Oito clubes brasileiros seguem vivos nas quartas de final entre Libertadores e Sul-Americana. Mas o número que resume a temporada é outro: quatro é o teto histórico de representantes de um mesmo país nas quartas de final da Sul-Americana, marca que o Brasil acaba de igualar em 2026. Na Libertadores, porém, o país ainda fica um degrau abaixo do recorde de cinco clubes brasileiros nas quartas, estabelecido em 2021 e 2022.
A comparação entre as duas competições ajuda a entender o tamanho do feito. O teto histórico da Sul-Americana sempre foi de quatro clubes de um mesmo país, e o Brasil chegou lá em 2026. Já a Libertadores teve edições com cinco representantes brasileiros simultâneos nas quartas, o que torna a campanha atual, com quatro nomes, uma boa colheita, mas ainda não inédita.
Os números da fase
- Libertadores: 4 clubes brasileiros nas quartas (recorde histórico: 5, em 2021 e 2022)
- Sul-Americana: 4 clubes brasileiros nas quartas (recorde histórico: 4, igualado em 2026)
- Total nas duas competições: 8 clubes brasileiros ainda na disputa
Na Libertadores
Seguem vivos na competição Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Fluminense. Os confrontos ficaram assim: Fluminense x Platense, Palmeiras x LDU, Corinthians x Estudiantes e Flamengo x Independiente del Valle.
O Fluminense abriu a rodada de ida em 8 de setembro. O Flamengo fechou a rodada dois dias depois, no dia 10, fora de casa, contra o Independiente del Valle, em Quito. Entre a abertura e o encerramento da rodada, nenhum dos quatro brasileiros cruzou com outro clube nacional: todos os duelos são contra adversários de outros países sul-americanos.
Na Sul-Americana
Do outro lado, avançaram São Paulo, Santos, Atlético-MG e Vasco. As chaves definidas foram São Paulo x Boca Juniors, Vasco x Santa Fe, Santos x Atlético-MG e Cienciano x Montevideo City Torque, justamente o confronto entre Santos e Atlético-MG que fecha o quadro com o único duelo cem por cento brasileiro desta fase.
O São Paulo visitou a Bombonera em 8 de setembro, às 21h30. Um dos protagonistas do duelo foi Jonathan Calleri, que voltou ao estádio onde defendeu o próprio Boca Juniors para enfrentar o clube pelo lado são-paulino. O time chegou às quartas invicto na fase de grupos, com Luciano como artilheiro da equipe, três gols.
Santos e o rival inédito
O Santos recebeu o Atlético-MG na Vila Belmiro em 9 de setembro. Foi a primeira vez que o time da Baixada Santista enfrentou um rival totalmente brasileiro nesta campanha da Sul-Americana a partir das quartas de final.
Gabriel Barbosa lidera os artilheiros brasileiros na competição continental, com 5 gols na campanha, número que reforça o peso do atacante santista nesta fase decisiva da equipe.
Vasco e os 30 anos de jejum
O Vasco empatou sem gols com o Santa Fe no El Campín, em Bogotá, em 8 de setembro, na ida das quartas. Os clubes não se enfrentavam havia 30 anos: o último confronto havia sido na semifinal da Copa Conmebol de 1996, quando o Santa Fe avançou nos pênaltis.
Depois da partida, o técnico Pedro Emanuel elogiou a atuação da equipe fora de casa. “Dou os parabéns aos meus jogadores, porque não é fácil vir jogar aqui contra uma equipe com a qualidade do Santa Fe”, disse o treinador. O 0 a 0 mantém a série em aberto para a decisão, no jogo de volta.
Atlético-MG e o retrospecto
Um dado marca o retrospecto recente do Atlético Mineiro em mata-matas continentais: o clube nunca perdeu uma eliminatória depois de vencer o primeiro jogo fora de casa.
O que vem a seguir
Os jogos de volta das quartas de final das duas competições estão marcados para a semana seguinte, entre 15 e 17 de setembro. Ao fim dessa rodada, ficará definido quantos brasileiros avançam às semifinais e se o país consegue repetir, em pelo menos uma das duas competições, a marca de cinco clubes que só a Libertadores já registrou, em 2021 e 2022. Outro levantamento estatístico recente do Ahora do Esporte tratou dos números da Copa de 2026. Até lá, ficam os números que abrem esta reportagem: 4 clubes na Libertadores, 4 na Sul-Americana, 8 no total.



