Para acomodar a Cadillac como 11ª equipe da Fórmula 1 a partir de 2026, elevando o grid a 22 carros na pista, a categoria e a FIA remodelaram o formato de classificação que vigorava desde 2017 em todos os fins de semana da temporada, alterando diretamente o número de pilotos eliminados em cada sessão para dar conta de um pelotão maior. Antes, cinco carros ficavam pelo caminho ao final do Q1 e outros cinco eram cortados no Q2, restando sempre dez pilotos disputando a pole no Q3; a partir de 2026, esse corte passa a ser de seis por sessão, tanto no Q1 quanto no Q2, mantendo em dez o número de finalistas que avançam para a última etapa. A lógica, segundo apurou o Terra, é simples: com mais dois carros na classificação em relação aos anos anteriores, a FIA optou por ampliar o corte inicial em vez de mexer na fórmula das dez vagas finais.
Na prática, o Q1 seguirá durando 18 minutos e reunirá as 22 máquinas na pista, com os seis mais lentos deixando a disputa ao fim do cronômetro; o Q2 manterá os 15 minutos de sempre, agora com 16 pilotos brigando por dez vagas no Q3, seis a menos do que entravam na etapa decisiva até 2025. Já a etapa final ganhou um minuto extra e passará a ter 13 minutos de duração, ante os 12 minutos que vigoravam nas temporadas anteriores, quando cinco pilotos eram eliminados por sessão em vez dos seis atuais. Para que o relógio geral da classificação não estourasse, a FIA cortou em um minuto o intervalo entre o Q2 e o Q3, mantendo o tempo total da sessão em uma hora.
A mudança não é inédita na história da categoria: a última vez que a Fórmula 1 teve 11 equipes na grade, em 2016, antes de o grid encolher para dez, o mesmo critério de seis eliminados por sessão já havia sido usado. Durante nove temporadas seguidas, entre 2017 e 2025, a regra de cinco cortes por sessão vigorou sem alterações, período em que o grid se manteve estável em dez equipes e 20 carros, até a chegada da Cadillac forçar a atualização.
O mesmo critério de seis eliminados por sessão passou a valer também para a Sprint Qualifying, o treino que define o grid de largada das corridas sprint, estruturado em SQ1, SQ2 e SQ3 nos moldes da classificação tradicional. As três etapas, porém, são mais curtas: 12 minutos no SQ1, 10 minutos no SQ2 e 8 minutos no SQ3, quando os pilotos remanescentes decidem a pole da sprint. Os pneus também são regulamentados de forma diferente da classificação normal: o composto médio é obrigatório no SQ1 e no SQ2, e só no SQ3, com a pole em jogo, os carros podem calçar o pneu macio.
O novo formato entra em vigor em seis etapas do calendário 2026, realizadas na China, em Miami, no Canadá, na Grã-Bretanha, na Holanda e em Cingapura. Três dessas pistas, Montreal, Zandvoort e Cingapura, vão sediar um fim de semana sprint pela primeira vez na história, enquanto Silverstone volta ao formato pela primeira vez desde que recebeu a estreia da sprint, em 2021.
Ao anunciar o calendário e as mudanças de formato, o presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, associou a reformulação ao crescimento da sprint desde sua criação. “The F1 Sprint has continued to grow in positive impact and popularity since it was introduced in 2021”, disse Domenicali, resumindo a avaliação da categoria sobre um formato que, cinco anos depois de estrear em Silverstone, volta à mesma pista com um novo desenho de classificação.



