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Quantos pontos vale vencer um GP de F1 em 2026?

A tabela de pontos do GP e do sprint na F1 2026, com o contraste histórico da mudança que elevou o valor da vitória em 2010.

por Rafael Mendes 14 de agosto de 2026 4 min de leitura
Stefano Domenicali, CEO da F1, sorrindo ao lado de Sebastian Vettel em evento beneficente (Foto de arquivo: Stefano Domenicali (CEO da F1) em evento beneficente de 2022, sem relação com uma corrida específica.)

Foto de arquivo: Stefano Domenicali (CEO da F1) em evento beneficente de 2022, sem relação com uma corrida específica. (Foto: Sven Mandel CC BY-SA 4.0 via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sebastian_Vettel,_Stefano_Domenicali_-_2022236172323_2022-08-24_Champions_for_Charity_-_Sven_-_1D_X_MK_II_-_0416_-_B70I2426.jpg)

Quando um piloto cruza em primeiro lugar a linha de chegada de um Grande Prêmio de Fórmula 1 em 2026, ele soma 25 pontos ao seu campeonato, a maior fatia distribuída em qualquer etapa da temporada. Atrás dele, o segundo colocado recebe 18 pontos, o terceiro 15, o quarto 12 e o quinto 10, enquanto o sexto, o sétimo, o oitavo, o nono e o décimo lugar fecham a lista com 8, 6, 4, 2 e 1 ponto, respectivamente. Essa é a tabela oficial de pontuação das corridas principais da F1 para 2026, que segue distribuindo pontos a dez pilotos por Grande Prêmio, do vencedor até o décimo colocado. É essa conta, repetida a cada fim de semana de corrida, que decide os dois títulos disputados na categoria, o de pilotos e o de construtores, e entender essa tabela é o primeiro passo para acompanhar a temporada corrida a corrida.

Nos fins de semana com corrida sprint, o critério muda de tamanho antes de mudar de lógica: em vez de dez, apenas oito pilotos pontuam, do primeiro ao oitavo colocado, seguindo a tabela 8-7-6-5-4-3-2-1 definida pelo regulamento. Na prática, o sprint pontua até o oitavo lugar, metade do alcance da corrida principal, que se estende até o décimo colocado, uma diferença estrutural entre os dois formatos de prova que reforça o caráter mais compacto do sprint diante do Grande Prêmio de domingo. A temporada 2026 traz seis fins de semana com esse formato, o que significa seis chances extras, distintas das corridas principais, de somar pontos antes mesmo da largada do GP. Um detalhe que deixou de valer desde 2025 e segue fora do regulamento em 2026 é o ponto extra pela volta mais rápida da corrida, benefício que existia em temporadas anteriores e não é mais concedido nem no GP nem no sprint.

Os pontos somados por cada piloto não servem apenas ao Mundial de Pilotos: no Mundial de Construtores, a pontuação dos dois pilotos de uma mesma equipe é somada, o que faz de cada corrida uma disputa dupla dentro da própria disputa. Esse desenho, porém, é relativamente recente. Entre 2003 e 2009 a F1 usava a tabela 10-8-6-5-4-3-2-1, com apenas dois pontos separando o campeão do vice-campeão em cada corrida, uma diferença mínima que deixava títulos em aberto até as últimas provas da temporada. Foi em 2010 que o sistema de pontos por posição hoje usado na corrida principal passou a valer, com o vencedor recebendo 25 pontos, mais que o dobro do que valia até então, enquanto a vantagem sobre o segundo colocado saltou para 7 pontos, distanciando de forma muito mais clara quem vence de quem apenas completa o pódio. É essa arquitetura de 2010, com ajustes pontuais como o fim do ponto da volta mais rápida, que segue valendo em 2026.

A tabela de pontos de 2026 chega dentro de um pacote maior de mudanças aprovadas pela FIA para 2026 e 2027, motivadas pela chegada de novos carros e motores, num movimento que também alterou o formato de classificação da categoria a partir desta temporada. A entidade autorizou três semanas de testes de pré-temporada em 2026, ante o formato mais enxuto de um único fim de semana que volta a valer em 2027, além de elevar temporariamente para 60 integrantes o limite de pessoal operacional por equipe. Nos fins de semana de sprint, o treino livre de 60 minutos que antecede a classificação também ganhou uma regra nova: a partir de 2026, ele pode ser estendido em caso de bandeira vermelha, o que evita que uma interrupção reduza o tempo de pista disponível para os pilotos. A FIA mantém publicamente as seções do regulamento esportivo da F1 para 2026, com a edição mais recente publicada em 5 de agosto de 2026, e a temporada abre em 8 de março com 24 corridas no calendário, entre elas o Grande Prêmio de São Paulo, marcado para 6 a 8 de novembro.

O CEO da F1, Stefano Domenicali, tem descrito a temporada 2026 como um campeonato disputado corrida a corrida. “The championship is becoming very, very fascinating. There is a lot of action on the track. People are loving it,” afirmou o dirigente, resumindo o efeito que a briga ponto a ponto tem gerado dentro e fora das pistas.

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Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

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