da FIBA de 2025, torneio em que ajudou os Estados Unidos a conquistar o ouro.
À frente de Peterson e Boozer
Na noite do draft, os Wizards preferiram Dybantsa a Darryn Peterson, armador da Kansas escolhido em segundo lugar pelo Utah Jazz, e a Cameron Boozer, ala de Duke selecionado na terceira posição pelo Memphis Grizzlies. Para Washington, foi a primeira vez com a escolha número 1 desde 2010, quando o time levou o armador John Wall. Entre uma seleção e outra se passaram 16 anos de reconstruções e temporadas irregulares.
“Obviamente, isso é só um degrau, e eu ainda tenho muito mais trabalho a fazer”, disse Dybantsa à ESPN pouco depois de ouvir seu nome anunciado como a escolha número 1, evitando comemorar antes da hora.
O que esperar dele nos Wizards
Fã declarado de Kevin Durant, que cresceu nos arredores de Washington antes de virar astro da NBA, Dybantsa desembarca na capital americana com a missão de repetir, dentro de uma franquia historicamente carente de protagonismo, parte da trajetória do ídolo. Ele chega a um elenco que já tem no vestiário os veteranos Anthony Davis e Trae Young, peças que devem aliviar a pressão imediata sobre o novato.
Analistas apontam Dybantsa como um pontuador de múltiplos níveis, com tamanho, coordenação e repertório no arremesso de meia distância pouco comuns para sua idade. O principal ponto de desenvolvimento será a consistência como arremessador de três pontos, área em que converteu 33,1% na NCAA, além do impacto defensivo, hoje seu ponto mais discreto no jogo.
Se o replanejamento em Washington der certo, a torcida sonha em ver o time voltar a brigar por uma vaga nos playoffs da NBA depois de temporadas discretas. Antes de se declarar para o draft, Dybantsa já era tratado como o nome mais cotado para a primeira posição, e o repertório ofensivo que exibiu na BYU ajuda a explicar por que ele foi tratado como o prospecto mais completo da classe de 2026.
Para os Wizards, a aposta em Dybantsa é também simbólica. Depois de anos de reconstrução e temporadas irregulares, a franquia tenta iniciar um novo ciclo competitivo com um ala de 19 anos como principal peça.



