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Brasil enfrenta a Polônia em Osaka de olho na liderança da VNL feminina

Vice-líder da VNL feminina com 8 vitórias em 9 jogos, o Brasil enfrenta a Polônia nesta sexta em Osaka antes de fechar a fase preliminar contra Tailândia e Estados Unidos.

por Rafael Mendes 10 de julho de 2026 4 min de leitura
Brasil enfrenta a Polônia em Osaka de olho na liderança da VNL feminina

Foto: Rwjabour, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

O Brasil entra em quadra nesta sexta-feira (10), às 7h20 (horário de Brasília), para enfrentar a Polônia em Osaka, no Japão, pela terceira semana da Liga das Nações de vôlei feminino de 2026. A seleção comandada por José Roberto Guimarães chega ao duelo na vice-liderança da VNL, com 8 vitórias em 9 partidas disputadas, e sabe que o resultado contra as polonesas pode reaproximar o time da ponta da tabela antes do fechamento da fase preliminar.

A classificação atual mostra um Brasil consistente, mas ainda perseguindo os Estados Unidos. Com 23 pontos somados em 9 jogos, a equipe brasileira ocupa o segundo lugar geral da competição. As americanas lideram com 26 pontos, fruto de 9 vitórias em 11 partidas, já que a seleção dos Estados Unidos entrou em quadra duas vezes a mais nesta semana em Osaka, incluindo uma derrota para a própria Polônia em cinco sets. O Brasil, portanto, ainda tem jogos em mãos para tentar diminuir a diferença antes de a fase de grupos terminar.

Depois da Polônia, a agenda brasileira em Osaka segue movimentada: no sábado (11), a seleção enfrenta a Tailândia, e no domingo (12) fecha a semana diante dos próprios Estados Unidos, em confronto direto que pode redesenhar a briga pela liderança geral da VNL antes da fase final. Três jogos em três dias, contra adversários de perfis bem diferentes, formam um teste de fôlego para o elenco brasileiro na reta final da fase preliminar.

Não é coincidência que essa sequência seja tão exigente. A sede de Osaka reúne boa parte da elite da VNL feminina nesta terceira semana: além do próprio Brasil, jogam ali Estados Unidos, Polônia, Japão e Turquia, cinco das seis seleções mais bem colocadas da temporada regular. Na prática, isso transforma cada rodada japonesa em um recorte antecipado do que pode aparecer lá na frente, em Macau, quando a fase final reunir as oito equipes classificadas em busca do título.

O bom momento da equipe não nasceu em Osaka. Na primeira semana da VNL 2026, disputada em Brasília, o Brasil derrubou a Itália, atual campeã olímpica, em cinco sets, e encerrou uma sequência de 39 partidas sem derrota da equipe italiana. Foi um resultado que deu o tom da campanha: a seleção brasileira fechou aquela etapa com 100% de aproveitamento e vem sustentando boa parte da produção ofensiva em cima de Julia Bergmann, ponta que tem despontado como uma das principais pontuadoras do time nas rodadas recentes em solo japonês.

A campanha também tem exigido adaptações fora de quadra. A comissão técnica optou por manter a capitã Gabi Guimarães em tratamento no Brasil, por conta de um desconforto na lombar, com reavaliação prevista antes da fase eliminatória. Mesmo sem uma de suas principais referências, o time manteve o nível competitivo em Osaka, o que reforça a profundidade do elenco reunido para esta VNL.

O que está em jogo em Osaka vai além da colocação momentânea na tabela. Vencer a Polônia nesta sexta praticamente confirma a vaga brasileira na fase final da Volleyball Nations League, marcada para o período de 22 a 26 de julho, em Macau, na China, com as oito melhores equipes da temporada. Terminar a fase preliminar como líder ou vice-líder também tem peso simbólico, ao colocar o Brasil entre os favoritos ao título antes mesmo de a chave da fase final ser definida.

Para quem acompanha a trajetória da seleção nesta temporada, os próximos três dias em Osaka funcionam como um resumo do que a VNL tem sido para o Brasil em 2026: uma sequência de jogos duros, decididos no detalhe, contra praticamente todas as potências do esporte. Mais contexto sobre a tradição do país nesse tipo de disputa está disponível na cobertura de vôlei do site.

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Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

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