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São Paulo x Boca: retrospecto apertado na Sul-Americana

Boca venceu a ida por 1 a 0 na Bombonera. O histórico entre os clubes é de 5 vitórias argentinas, 4 paulistas e 3 empates.

por Rafael Mendes 10 de setembro de 2026 4 min de leitura
Jogador do São Paulo é perseguido por jogador do Boca Juniors em amistoso de 1971 (Foto de arquivo: amistoso entre São Paulo e Boca Juniors em 1971, não o confronto atual da Copa Sul-Americana.)

Foto de arquivo: amistoso entre São Paulo e Boca Juniors em 1971, não o confronto atual da Copa Sul-Americana. (Foto: Unknown Public domain via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jogo_Boca_Juniors_X_Botafogo_F.C.jpg)

Na noite de terça-feira, 8 de setembro, na Bombonera lotada, o Boca Juniors bateu o São Paulo por 1 a 0 e deixou a vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana em aberto para a volta, marcada para o Morumbi, onde quem vencer avança de fase. O resultado reabriu um capítulo que os dois clubes não escreviam havia quase duas décadas, já que este é o primeiro confronto eliminatório entre eles na competição desde 2007, dezenove anos atrás.

Antes desse duelo mais recente, Boca e São Paulo já haviam se enfrentado doze vezes em torneios da CONMEBOL, em seis mata-matas diferentes, e o retrospecto acumulado ao longo de mais de três décadas não aponta um favorito claro: são cinco vitórias do time argentino, quatro do brasileiro e três empates, com os gols também equilibrados a favor do Boca, que balançou as redes dezoito vezes contra treze do São Paulo.

A rivalidade entre os dois começou na semifinal da Copa de Ouro de 1993, quando o Boca venceu por 1 a 0 em casa e depois segurou um empate em 1 a 1 no Brasil para avançar. No ano seguinte, na semifinal da Supercopa de 1994, o roteiro se repetiu com variações: vitória argentina por 2 a 0 em Buenos Aires, seguida de derrota por 1 a 0 no território paulista, resultado que ainda assim manteve o Boca na frente pelo placar agregado de 2 a 1. Foi só na fase classificatória da Supercopa de 1995 que o São Paulo conseguiu um resultado histórico para o confronto: depois de vencer em casa por 1 a 0, foi a Buenos Aires e derrotou o Boca por 3 a 2, a única vitória de qualquer um dos dois lados jogando fora de seus domínios em toda a série de confrontos.

A maior goleada da história entre os clubes também tem assinatura argentina. Pela Copa Mercosul de 1999, o Boca aplicou 5 a 1 no São Paulo em Buenos Aires, com hat-trick de Guillermo Barros Schelotto. Sete anos depois, os dois times voltaram a decidir um título direto na Recopa Sul-Americana de 2006: o Boca venceu a ida por 2 a 1 e depois segurou um empate em 2 a 2 no Morumbi, suficiente para levantar a taça pelo placar agregado de 4 a 3.

O último capítulo antes do reencontro atual foi nas oitavas de final da Copa Sul-Americana de 2007. O Boca venceu a partida de ida por 2 a 1, mas o São Paulo respondeu com um triunfo por 1 a 0 na volta e avançou pelo critério de gols marcados fora de casa. Curiosamente, apesar de somarem nove títulos de Copa Libertadores entre si, os dois clubes nunca haviam se cruzado justamente na competição mais tradicional do continente, uma lacuna que o duelo atual, disputado pela Sul-Americana, não preenche.

O peso histórico dos dois adversários ajuda a explicar por que o confronto atrai tanta atenção. O Boca é o segundo maior campeão da história da Libertadores, com seis conquistas, atrás apenas do Independiente, que tem sete; o São Paulo, por sua vez, levantou a taça três vezes. Juntos, somam os nove títulos que nunca dividiram o mesmo mata-mata da competição continental mais cobiçada da América do Sul.

A partida de ida começou às 21h30, no horário de Brasília, transmitida por SBT, ESPN e Disney+, sob arbitragem do chileno Piero Maza. O Boca chegou embalado por dez jogos de invencibilidade sob o comando de Rodolfo Arruabarrena, mesmo sem o zagueiro Tomás Aranda, lesionado, e com dúvida entre o jovem atacante Leonel Flores, de apenas dezenove anos, e Alan Velasco para liderar o ataque. Do outro lado, Dorival Júnior recuperou o capitão Jonathan Calleri, de volta após lesão no tornozelo, mas ainda sem Lucas, Lucca, Bobadilla e Buta à disposição.

Depois do apito final na Bombonera, o técnico do Boca resumiu a mudança de postura da sua equipe ao longo dos noventa minutos. “Estávamos concentrados. Eles começaram melhor, mas depois fomos diminuindo a diferença aos poucos e assumimos o controle da partida”, disse Rodolfo Arruabarrena.

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Sobre o autor

Rafael Mendes

Jornalista que cobre mercado, gestão e o circuito de tênis e MMA. Escreve guias e reportagens de contexto.

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