Só um brasileiro está hoje no Top 100 do ranking ATP de simples: João Fonseca, na 27ª posição, com 1.710 pontos, segundo a atualização divulgada pela ATP na semana de 27 de julho de 2026. Nenhum outro compatriota aparece entre os 100 primeiros do mundo neste momento.
O carioca de 19 anos manteve o posto mesmo após cair nas primeiras rodadas de Wimbledon, já que rivais próximos na tabela também tropeçaram e não conseguiram ultrapassá-lo. A confirmação da posição garantiu a Fonseca, inclusive, um lugar entre os cabeças de chave do Masters 1000 de Montreal.
Estar entre os cem melhores do ranking não é só uma questão de vaidade estatística. Na prática, garante entrada direta nas chaves principais dos quatro Grand Slams e nos Masters 1000, sem passar pelo qualifying, além de dar acesso a premiações maiores logo na primeira rodada. É por isso que a distância entre o Top 100 e a fila logo abaixo dele pesa tanto na carreira de um tenista.
Quem é o brasileiro mais bem colocado
João Franca Guimarães Fonseca, nome completo do tenista, teve 2025 como o ano da consolidação. Venceu o ATP 500 de Basel, o maior título da carreira até aqui, e chegou pela primeira vez ao Top 30 mundial ainda aos 19 anos. Depois de disputar as quatro chaves principais de Grand Slam da temporada, com pelo menos uma vitória em cada uma delas, ele estabilizou a posição na casa dos 25 a 30.
O melhor ranking que Fonseca já alcançou na carreira foi o 24º lugar, em 3 de novembro de 2025, ainda embalado pelo título de Basel. Hoje, três posições abaixo daquele topo, ele segue como o único representante do país no grupo mais nobre do circuito.
O único brasileiro no Top 100
| Jogador | Posição ATP | Pontos |
|---|---|---|
| João Fonseca | 27ª | 1.710 |
Os outros brasileiros, bem mais atrás
A distância para o segundo brasileiro da lista é grande. Gustavo Heide, hoje o número 2 do país, aparece na 134ª colocação, com 474 pontos, mais de cem posições atrás de Fonseca. Na sequência vêm nomes como Thiago Seyboth Wild, na casa dos 200, e João Lucas Reis da Silva, que orbita a 250ª posição. Nenhum deles chega perto da fronteira dos 100 primeiros.
Esse abismo explica por que a pergunta sobre quantos brasileiros estão no Top 100 tem, neste momento, uma resposta bem direta. Apenas um.
Como o Brasil já teve mais representantes
Nem sempre foi assim. O melhor desempenho do tênis brasileiro no ranking ATP, desde que o sistema foi criado, aconteceu em 2002, quando o país fechou o ano com quatro jogadores entre os 100 primeiros do mundo. De lá para cá a profundidade do circuito nacional caiu bastante, e hoje o Brasil depende quase inteiramente de um único atleta para manter presença no grupo de elite.
Essa dependência de um nome só também mostra como o ranking da ATP pode mudar de uma semana para outra sem que ninguém entre em quadra. Bastam desistências, quedas de pontuação de rivais ou resultados alheios para alterar a posição de um jogador na tabela. Foi esse tipo de movimento, aliás, que ajudou Fonseca a preservar o 27º lugar depois da eliminação precoce em Wimbledon.
O que vem pela frente
Fonseca tem um calendário relativamente tranquilo em termos de pontos a defender nas próximas semanas. No Canadá entra em quadra tendo apenas 10 pontos para confirmar; nos torneios que antecedem o US Open, a exigência sobe para 50. Na prática, isso significa que o brasileiro deve seguir perto da casa dos 30 melhores do mundo, com chances reais de se aproximar de novo do seu melhor ranking histórico.
O restante do grupo brasileiro corre por fora enquanto isso. Seyboth Wild, Heide e companhia vão precisar de uma sequência de resultados consistentes em Challengers e torneios ATP menores para reduzir a distância até o Top 100 e, quem sabe, formar de novo um pelotão brasileiro como o de duas décadas atrás.



